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Cabanga Iate Clube aposta alto na vela de base

Todo projeto precisa de ações concretas para obter bons resultados e gerar sucesso. O Cabanga Iate Clube de Pernambuco há muito investe em sua Escolinha de Vela e tem colhido bons e adocicados frutos. Seus atletas se destacam em inúmeros campeonatos pelo Brasil e mundo afora, hasteando a bandeira de Pernambuco no alto do pódio. Nesta quarta-feira, 08/09, as vésperas de mais uma edição da Refeno, o comodoro Jaime Monteiro Junior, reuniu a imprensa, e ao lado de toda a Comodoria, anunciou que boa parte dos recursos da vela, norma que já é válida para a Refeno 2016, serão investidos na própria vela. Foi anunciando também a criação de uma verda estatutária para a vela de base, pois o Clube não tinha uma verba especifica para ser utilizada com o iatismo. “Nossa intenção é criar um programa que reverta verba arrecadada durante a Refeno para o fomento da vela de base e vela jovem, independente de quem quer que esteja na Comodoria”, disse o comodoro. O Cabanga aposta alto em suas escolinha de vela porque sabe que esse é o futuro de um clube que nasceu da vela e a história de um clube não pode ser jogada no limbo.

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Mais um ouro para a vela brasileira

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Quem quiser que feche os olhos e se apegue com sua cruz e sua crença, mas para mim, os resultados das Olimpíadas Rio 2016 foram mais do que satisfatórios para o Brasil, em todos os sentidos, e os atletas e organização estão de parabéns. Mas, antes que você se avexe em interrogações, essas duas sorridentes velejadoras não estavam lá, até porque, a modalidade que escolheram para enveredar no iatismo, Classe Snipe, não faz parte do quadro das modalidades olímpicas. Infelizmente, mas nem sempre tudo é como queremos. Voltemos ao tema motivo dessa postagem. Logo que saíram os resultados do iatismo nas Olimpíadas ouve uma gritaria quase generalizada no meio náutico porque nossos atletas ficaram aquém do esperado. Os gritos foram acalmados pelo ouro, mais do que merecido, das meninas da classe 49er FX. Mesmo assim ouvi ecos surdos que falavam não existir renovação no iatismo brasileiro e até quem dissesse que a equipe brasileira era composta de figuras marcadas ou com sobrenome famoso. Até o campeão Robert Scheidt foi taxado de velho, como se a idade tirasse o brilho de sua genialidade. Reconheço que existe sim uma falta de interesse coletivo no iatismo, mas não podemos generalizar, porque tem muita gente, e alguns clubes brasileiros, apostando em novos valores e incentivando o futuro do esporte a vela, e quem tem apostado, navega colhendo excelentes frutos. Dois desses frutos estão a bordo do Snipe que ilustra esse post, as velejadoras do Yatch Clube da Bahia, as baianinhas Juliana Duque e Amanda Sento Sé, que sagraram-se campeãs mundiais, no Lago di Bracciano, Itália. O campeonato mundial foi realizado entre os dias 26 e 29 de agosto. Mais uma vez a vela brasileira mostra o seu valor e eu fico aqui, a olhar o horizonte e sonhando com novos rumos e desejoso que os ventos alísios varram a poeira de egos que toma conta dos nossos clubes náuticos. Parabéns as velejadoras baianas e ao Yacht Clube da Bahia, clube que não larga a mão da escota e nem deixa a deriva suas escolinhas de vela.

 

Escolinha de vela. Um olhar no futuro

13880266_506773799530893_4548498709507417184_nTudo que exige muitos salamaleques não passam da intenção e quando os salamaleques servem para massagear egos envaidecidos, aí é que a coisa desanda. Resultados positivos são colhidos quando a ação vem precedida de um bom planejamento, focado no interesse comum e visam o desenvolvimento futuro. A Escolinha de Vela do Cabanga Iate Clube é uma história de sucesso que acompanho com alegria e brilho de emoção nos olhos. Em suas turmas surgiram grandes campeões e são formadas excelentes promessas do iatismo. Mas não é só o Cabanga que investe na continuação vitoriosa de sua história, outros clubes náuticos brasileiros – não muitos – sabem dar o valor que as escolinhas precisam e fazem pesados investimentos na manutenção desses berços que mantém viva suas pilastras. A Escolinha de Vela do Cabanga anuncia que abriu inscrições para novas turmas e delas sairão grandes campeões e cidadãos com uma visão mais humana do mundo, porque é assim que tem sido.     

