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O Sol voltou a brilhar para Antônio. Viva!!!

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“Oi amiga! Graças a Deus, falei com vice cônsul de Cabo Verde agora, ele disse q esta tudo resolvido, esta aguardando a policia local entregar os documentos do Amor, e ele decidir se vai aguardar o voo da próxima semana direto para Fortaleza ou se vem logo por Portugal…”

Pronto amigos, com essa mensagem enviada por Rosângela, esposa do Antônio, para Lucia, jogamos as nossas angustias para o lado. Tudo parece que ficou claro como um belo nascer do Sol em alto mar. Agora é esperar pela chegada do nosso amigo que deve estar cantando assim: …Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto eu tô voltando. Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama, eu tô voltando…”

Agradecemos a todos que viveram esses momentos de aflição sem perder as esperanças em que tudo não passava de um mal entendido. Agradecemos as mensagens de apoio, o carinho e atenção para com Antônio, um cara que é um grande amigo e dono de uma personalidade incrivelmente bela. 

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Notícia preocupante

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Quando será que teremos essa risada gostosa de volta ao nosso convívio. O nosso amigo Antônio Carpes que embarcou numa navegação complicada e demorada entre Natal/RN e o Arquipélago de Cabo Verde, como tripulante do veleiro português Oliver, está em dificuldades e sentindo na pele o que é o poder arbitrário das autoridades. Todos que acompanharam a velejada do Oliver pelo sinal do localizador SPOT, se angustiando com os avanços a passos de tartaruga devido aos ventos e correntes que marcam as águas do Atlântico, sabem que a viagem não foi fácil. Para marcar ainda mais essa viagem na cabeça do Antônio, ele ainda teve os dedos da mão quebrados por um aperto de uma adriça. Agora todo feliz em voltar para o Brasil, na hora do embarque no aeroporto as autoridades de Cabo Verde alegam que eles demoraram muito na viagem, que essa demora pode indicar algum tipo de contrabando e por isso prenderam o nosso amigo para averiguações. Até o momento, 22:35 horas de Quinta-Feira, essas são as informações que recebi da Rosangela, esposa do Antônio, que está super apreensiva e preocupada para não fazerem nada com o seu amor. Antônio é uma alma boa, amiga e uma pessoa que merece todo nosso apresso e atenção. Segundo Rosangela, o Itamarati já está sabendo do acontecido e esperamos que Antônio retorne o mais breve possível. Quem puder contribuir de alguma forma para resolver essa situação, a família e os amigos do Antônio agradecem. 

Dicas da Lucia

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Se você já estava cansado de minha conversa mole e achando que esse Diário do Avoante bem que poderia navegar em novas rotas, acho que seus problemas acabaram. Não é nenhuma organização Tabajara, mas é mais um blog para você acrescentar a sua listas de preferidos. Vou torcer para que isso aconteça. Dicas da Lucia, que como o nome sugere, vai ser editado por Lucia, será mais um espaço para se comunicar com você e abordar assuntos bem variados como: Gastronomia, artesanato, moda barco e mais um montão de coisas. Esperamos que goste e que interaja mandando receitas, ideias e também suas dicas. Será uma grande alegria encontrar você navegando no Dicas da Lucia.

Madeira que cupim não roi

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Uma das boas coisas dessa vida meio nômade a bordo de um veleiro, pulando de porto em porto, são os encontros com os amigos e as conversas que rolam soltas, ao redor de uma recheada churrasqueira, pois velejador adora churrasco, e lavadas com boas canecas de cervejas.

Quem achar que pescador e caçador são os maiores criadores de histórias do mundo é porque não viu um grupo de velejadores conversando. Velejador também tem algumas manias extravagantes. Raramente uma onda é uma onda e na grande maioria, os ventos sopram com muito mais força.

Tem histórias e causos para todo tipo de situação e todos com requintes hilários de deixar a turma dos programas humorísticos com a boca aberta. O caso que vou relatar e que relembrei com muitas risadas enquanto conversava, em Salvador/BA, com o amigo Erico Amorim, você pode acreditar que foi verdadeiro, apenas recebeu alguns toques da minha imaginação, já que quem conta um conto aumenta um ponto.

É o caso de um velejador potiguar que inventou de fazer uma boa reforma em seu trimarã. O barco tinha pedigree em velocidade, mas não dava conforto à tripulação. Tentando resolver a situação, o velejador resolveu, ele mesmo, fazer um projeto e dar andamento a reforma. Essas coisas nunca dão tão certo! Ainda mais quando não se tem muita afinidade com cálculos e ângulos. Continuar lendo

Mundo sem fronteiras

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. AMYR KLINK (livro Mar Sem Fim)

Oito anos de frente para o vento

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Em Janeiro de 2013 completamos oito anos morando a bordo do Avoante, daqui a pouco chegaremos à adolescência, e parece que foi ontem que jogamos tudo para o alto e seguimos a vida com o nariz aproado ao vento. Não foi uma decisão das mais fáceis, mas pode acreditar que foi a que nos tem dado mais prazer, liberdade e aprendizado. Com certeza, minha Mãe vai dizer assim: Mas já faz isso tudo?

Pois é! E se soubéssemos que era tão gostoso teríamos vindo há mais tempo. Mais uma vez ela vai dizer que endoidei de vez! Volto a dizer que não pretendo virar a cabeça sadia de ninguém, mas se todo mundo tivesse pelo menos um período da existência vivendo a bordo de um veleiro, teríamos pessoas mais humanas, mais sinceras, mais tranquilas, mais amigas e o melhor, teríamos um mundo com o mínimo de violência, ignorância, egoísmo, guerras, traumas e caos urbanos. Sem estresse? Nem sempre, pois às vezes ele dá as caras a bordo e se vai no minuto seguinte. Acho que enjoa!

Nesses oito anos podemos dizer que conhecemos muito pouco do que é o mar, o que é a mais pura verdade, já que não existe, nem nunca existiu, viva alma que possa dizer que conhece os segredos dos oceanos. Podemos dizer também que não cumprimos nem um décimo da nossa pretensão inicial, e que isso não nos aflige em nada. Nessa etapa de nossas vidas a bordo do Avoante, tudo mudou de sentido e é por esses sentidos desconexos que fazemos questão de seguir. Se for certo ou errado, isso não faz diferença, o que vale é saber que existe vida e outro mundo além dos horizontes. Continuar lendo

Onde fica?

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Essa é fácil, mas mesmo assim, vai ganhar uma dose da melhor cachaça da adega do Avoante o primeiro que adivinhar onde fica esse belo recanto de mar, em que descansam esses velozes Hobie Cats.