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A cruz do firmamento

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Em minhas navegadas noturnas sempre utilizei da constelação do Cruzeiro do Sul para orientação durante meus turnos de comando. A “cruz” posta no firmamento do Hemisfério Sul é um alento as minha divagações e testemunha dos longos papos cabeças que travo com minha alma. Coisa de maluco? Pode ser, mas é assim e o mar é sim um grande e fascinante divã! Nas paragens googleanas – googleanas? – e nos anais da navegação, podemos encontrar vários sites e blogs falando sobre o tema e até poderia discorrer mais sobre ele, mesmo conhecendo um tiquinho de nada, mas é um tiquinho que dá para o gasto e até para tirar onda diante dos amigos. Mas a verdade é que o Cruzeiro do Sul está lá, desde que o mundo é mundo, contado histórias e refletindo o sonho dos que vivem a mirar estrelas. Dos tantos sites que encontrei, fechei os olhos e foi aí que escolhi a Casa da Ciência para esmiuçar os segredos da “Cruz do Céu”, e tomara que vocês gostem.

Os Tupinambá conheciam também uma bela constelação de quatro estrelas muito brilhantes dispostas em cruz. Chamavam-na Curuçá que significa cruz. Os Guarani a chamam de Curuzu….. Sem dúvida, a Cruzeiro do Sul é a constelação mais conhecida dos habitantes do Hemisfério Sul, particularmente entre os brasileiros, apesar de ser a menor de todas. Estando quase sempre visível no céu é, ainda, muito utilizada para orientação na navegação de pequenas embarcações marítimas e aeronaves sem instrumentos sofisticados.Esta constelação é formada, em sua parte principal, por cinco estrelas, quatro delas representando uma cruz, e uma quinta fora do braço da cruz. Essas estrelas, pela ordem de brilho, com as respectivas magnitudes entre parênteses, são conhecidas popularmente como Magalhães (1,0), Mimosa (1,3), Rubídea (1,7), Pálida (2,9) e Intrometida (3,8). Cientificamente, elas são conhecidas como Alfa Crucis, Beta Crucis, Gama Crucis, Delta Crucis e Épsilon Crucis, respectivamente. Magalhães (a mais brilhante) e Rubídea (avermelhada) formam o braço maior da cruz; Mimosa e Pálida formam o braço menor. A Intrometida (a menos brilhante) não pertence aos braços da cruz …. CLICK e continue aprimorando seus conhecimentos

 

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Novamente o Cruzeiro do Sul

BANDEIRA DO BRASILCruzeiro do Sul

A postagem, O Cruzeiro do Sul – E Apois!, em que fala da impressão invertida da constelação do Cruzeiro do Sul na Bandeira do Brasil e consequentemente na capa novo passaporte brasileiro, rendeu alguns comentários a favor, contra e outros que referendam a genialidade dos idealizadores da nossa Bandeira. Porém, o assunto instigou alguns leitores a um melhor aprofundamento no tema e vez ou outra me vejo em meio a um gostoso bate papo estelar. O velejador e professor de navegação astronômica Elson Fernandes, que ensina os segredos dos astros nas águas candangas do Lago Paranoá, disse em seu comentário que foi uma sacada genial de quem idealizou a imagem. Mas o leitor Otavio Almeida enviou email indicando dois links da biblioteca livre Wikipédia que falam sobre o tema e diz acreditar que o Cruzeiro do Sul invertido foi um erro de impressão. No link Uranometria, em parte do texto, está escrito: For reasons unknown, many of the human constellations are engraved as figures seen from behind whereas they had traditionally been rendered as facing the Earth. This oddity led to some confusion… Traduzindo: ” Por motivo desconhecido, muitas das constelações foram gravadas como figuras vistas por trás enquanto que tradicionalmente eram retratadas encarando a Terra. Esta anomalia levou a alguma confusão. ..” . Já no link Bandeira do Brasil está assim escrito e foi assim que aprendemos nos bancos escolares: O círculo azul com 27 estrelas brancas de cinco pontas substituiu o brasão de armas do Império. As estrelas, cuja posição na bandeira refletem o céu visto no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889,… . Pois é, o Céu foi visto e não imaginado. Vem mais peleja por aí!

O Cruzeiro do Sul – E apois!

Cruzeiro do Sul .

Para nós pobres mortais, que avistamos da terra, do mar ou do ar, a constelação do Cruzeiro do Sul tem essa formação e assim será até os fins dos tempos, porque nunca que o Engenheiro idealizador do nosso mundinho mais ou menos moverá um dedo para mudar a ordem das coisas do universo. Para Ele já basta a trabalheira de tentar colocar juízo na cabecinha oca de nós humanos. Pense numas crias complicadas e cheias de gosto!

imagePorém, os criadores da Bandeira do Brasil inverteram a posição do Cruzeiro do Sul e – segundo constam nos registros históricos – justificaram como sendo a visão de algum terráqueo brasileiro que esteja se aventurando no espaço sideral. Quanto a isso, no oceano virtual da internet tem justificativas para todos os gostos, credos e ideologias, mas no frigir dos ovos todos acabam assinando embaixo dos registros oficiais que diz: É assim é ponto final! Por enquanto apenas o astronauta brasileiro Marcos Pontes teve a glória de ver Rubídea, Mimosa, Pálida, Estrela de Magalhães e a Intrometida como bem queriam os criadores da nossa Bandeira. Quem sabe um dia apareça um filho de Deus, acobertado por gordas verbas públicas, com um mirabolante projeto de criação de uma linha de ônibus, a preço populares, para o povo turistar pelo espaço e ver o Cruzeiro do Sul de outro ângulo.

20150831_164947Cheguei até esse assunto, que de tão sem graça passa despercebido até dos grupos do WhatsApp, depois que um amigo me mostrou a capa do seu novo passaporte e perguntou: – Nelson, o que está errado nessa imagem? Na hora fiquei com a aquela velha cara de espanto ao ver o Cruzeiro invertido, mas algum sussurro me dizia que o erro na verdade não era erro e sim uma forma de ver as coisas, pois assim algum dia aprendi. Então está ai uma pequena parte de um por que e quem quiser que conte outra.