O Cabanga é campeão!

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O Norte/Nordeste de Dingue que aconteceu em Salvador/BA, nesse final de semana, 04, 05 e 06 de março, elevou o Cabanga Iate Clube de Pernambuco ao alto do pódio. Faz tempo que  iatismo do Cabanga desponta com grande força no meio náutico brasileiro, colhendo frutos de uma sementinha lançada há muitos anos e aguada permanentemente pelos sócios e velejadores do clube ao longo dos anos. Essa é a prova maior de que o esporte a vela precisa sim de incentivo para que no futuro possamos olhar com alegria e festejar a continuação da vela como esporte e lazer, contribuindo para a formação de homens livres e com retidão de caráter. Assim como o Cabanga, outros clubes brasileiros mantêm vivas suas escolinhas de vela e merecem todo nosso aplauso, como o Iate Clube da Bahia, Veleiros do Sul e Iate Clube do Espírito Santo, só para lembrar alguns. Fico entristecido quando vejo clubes náuticos com escolinhas abandonadas e associados reclamando ao vento da falta de renovação e falta de interesse das flotilhas, como se a culpa não fosse de todos que fazem a agremiação. Só existe renovação com novos valores e sem escolinha não existe renovação. Parabéns ao Cabanga Iate Clube de Pernambuco e um parabéns especial a excepcional velejadora Marina Hutzler, que vi pequenininha, e a seus pais, o velejador Hans – que também sagrou-se campeão em Salvador, e Karina. Família que tem a alma no mar e água salgada escorrendo nas veias. Recentemente os Hutzler embarcaram no veleiro da família e navegaram de Pernambuco a Santa Catarina, somente para que a Marina participasse de Campeonato Brasileiro de Optimist 2016. Quando se quer fazer é assim!

Uma prosa e um dedinho de conversa

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Corriam os preparativos para uma regata nas águas do Rio Potengi quando, numa tarde de Sol de 2015, dois amigos bons de papo se programaram para participar da prova. A flotilha de Snipe voltou a se empolgar e cada treino é uma forma de conseguir mais adeptos. E assim o Snipe vai renascendo no Potengi.

No dia da regata, um dos participantes notou que um barco concorrente estava com as velas folgadas e por isso não conseguia avançar a contento. O observador fez o possível para chegar um pouco mais perto do veleiro quase parado no tempo e percebeu que a bordo estavam aqueles dois amigos, conhecidos proseadores, desses que falam mais do que o homem da cobra. Ele se aproximou, sem ser notado, colou o barco no outro, novamente sem ser notado, e esperou que algum dos tripulantes do outro barco desse uma pausa para respirar. Entre uma palavra e outra ele gritou: – As velas estão folgadas, por isso vocês não estão navegando bem.

Os tripulantes do barco abordado ouviram aquilo, olharam para as velas, se entreolharam e responderam: – Vixi, a gente nem tinha notado. Estávamos aqui numa prosa boa danada que esse detalhezinho passou despercebido. E a regata prosseguiu assim!

O Snipe é a base da fundação do Iate Clube do Natal, mas o tempo e algumas diretrizes alheias a razão fizeram com que a estrutura fosse se deteriorando, esquecida nas sombras empoeiradas de um galpão. Velhos snipistas recolheram as velas e em vez do grito forte de “áaagua” o que se ouve são lamentos e lampejos de saudosismo. De vez em quando, nos palanques festivos diante de autoridades, o Snipe é mencionado com ênfase de grandeza e voz impostada.

Infelizmente a vela não se renovou, mas isso não é culpa apenas dos que timoneiam o Iate Clube do Natal. Na grande maioria dos clubes náuticos brasileiros a vela passou a ser tratada como um esporte sem nenhum futuro pela frente. Os motores passaram a preencher os espaços nos pátios e a roubar a cena na água. Os adeptos dos motores assumiram o comando do timão dos clubes e levaram os velejadores a mendigarem por atenção.

