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Um litoral em frangalhos

IlhabelaO site Mar Sem Fim, no Estadão, trás matéria sobre o descaso sofrido pelo litoral brasileiro em pleno Verão 2019, porém, a notícia pode muito bem servir de denuncia para verões passados e futuros, pois desde que um certo Cabral atolou suas botas nas areias da nossa tribo a coisa enlameou e não tem homem no mundo que limpe. O jornalista e navegador João Lara Mesquita, que assina a matéria, começa a puxar o fio da porcaria a partir da afamada  e bela Ilha Bela/SP e fecha o firo na estonteante  e incompreendida Ilha de Fernando de Noronha/PE. Segundo o Mar Sem Fim, o número de praias impróprias para banho cresceu mais de 20% em um ano, o que acredito piamente e sem pestanejar. E João começa assim: “…Ao juntarmos os dados, percebe-se que o drama é nacional, fruto do egoísmo, da omissão, do crime de lesa-pátria, e também da mais pura ignorância…”.

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Dilemas de uma profissão

Agosto 2017 (13)

Quando escrevi o texto Cumbuca, o fiz olhando pelo esquadro das janelas escancaradas, que poucos querem enxergar, mesmo tendo diante dos olhos as verdades ou as mentiras que o mundo do jornalismo cobre ou descobre, a depender das direções que sopram os ventos. Não peguei o mote de ninguém, apenas me estirei na rede armada na varanda e deixei a mente vagar, passando a limpo os últimos acontecimentos do gigante verde e amarelo. Lendo hoje, a coluna do jornalista potiguar Woden Madruga, na Tribuna do Norte, me deparei com o mote e vi que ele gira por aí que nem pião e tem deixado rastros com traços bem fortes, como o artigo, Dilemas do Jornalismo, de Carlos Alberto Di Franco, no Estadão, que termina assim:  

…A internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? Só nos resta uma saída: produzir informação de alta qualidade técnica e ética. Ou fazemos jornalismo para valer, fiel à verdade dos fatos, ou seremos descartados por um consumidor cada vez mais fascinado pelo aparente autocontrole da informação na plataforma digital.

Com quem nós queremos falar? Com o Brasil real? Com o País que tem valores e olha para a frente? Ou queremos falar com minorias ideológicas, à direita e à esquerda, articuladas e barulhentas? Façamos jornalismo. Nada mais.