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Hoje tem novidade no céu

eei_curitibaPara quem está pelas bandas de Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte, a procura de uma novidade, ou curiosidade, para a noite desta terça-feira, véspera de feriado, basta sentar em um banco de praça para observar o céu, isso se as nuvens deixarem e São Pedro colaborar, para apreciar a passagem da Estação Espacial Internacional (EEI), que estará visível exatamente às 20 horas 37 minutos e 34 segundos –  pense numa precisão! A EEI passeia pelo espaço a 408 quilômetros de distância do nosso planetinha azul, bisbilhotando as coisas das ciências. Fonte: Revista Galileu

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Ouro nas estrelas

Neutron_star_illustratedOs dicionários ensinam que ciência é o conhecimento atento e aprofundado de algo, através de observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos… É assim que se faz ciência, mas antes de tudo tem que existir os investimentos estruturais, educacionais, financeiros e isso são coisas que não podem parar, porque se não for assim, a ciência se torna apenas uma cópia mal feita e atrasada. O Brasil recentemente avançou anos luz em direção a boa ciência e nossos cientistas alcançaram patamares que existiam apenas em sonhos, porém, a sofreguidão de políticas acomunadas com os crimes de corrupção, ativa, passiva e terrivelmente toleradas, estão fazendo o avanço se transformar em um vácuo sem inércia.  – Culpar a quem? – A nós mesmos, os tolerantes! Dia, 16/10, o mundo dos estudos foi sacudido pela colisão de duas estrelas de nêutrons, segundo os estudiosos, inclusive brasileiros que participam das pesquisas, foi uma das mais espetaculares e violentas ações do universo. A peleja se deu a uma distância que nem de longe me abestalho a calcular, e começou há mais  de 10 bilhões de anos, na galáxia NGC 4993, quando duas estrelas com 10 vezes o volume do Sol, deram uma barruada e como consequência sobraram para a posteridade duas estrelas de nêutrons, que agora também se choraram e criaram, entre outras transformações galácticas, uma mina estelar de ouro e platina, consequência da formação de elementos químicos liberados na explosão. Daqui a alguns milhões de anos luz, quem sabe, choverá ouro sobre a cabeça dos personagens do futuro. De uma coisa eu sei, é bem melhor do que o banho de lama fedida que estamos tomando diariamente. Fontes: UOL, G1, Jovem Nerd

Notícias do fim do mundo

Novembro (269)

Um grupo de tenebrosos cientistas, travestidos de cavaleiros das trevas, se reuniram para anunciar que estavam antecipando em alguns minutos um tal Relógio do Juízo Final, por causa de algumas desgraças ambientais e principalmente pela eleição e posse do novo presidente das terras do Tio Sam, o galego mal falado Donald Trump. Aliás, o galego e o mais novo arquiteto de muros, que só perde em criatividade para uns arteiros que se arvoraram em construir um exemplar numa prisão potiguar. – Será que esse povo nunca leu livros de história? – Estou achando que não e se leu, não aprendeu nadica de nada. Pois bem, os homens do tal Relógio afirmam que agora o planetinha azul vai para o espaço de uma vez por todas, como se a palavra deles fosse palavra de rei. Ainda bem que o Relógio não tem mecanismo algum e é adiantado e atrasado pelas mãos trêmulas dos homens das ciências e duvido que eles acertem os ponteiros na justa hora da cinderela, pois se assim fizerem, terão que dar um ops e retroceder o tempo. – Fico imaginado o lugar que meu amigo Pedrinho me mandaria ir se fosse dar essa notícia a ele. Sim, já ia esquecendo: A imagem acima não tem nada de apocalíptica, é apenas um pôr do sol registrado nas estradas do Mato Grande, região norte-riograndense localizada entre o mar e o sertão.       