Esporte a vela necessita de doutrina, trabalho, paciência, determinação e disciplina. Ele forma cidadãos com uma sólida base educacional e focados em bons valores comportamentais. Forma também jovens comprometidos com o meio ambiente e com ideais cooperativistas. Um barco a vela é um excelente laboratório para treinar equipes e desenvolver sistemas de liderança. Mas tudo isso está praticamente abandonado nas garagens náuticas ou se acabando ao relento.

Logo no nosso Brasil, onde tanto se reclama da falta de incentivos para a educação, do abandono das escolas, da falta de professores, da educação zero, das cadeiras quebradas, da falta de infraestrutura, do abandono da ética e etc… . Reclamamos, mas quando assumimos o comando de um clube náutico, que poderia contribuir com a educação e mudar o quadro social de gerações futuras, fazemos ouvidos de mercador e viramos as costas. E ainda abrimos a boca para dizer que não temos tradição náutica. Desse jeito não podemos ter nunca!

É preciso dizer que muitos barcos que pertenceram às escolinhas foram doados aos clubes por programas do Governo Federal. A grande maioria ainda está em poder dos clubes, que não sofrem nenhuma forma de fiscalização quanto ao uso e manutenção. Descaso, essa sim é a nossa tradição!

Não se faz educação da noite para o dia como bem quer um curso intensivo qualquer. Educação se faz com perseverança, boa vontade, insistência e determinação. Foi-se o tempo em que nosso país primava pela boa educação e ética nas escolas. Hoje, dizem os entendidos, o que importa é ensinar o aluno a ser competitivo na profissão e para isso qualquer malandragem é bem vinda.

A vela no Brasil teve seu auge de glória e excelentes velejadores. Os clubes brasileiros eram respeitados e equipados com os mais modernos barcos de competição. As escolinhas eram abarrotadas de alunos e os professores verdadeiros mestres. As regatas eram as festas mais importantes para os clubes e os campeões estaduais de cada classe gozavam de reconhecimento nacional.

Quem mudou esse quadro juro que não sei, mas sei que ele cometeu um atentado contra a educação brasileira e foi nacionalmente seguido por seus pares. Os clubes se transformaram em espaços voltados apenas para o interesse do sócio dito “social” e perderam o rumo. Hoje estamos diante de um incrível paradoxo: Em alguns clubes o proprietário de um barco não consegue ser admitido justamente por ser proprietário de um barco. A coisa está feia e vai piorar!

Torço para que os abnegados da flotilha de Snipe de Natal consiga ressurgir das cinzas e que nossos amigos, mesmo proseado, sigam navegando.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Venha velejar com o Iate Clube do Natal

Regata dia dos pais 002 O Iate Clube do Natal abre inscrições para reativar a sua Escolinha de Vela, dando seguimento ao projeto Venha Velejar Conosco.  A turma iniciará suas atividades dia 16 de julho 2011, às 9:00hs, no auditório do clube. A turma será formada por  alunos da rede pública de ensino municipal/estadual, filtrados pela ONG Casa do Bem e pelo grupo de Escoteiros do Mar. Alunos da rede privada de ensino e filhos de sócios do clube completarão o grupo. Essa primeira turma terá como instrutor o velejador Mundoca e contará com 16 vagas. Os interessados devem procurar a secretaria do clube,  (84) 3202-4402, a Casa do Bem ou grupo de Escoteiros do Mar para maiores informações. O curso será coordenado pelo Diretor de Vela do Iate Clube do Natal, Ricardo Barbosa e terá o patrocínio da Tettos Pré-moldados Ltda. .  

Apenas para lembrar

Imagens 358 Nenhuma ação no esporte a vela começa pelo fim. Quando se precisa justificar o fim é porque o começo não existiu. Belos discursos e boas intenções não abrem caminhos para a renovação do esporte a vela. No esporte a vela não é preciso arregaçar as mangas da camisa, é preciso vestir a camisa e ir para dentro de um barco com a alma e o coração enfunando todas as velas. Para se fazer ao mar, é preciso decisão firme e bravura para seguir uma rota programada. A renovação da vela começa pelo Optimist e nenhuma ação pode ser diferente. Barcos existem, crianças existem, sonhos existem. Se faltar alguma coisa, é apenas na cabeça dos homens e na falta de disposição de fazer acontecer.