Arquivo da tag: construção amadora

O artífice

8 Agosto (122)8 Agosto (123)

João Maria de Lima, o Joca, é um cara irrequieto, desses que quando pensamos que ele está indo, está indo mesmo, só que já voltou várias vezes e a gente nem viu. O conheci quando certa vez estava realizando uma obra no Avoante, no pátio do Iate Clube do Natal, e ao me ver enfrentando dificuldades para colocar o esticador de proa – que traciona o estai do mastro – sem pedir licença, subiu a bordo, tomou a peça de minha mão, fez o serviço e saiu rindo, como quem pergunta: – Aprendeu? Joca faz de tudo e mais um pouco, mas o que ele gosta mesmo é de marcenaria e navegação, duas áreas que domina como poucos. Nos últimos anos,  Joca tem se dividido entre Natal, Rio de Janeiro e Noruega. Natal, onde reside, Rio de Janeiro, onde cultiva amizades e faz trabalhos para grandes amigos, entre eles o medalhista olímpico, Kiko Pelicano, e a Noruega, como tripulante do lendário veleiro Saga. Coleciono boas histórias na companhia desse amigo e algumas estão registradas neste Diário, com os títulos, Receita de Peixe Ensopado e Peixe Ensopado – A Receita. Recentemente esteve em Enxu Queimado, nos fazendo uma visita para colocar o papo em dia e falar do veleiro que está construindo, em Natal, projeto e execução dele mesmo, batizado – por enquanto – de Nômade. No veleiro, que é um primor de construção e terá 26 pés de comprimento, ele pretende embarcar a família e dar um giro pelos mares do mundo. Para quem conhece Joca, essa é uma tarefa das mais fáceis. No primeiro retrato, ele posa ao lado do filho, não menos irrequieto, Erik, o “joquinha”.  

Anúncios

Construindo o sonho

image

Construir um veleiro não é tão simples assim e acho até que quando o amigo e velejador Jovito Melo estava a procura de um bom título para seu blog, ele sabia o que o esperava. Porém, esse é um assunto que rende muitas garrafas vazias de cerveja e longas horas de discursão em qualquer mesa onde estiver reunido menos de meia dúzia de velejadores. E olhe que é um bom assunto! Bem, Jovito que mora em Arapiraca, cidade alagoana conhecida como grande produtora de fumo e um pouquinho distante do mar, comprou um projeto do POP 25, do Roberto Barros (Cabinho), e no Blog Simples assim conta todos os percalços, acertos, traumas e experiências que vem adquirindo ao longo da jornada de construtor naval amador. Ele pede que as pessoas não se acanhem em dar um pitaco ou mesmo uma simples espiadela de quem não quer nada, mas querendo, pois o que ele quer mesmo é aprender, corrigir os desacertos e quando tudo acabar, levar seu veleiro para singrar os mares. Simples assim!     

Barcos Maravilhosos

3 Março (236)3 Março (241)

Quando criei a categoria de postagens Barcos Maravilhosos não foi pensando nas incríveis e modernas embarcações que reviram o sonho de muita gente. Foi apenas para provar que quando o homem tem o sonho de se fazer ao mar o que menos importa é o modelo do barco. Se puder ser um barco último tipo e equipado com o melhor que a eletrônica possa oferecer, tudo bem. Mas se  não isso puder ser alcançado e sonho, desejo, teimosia e principalmente a prioridade entrarem em sintonia, o barco é apenas um detalhe. Esse Barco Maravilhoso encontrei ancorado na Ilha de Itaparica e dizem ter sido construído por um francês que navega feliz e faceiro cruzando as águas abençoadas pelo Senhor do Bonfim. Viva o povo do mar!  

Esperança de bons ventos sobre a Ilha Maravilha

variação de maré (5)

Depois da denúncia do construtor naval Sérgio Marques, divulgada aqui no Blog, que a Prefeitura de São Luís do Maranhão havia mando fechar os estaleiro de construção amadora no munícipio, alegando falta das licenças ambientais, o que criou uma onda de solidariedade e perplexidade por todo o Brasil, parece que as coisas entraram no rumo na Ilha Maravilha.

Caro Nelson e todos que se solidarizaram com a causa,
Depois de intensa mobilização há uma luz de esperança e uma perspectiva de avanço. A prefeitura municipal de São Luís se comprometeu a apoiar a construção artesanal daqui. Reuniu-se com vários construtores e designou imediatamente um grupo de trabalho para elaborar o projeto para regularização legal e permanente da atividade, assim como promover e orientar os devidos ajustes que se fazem necessários aos construtores navais cumprirem no médio e longo prazo. Admitiu que os construtores não deveriam sofrer retaliações, sim incentivados e ser vistos como um motivo de orgulho para cidade.
Ficamos esperançosos não só por causa do tratamento pro ativo dado a causa, princialmente porque vislumbramos atitudes concretas e imediatas que começaram a ser tomadas pelo grupo de governo.As de caráter imediato e as necessários para o prolongamento da atividade. Uma atitude que apareceu atabalhoada pode se reverter a favor da construção e manutenção de barcos nas áreas tradicionais .Gostaria que passassem adiante este nosso otimismo! Vamos torcer para que essa brisa de bom tempo se transforme num vento favorável tranquilo duradouro.
Sérgio Marques _Estaleiro Bate Vento