A Lua e seus mistérios

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Pois bem, ontem, 14/11, mais uma vez ela fez bonito e foi a rainha da noite para zilhões de cliques ao redor do mundo. Duvido que tenha existido algo ou fato mais retratado nos últimos séculos do que essa espetaculosa super Lua. Onde existiu céu de brigadeiro ela estava lá, posando toda faceira para fotógrafos ávidos em buscar o melhor ângulo e provar suas criatividades. Eu mesmo coloquei minha máquina no bisaco e saí de casa assim que o Sol esfriou e me posicionei sobre uma duna, na praia de Enxu Queimado/RN, para esperar o grande espetáculo no firmamento. Eu é que não ia esperar para 2035, que dizem o fenômeno acontecerá novamente, pois sei lá, esse mundo está tão estranho! Quer saber? – Do meu ponto de observação a super Lua septuagenária não me pareceu maior do que suas irmãs menos famosas, mas no quesito brilho ela foi imbatível, me encantou e não teve como não lembrar de Celly Campello: “Tomo um banho de lua, fico branco como a neve/Se o luar é meu amigo, censurar ninguém se atreve/É tão bom sonhar contigo, oh! Luar tão cândido….”. Hoje saí cortando caminho pelas veredas da grande rede universal para ver os comentários sobre a lua gigante, e o que mais me chamou atenção foi uma matéria no jornal potiguar Tribuna do Norte, com o cientista, professor e velejador José Dias do Nascimento Júnior, em que ele detalha o fenômeno em uma linguagem simples, objetiva e para todo entendedor, e afirma que o homem foi a Lua sim – pois tem gente que não acredita nem recebendo dinheiro. Mas o que me deixou intrigado foi Zé Dias dizer que em algum século do futuro a Lua vai perder força e se espatifará sobre a Terra. Será o fim das paixões? O que será feito dos poetas, seresteiros, das bruxas, dos lobisomens e dos amantes? E as marés? Eeeeeh!!!   

A catástrofe

12 Dezembro (468)

Não acho que o mundo esteja perto de se acabar como querem crer os que têm fé nas profecias, pois se assim fosse, ele já teria se ido há muitos séculos, porém, que estamos vivenciando um mundo que está virando de ponta cabeça, isso estamos. Mas num é assim dês dos tempos de Adão e Eva?

Em uma das nossas velejadas um amigo disse assim: “– Até um dia desses as navegadas noturnas deixavam um rastro de fosforescência na popa do barco e hoje somente a muito custo podemos enxergá-la”. Naquele dia, passei longo tempo de meu turno de comando matutando naquela frase e me dando conta que existia muita verdade na observação.

Os plânctons, fitoplânctons e zooplânctons, micros seres e algas que causam o efeito fosforescente durante o atrito do casco da embarcação com a água, e que deixam maravilhados os navegantes, ao que parece estão em fase de acelerada extinção e as observações do nosso amigo não foram levianas. Aliás, tem muita coisa em extinção nos oceanos e a ciência nem de longe tem noção, porque os segredos das profundezas abissais ainda estão reservados para as gerações futuras, mesmo que elas passem a conhecer apenas os vestígios. O ditado diz assim: “Aquilo que os olhos não vêem o coração não sente”.

Recentemente me deparei com uma matéria em uma revista semanal onde cientistas britânicos, antes do Brexit, afirmavam que a maresia pode desaparecer num futuro nem próximo, nem longo, mas que um dia o cheirinho de mar será apenas uma feliz lembrança nas palavras mansas de um ancião. A pesquisa publicada no periódico científico Global Change Biology, diz que o aroma do mar é uma das consequências menos conhecidas da acidificação dos oceanos, causada pelo acumulo de dióxido de carbono.

Os cientistas afirmam que desde a Revolução Industrial o pH dos oceanos caiu de 8,2 para 8,1. Na minha santa ignorância não vi nada nesse número para meter medo em um ser humano moderno, e não mete mesmo, pois daqui uns dias apareceram outros cientistas para rebater os alarmistas. – Num é sempre assim? Porém, a ínfima diferença, segundo os estudiosos, é muito sim senhor, porque o pH é calculado em uma intricada equação logarítmica e a queda indica que o os oceanos estão 30% mais ácidos do que há 200 anos e que até o final desse século o resultado chegará a 150%, ou seja, 7,7. A elevação da acidez altera as moléculas marinhas, modifica o cheiro da maresia, fazendo com que peixes, conchas e crustáceos percam o rumo de seus locais habituais e adentrem o mar aberto.

E os plânctons? Sobre eles falou o jornal Science Advances, que no frigir dos ovos, afirma sofrerem dos mesmos efeitos causados pelo aumento da acidez e por isso a observação do nosso tripulante ser tão verdadeira.

