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Poesia de uma paixão

 

5 Maio (24)

E por falar na coluna do Woden Madruga, deste domingo 24/06, lá tem a poesia de Zila Mamede, poetisa paraibana, que fincou raízes profundas no solo do Rio Grande do Norte. Zila, escritora indo e voltando, tinha verdadeira paixão pelo mar e no poema Partida, escrito em 1958 no livro Salinas, premonizou sua passagem para o andar dos encantados. A poetisa morreu afogada, em 1985, enquanto se banhava nas águas da Praia dos Artistas, em Natal/RN.

PARTIDA  

Quero abraçar, na fuga, o
pensamento

da brisa, das areias, dos
sargaços;

quero partir levando nos meus
braços

a paisagem que bebo no
momento.

 

 Quero que os céus me levem; meu
intento

é ganhar novas rotas; mas os
traços

do virgem mar molhando-me de
abraços

serão brancas tristezas, meu
tormento.

 

 

Legando-te meus mares e
rochedos,

serei tranquila. Rumarei sem
medos

de arrancar dessas praias meu
carinho.

 

 

Amando-as me verás nas puras
vagas.

Eu te verei nos ventos de outras
plagas:

juntos – o mar em nós será
caminho.

 

 

 

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Os círculos bizarros

buracos-no-artico

Desde que fomos formatados para que virássemos seres humanos, ou melhor, Homo sapiens, que viramos a cabeça para o mundo da lua a procura de algum mistério que vare os limites de nossa capacidade de imaginação. William Shakespeare dizia que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia. – E num é não? Já fomos encantados pelos deuses astronautas, pela maça do paraíso, pelos traços e retraços das antigas civilizações Maias, Incas e Astecas, pelas tumbas e catacumbas das pirâmides do Egito e por uma danação de “mistérios” que consomem nossos neurônios e litros e mais litros de cerveja gelada nas infinitas discursões em mesas de bar. A cada dia a ciência descobre mais enigmas para encher nossa cabeça aluada, o que nos faz ficar tirando conclusões a toa e elaborando teorias do absurdo. Nessa seara, quanto mais feio o quadro pintado, mas valioso fica. Pois bem, passando a vista nos buchichos da Revista Galileu, me deparei com a imagem de círculos fotografados por uma equipe de estudiosos da NASA, que escarafuncham o Ártico, há dez anos, na tentativa de entender como a banda toca por lá. Ao baixar a vista, para ler a matéria completa, vi que quase tudo o que os buracos representam estava lá bem explicadinho nas falas dos cientistas. As imagens dos círculos foram feitas próximo ao Mar de Beaufort, e apesar de todas as evidências e conclusões de que pode ser efeito de camadas de gelo ainda em formação, os estudiosos ainda apontam o dedão para a camada gelada onde se forma o inexplicável. Comentando o assunto com um pescador, enquanto aproveitava a sombra fria de um coqueiral a beira mar, ele sentenciou: – O homem da cidade gasta muito dinheiro a toa!         

Japão encontra mais um barco fantasma

xCORRECTION-JAPAN-NKOREA-TRANSPORT-ACCIDENT-FISHING.jpg.pagespeed.ic.1tn1CbwMFLNotícias sobre o aparecimento de barco fantasma é um prato cheio para roteiristas e escritores do gênero suspense ou terror, como também para pessoas que gostam de criar fantasias mirabolantes para seus pesadelos. Perdi as contas de quantas vezes me perguntaram se já tinha visto alguma assombração vagando pelos mares e em todas as vezes, preferi fazer ar de riso do que ter que tentar responder o que não tem resposta, pois se dissesse que sim, teria que criar uma fantasia e se dissesse que não, poderia ser que o interlocutor achasse que eu estaria desdenhando dos “fantasmas”. Porém, deve ser um deus nos acuda dar de cara com o espectro de um barco a deriva vagando pelos oceanos e no momento da aproximação, perceber que a bordo tem alguns corpos sem vida ou apenas ossadas. Já me basta a série de filmes, que adoro, Piratas do Caribe. Registros de embarcações a deriva com os tripulantes mortos é comum no noticiário mundo afora e as autoridades navais não cansam de alertar os navegantes sobre a ocorrência de embarcações perdidas e algumas jamais foram encontradas, apesar de alguns informações desencontradas de que foram avistadas, só não não se sabe onde e nem quando. O ditado diz que, o mar é um mundo e eu completo dizendo que, é um mundo estranho. Pois bem, o Japão anuncia que mais um “barco fantasma” foi dar em uma de suas praias e a bordo foram encontrados os esqueletos de 8 pessoas. As autoridades acreditam que são pescadores da Coreia do Norte, porque a praia onde se deu o achado macabro está virada para as terras do “reino” de Kim Jong-un. Somente em 2017 foram encontrados 43 barcos de madeira, mesmo modelo do encontrado está semana, e pelos pertences e inscrições nos costados, tudo leva a crer que sejam norte coreanos, mas como nas terras do “baixinho invocado” nem tudo é permitido comentar, fica o dito pelo não dito. No ano passado a conta chegou a 66. 

Coisas do mar

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Porém, o que mais se ouve é: “O que estou fazendo aqui”

É assim

03 - março (59)

“No mar, em um barco a vela, aprendemos que por mais que os ventos sejam contrários, sempre existe um modo para regular as velas e assim, o barco continua navegando. Basta sensibilidade para sentir o vento”

Nelson Mattos Filho

Tradições Navais

Flâmula de Comando

A Flâmula de Comando

“No topo do mastro dos navios da Marinha do Brasil existe uma flâmula com 21 estrelas. Ela indica que o navio é comandado por um oficial de Marinha. Se alguma autoridade a quem o Comandante esteja subordinado, organicamente (dentro de sua cadeia de comando) estiver a bordo, a flâmula é arriada e substituída pelo pavilhão-símbolo daquela autoridade. A flâmula é trocada nas passagens de comando e em nenhum outro caso é arriada.” fonte: marinha.mil.br

E aí?

Outubro (182)

Corda ou cabo? Eis a questão.