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Ecoturismo na terra do capim dourado – 2018

Screenshot_2018-06-26-22-51-01_1Fazia tempo que o geólogo, velejador, prosador, professor, viageiro, tomador de whisky e mais uma ruma de bons adjetivos, Sergio Netto, Pinauna, não mandava notícias, mas eu tinha certeza que ele andava cascaviando por algum lugar desse planetinha azul, pois o homem é irrequieto que só vendo. Ele já passeou em várias páginas deste blog, contando aventuras na companhia de sua musa Mila. Dessa vez ele manda notícias de suas batidas de pernas pelas bandas do Jalapão e mais uma vez nós presenteia com uma aula.


As férias de inverno de Mila costumamos passar no verão do hemisfério norte, mas este ano resolvemos fazer um programa diferente: viajar de carro para o cerrado. Escolhemos uma área sem chuva e adequada para usarmos os SUV de tração nas 4 rodas. O Suzuki Jimny de Mila anda em qualquer terreno, mas é um cabrito brabo para uma viagem mais longa. E a minha TR4 ia fazer 10 anos, estava com 70 mil km, precisava trocar os pneus e era uma beberrona desta gasolina de R$5/l. Dai que, com saudades, troquei a Mitsubishi por um jeep Renegade com motor diesel, por influência de Kandum. Há 25 anos que eu só usava carro japonês, e relutei em passar para um projeto americano montado na plataforma de um Fiat italiano (FCA). Mas deu certo.  Baixamos os bancos traseiros (o porta malas é pequeno) e colocamos pá/enxada de cabo dobrável, cabo de reboque, compressor para reencher os pneus após passar nos areais, barraca de camping para a eventualidade de não acharmos acomodação, computador com o track que Kandum fez das estradas de fazenda cheias de bifurcações e tocamos para o Jalapão do Tocantins. Rodamos 3500 km em duas semanas e o carrinho se comportou bem, sem pedir uso dos equipamentos de emergência.

Screenshot_2018-06-26-22-51-01_2No primeiro dia saímos cedo (7:30h) e tocamos até Ibotirama (600km),pernoitando no hotel Velho Chico, de propriedade do Estado e arrendado a um gaúcho, bem na beira do rio São Francisco (R$28 cada dose de Old Parr!). Dia seguinte deixamos a BR-242 em Barreiras e tocamos para norte na direção do Piauí, virando para oeste em Formosa do Rio Preto, onde almoçamos. Dai seguimos pela BA-225 até o ultimo posto de combustível, o Posto Fumaça, em Coaceral. Ai começou a navegação de 200 km pelas trilhas até Mateiros, bem na entrada do parque estadual.

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