“Os oceanos do futuro próximo poderão ter um cheiro muito diferente do atual e os ecossistemas marinhos talvez não tenham tempo para se adaptar a ele”, afirmou Mark Lorch, líder da pesquisa, no The Guardian. Pode até ser alarmismos desvairado de um cientista, mas o que tenho observado nos mares por onde naveguei é que a vida marinha está mudando as feições com uma rapidez espantosa e é através do brilho esmaecido das fosforescências que o novo rosto em agonia tem se apresentado.

Os homens da ciência falam em catástrofe marinha e não é para menos, pois está em jogo a vida de toda a fauna dos oceanos. Pode ser que estejamos presenciando a comprovação de mais uma teoria de Darwin, ou pode não ser nada além de nada, ou seja: Teorias sem sentido, de um mundo sem direção, comandado por humanos sem rumo.

Em minha veia saudosista fico imaginando o que será desse mundo sem o cheiro de mar, sem o frescor da maresia. Como saberemos que estaremos no rumo do mar? Como reconhecer pelo cheiro a praia que por várias vezes estivemos a caminhar em suas areias? Que lembrança levaremos grudada na pele? Como mergulharemos em ondas sem cheiros? Qual odor terá o perfume dos peixes? Eita mundo velho sem eira nem beira. Sem beira de mar. Sem cheiro de mar. Sem sentido. Isso mesmo, caminharemos como os futuros seres do mar: Sem sentido, sem razão e sem a causa.

Caminharemos errantes em um mundo estranho, comandando por governantes que nunca sentiram o cheiro do mar. O que diremos aos mais jovens? Que o mar tinha cheiro? Que no mar existia uma luz fantasmagórica e fascinante? Que o cheiro que vinha do mar trazia poesia e enfeitiçava os amantes? O que diremos?

Não, o mundo não vai se acabar. Nós é que passaremos por ele e deixaremos de legado o terror dos nossos atos e costumes em formato de outro mundo. Foi assim com os nossos ancestrais.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Dona Ideonella, a bactéria do bagaço

garrafas pet

A notícia que cientistas japoneses criaram uma bactéria para destruir as, até então indestrutíveis, garrafas PET é um alento para a saúde dos oceanos, rios e ao meio ambiente como um todo, hoje tão maltratados e descaradamente violentados por todos nós. Até hoje a ciência não chegou a real certeza de quanto dura uma garrafinha PET jogada ao relento. Alguns estudos falam em 800 anos ou mais, porém, são afirmações tão sem noção que entram em um ouvido e sai pelo outro. O cientista japonês que lidera a pesquisa garante que a bactéria criada por eles consegue destruir uma fina camada de Polietileno Tereftalato, nome de batismo do PET, em pouco mais de 6 semanas. Se assim for é uma ligeireza que só vendo para um produto que duraria quase um milênio denunciando a nossa falta de educação ambiental. Os homens das pesquisas dizem que somente em 2013 foram produzidos 56 milhões de toneladas de PET no mundo e menos de 15% foram reciclados. Os estudos e os satélites cansam de nos alertar para o oceano de plástico que navega serelepe pelos recantos raramente navegados e visitados do oceano Pacífico. É uma ilha de lixo de meter medo até em urubu rei, mas que é um prato cheio para a Ideonella sakaiensis, nome de batismo da bactéria come PET. Tomará que Dona Ideonella venha colocar ordem na sujeira e que ela se contente apenas com o sabor das garrafinhas, pois se ela resolver provar outro prato, barco de plástico vai virar tira gosto. 

Rabos de galo

3 Março (69)

Cirrus em latim significa cachos de cabelo e na meteorologia são nuvens que se formam na troposfera, a 10 mil metros de altura, em temperaturas inferior a zero graus centígrados e são fibrosas, altas, brancas, finas, aparentando finos cabelos brancos. O aparecimento das nuvens cirrus no céu está associado a tempo bom, porém, um estudo publicado no periódico Nature Geoscience no dia 04/01, afirma que as cirrus podem multiplicar os efeitos do El Niño, porque elas são responsáveis pela metade da força do fenômeno climático. Os cientistas dizem que o El Niño do período 2015/2016 será mais poderoso do que o ocorrido entre 1997 e 1998, que, segundo estimativas, causou à morte de mais de 23 mil pessoas no mundo. Vivendo e aprendendo! Fonte: Veja.Abril/Ciência e Wikipédia.