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Risoto de Jerimum. Pense num prato danado de bom!

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Não quero que ninguém me leve a mal ou fique achando que estou querendo fazer inveja, mas essa desgraceira gastronômica que aparece nas imagens é nada mais, nada menos do que um prato misturando sabores da cozinha italiana e nordestina, que rendeu essa delícia que incrementou a mesa do almoço do Avoante, nesse 29 de Dezembro de 2014. Eita ano que passou depressa! Risoto de Jerimum, acompanhado com a sertaneja carne de sol e uma saladinha básica para acalmar a dor de consciência do povo da dieta. Rapaz, o bicho estava danado de bom e já vou dizendo que não sobrou nem um grãozinho de arroz e nem uma lasquinha de carne. Quanto a salada: também foi toda. Tudo isso foi degustado com alguns goles de cachaça Caribé, pois aqui ninguém é de ferro. Quer a receita? Então anote ai e depois me diga se aprovou:

Risoto de Jerimum

150 g de Arroz arbóreo

200 g de Jerimum (abóbora) de leite

1 cebola pequena ralada

2 dente de alho ralado

2 colheres de sopa de coentro picadinho

2 colheres de sopa de cebolinha verde picadinha

2 colheres de sopa de azeite de oliva

40 ml de cachaça

3 colheres de sopa de requeijão

1 cubo de caldo de legumes

1 litro de água

queijo parmesão a gosto

O sal, deixa para corrigir no final, pois o caldo de legumes contém sal.

Rende 4 porções

Modo de fazer:

Refogue a cebola e o alho no azeite, quando a cebola estiver dourada acrescente o arroz e continue refogando até o arroz começar a ficar branco. Acrescente a cachaça e mexa até a maldita evaporar. Misture o caldo de legume em água fervente e vá acrescentando aos poucos sobre o arroz. Quando a arroz estiver quase no ponto, acrescente o jerimum, a cebolinha, o coentro, o requeijão e continue mexendo até o jerimum cozinhar e o arroz ficar ao dente. Se for necessário acrescente mais um pouco de água. Tire do fogo, polvilhe com queijo parmesão e sirva.

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Nem só de mar vive um velejador

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Poderia muito bem enveredar pelas Arenas dessa Copa do Mundo tão cheia de surpresas preparadas pelas cartas bem embaralhadas dos deuses do futebol, mas prefiro me reservar o direito de não ser mais um comentarista sem futuro. Poderia também falar do dilúvio que amedrontou a cidade do Natal/RN e que até hoje causa destruição e medo a população do bairro de Mãe Luiza, onde está localizado o belo Farol de Natal. Poderia até explicar o porquê de ter deixado o Avoante atracado em Salvador/BA e ter vindo a Natal onde estou há 15 dias. Essa última explicação talvez eu conte em breve, mas hoje, depois de praticamente ter levantado das cinzas ao ser abatido por uma gripe de lascar o cano, vou preferir falar dessa gostosura que ilustra esse post.

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Pois bem, esse delicioso Chambaril, que o amigo Elder Monteiro apelidou de Osso de Dinossauro, é servido no Restaurante do Cobra Choca e que eu não canso de elogiar, pois já falei dele aqui não sei quantas vezes e sempre que aparece um amigo querendo almoçar coisa boa na capital potiguar, lá vai a gente para o Cobra Choca, já que o sucesso é garantido. Estivemos por lá no Sábado, 14/06, dia em que a cidade do Natal estava sendo inundada e Mãe Luiza corria para procurar ajuda para seus moradores aflitos. Fomos na companhia do amigo Daniel Cheloni, proprietário do não menos famoso e delicioso restaurante alagoano Del Popollo, que queria tirar a prova dos nove do Osso de Dinossauro do Cobra Choca. Daniel tanto aprovou que na mesma hora fez inveja para os amigos através de mensagens pelo celular e o resultado está na imagem abaixo.

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Pois é, só sobrou o osso! Porém, apesar da sustança proporcionada pela comida rica em tudo que é bom, a gripe me deu um cartão vermelho e me tirou de campo durante quatro longos dias. E a quase tragédia de Mãe Luiza? As coisas por lá ainda estão preocupante e novos deslizamentos aconteceram ao longo da semana, mas as autoridades já tomaram ciência e tentam se adiantar a natureza aliviando a dor da população. E a Copa? Para mim está tudo bem e até o empate do Brasil com o México foi legal. Mas se você quiser saber mesmo onde fica o Cobra Choca, lá vai o endereço: Rua Coronel Ajax de Ribamar Dantas, 26 – Bairro de Dix-Sept Rosado. Eu garanto!

O Picado de Carneiro

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Picado ou sarapatel é uma iguaria típica da cozinha nordestina, mas que tem sua origem mesmo, ora nas terras portuguesas de Alentejo, ora na Índia do Mahatma e deve ter atravessado o Atlântico incrementando o rancho das Naus e Caravelas. Eu vou chamar essa delícia de picado, pois foi assim que aprendi nas minhas andanças gastronômicas e na mesa da casa de meus pais. Porém, fique a vontade com o seu sarapatel. O prato é preparado com vísceras, tripas e sangue de porco, carneiro ou borrego. Tempera tudo com cebola, tomate, pimentão, pimenta do reino, sal e serve acompanhado com macaxeira, arroz e farinha de mandioca. Eu gosto mais do picado de carneiro, mas o de porco bem feito não deixa de ser campeão. Quando deixei o Avoante em Salvador, nos últimos dias de Março para vir a Natal passar uns dias de férias do mar, vi com um desejo danado de comer um bom picado. Pode fazer cara feia, mas eu não abro mão de me lambuzar nas comidas ditas fortes do nosso nordeste velho de guerras. A semana foi passando, Lucia foi incrementando outros pratos que incluiu até uma boa moqueca baiana de cioba, mas o gosto do picado não me saia da cabeça. Quando precisei sair para algumas compras no centro da cidade, escapuli na primeira esquina e comprei 1 quilo do danado. Chegando na casa de minha Mãe, Lucia temperou tudo de um dia para outro, pois assim é que o bicho pega gosto, e nesse Sábado, 05/04, passei o picado nos queixos. Eita que o bicho estava bom! Só cometi um pecado: Não tomei nem uma chamadinha de cachaça. Tem nada não, pois matei minha vontade!