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Vivas ao esporte de ouro do Brasil

Edu Penido e Renato Araújo

O Brasil que dá certo é cheio de boas causas, mas dificilmente elas são festejadas. No esporte costumamos festejar com louvores o nosso futebol, mesmo que ele não seja parâmetro e nem meta medo em mais ninguém. Somos bons em vôlei, capengamos no basquete e nos demais, com patrocínios exclusivos do Governo Federal, somos apenas alegres participantes, mesmo assim costumamos colocar os atletas sobre um carro de bombeiros para uma voltinha pelas grandes cidades. O menos festejado, aplaudido, parabenizado, reconhecido, patrocinado e incrivelmente abandonado ao largo é a vela. Nenhum esporte trouxe tantas medalhas de ouro, prata e bronze para o Brasil do que a vela. Nossos atletas do iatismo são reconhecidos mundialmente e esbanjam capacidade técnica que encantam oceanos, baías, enseadas, rios e lagos. Hoje estou aqui para festejar, homenagear e gritar vivas para dupla de velejadores brasileiros Eduardo Penido e Renato Araújo, que, no comando do veleiro Zetra, conseguiram a 6ª colocação na Classe 40 da regata internacional Transat Jacques Vabre, que largou da França e aportou na cidade catarinense de Itajaí, hoje considerada a meca da náutica no Brasil.     

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Uma notícia triste

velejar e meio ambiente Nos dias que antecederam o Natal faleceu no Rio de Janeiro o autor do livro, Clássicos do Iatismo e editor da revista Velejar e Meio Ambiente, Antônio Luiz de Souza Mello, mais conhecido no mundo náutico como Tonico. Não cheguei a conhecer o Tonico, mas desde que entrei no mundo da vela tive a revista Velejar como referência, pois era em suas páginas que a vela brasileira navegava com muito mais prazer. A notícia não foi uma surpresa, pois sabia da luta que Tonico vinha enfrentando há vários anos para restabelecer a sua saúde, o que me chamou atenção foi que depois que soube do ocorrido, através do grupo Flotilha Guanabara de Oceano, do qual faço parte, dei vários bordo nos mares da internet e não vi nenhum outro registro. Matheus Eichler, comodoro da Flotilha Guanabara, escreveu assim:  “…Tonico é um nome que precisamos guardar e reverenciar, foi alguém que fez muito por nossa tão vasta e ao mesmo tempo tão negligenciada cultura náutica de recreação e desporto…”. Descanse em paz Tonico!