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Adote uma árvore

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Em junho de 2013, numa de nossas andanças rodoviárias pelas cidades do Recôncavos Baiano, visitamos a fábrica de charutos Dannemann, no município de São Felix/BA, visita relatada aqui na postagem, São Feliz, a ponte e o charuto. Na ocasião da visitação as instalações da  Dannemann, e depois de conhecer vários tipos de folhas de tabaco e ter dado umas baforadas num Panatela, fomos convidados a preencher um cupom, com nossos dados, para participar da campanha de reflorestamento da região da Mata Fina. Dias depois, recebemos um certificado do plantio das nossas árvores, com o nome da fazenda, o tipo da árvore, o nome da muda e número do lote. Ficamos surpresos com a organização e a seriedade com que o projeto estava sendo levando em frente. Em junho desse 2016, três anos após nossa visita e adesão ao projeto de reflorestamento, recebemos email do Sr. Geraldo de Menezes, diretor da empresa, dando conta da fase de crescimento das árvores plantadas na fazenda Santo Antônio, na Bahia, o que nos deixou felizes. A árvore plantada em nome de Lucia é o Pau PomboTapirira guianensis, – a primeira imagem. Em meu nome foi plantado um pé de Jenipapo – a segunda imagem –, Genipa americana. O projeto já plantou mais de 74 mil árvores. “É fácil cortar uma árvore, o difícil é mantê-la viva”.    

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São Felix, a Ponte e o charuto

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Em nossa excursão rodoviária pelas cidades do Recôncavo Baiano, assim como aconteceu com Cachoeira, passamos na maior pressa do mundo também por São Felix, que dividem meio a meio um pedacinho do Rio Paraguaçu. Alias, um belo pedaço. Mas não tínhamos como deixar de ir até São Felix, pois atravessar a ponte que liga as duas cidades é a tentação de qualquer turista.

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Batizada de Ponte Imperial Dom Pedro II, ela e de uma beleza e conservação ímpar, nesse nosso Brasil tão escandalosamente propenso ao abandono das coisas públicas. Atravessar seus 365 metros de extensão e escutar o barulho do piso metálico é uma emoção, ainda mais sabendo que aquele amontoado de ferro inglês resiste ao tempo desde 1885.

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Sobre a sua história existem várias versões e acho que acredito em todas. Porém, uma que me chegou aos ouvidos dias depois de ter ido até lá e ter cruzado a ponte nos dois sentidos, já que tinha mesmo que voltar, me intrigou e fiquei simpático a ela. Se é verdade eu não sei, mas se for boato eu também vou colaborar dando andamento a ele. Dizem que a Ponte foi um presente de Dom Pedro II ao povo de Cachoeira e São Felix, por essas duas cidades terem enviado o maior número de combatentes a Guerra do Paraguai, o maior conflito armado internacional da América do Sul. O Rei para agradecer a bravura dos valentes baianos não mediu esforços em ligar as duas cidades definitivamente.

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Mas São Felix é linda que só vendo e nós passamos batido nessa primeira visita. Não conhecemos quase nadica de nada, mas saímos de lá super satisfeitos e pronto para discutir quase tudo sobre charutos. Quase tudo!

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Charutos? Pois é, botamos o olho em cima dessa fachada belíssima, vimos que estava aberta e fomos entrando como quem não quer nada, pensando que lá dentro funcionasse apenas um museu.

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Logo na entrada deparamos com essa cena, que tomamos até um susto, porém, numa segunda olhada vimos que se tratava de uma obra de arte premiada. Passa cada coisa na cabeça de um artista que nem Deus dúvida! Uns passos mais adiante, ainda abestalhados com a grandeza do espaço, vimos uma escada e subimos. Pronto, lá estava o coração daquele belo prédio.

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Estávamos caminhando entre baianas e mesas de produção da fabrica de charutos Dannemann, uma das melhores do mundo, conhecendo seus segredos, curiosidades, números e apreciando seus aromas. “Fumar charuto é para quem tem tempo”. O nosso tempo já estava esgotado, pois pretendíamos pegar a estrada de volta ainda com o Sol iluminando o mundo. Mas curiosidade é um bichinho danado de bom, e quando Fabiola, nossa cicerone por naquele mundinho de folhas de tabaco, disse que podíamos experimentar os charutos e até fazer uso dos conhecimentos de um sommelier para tal, os olhos de Lucia brilharam de alegria e ela nem pestanejou para exclamar: Eu quero!

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A partir daí esquecemos a promessa de voltar ainda com o Sol caminhando no Céu e fomos escutar e seguir os excelentes ensinamentos de Luiz Cezar Araújo, sommelier de charutos da Dannemann, degustando um delicioso Panatela, charuto leve, que se fuma rápido e que cai muito bem para dois pretensos iniciantes na arte. “Charuto não se fuma, se degusta”. Aprendemos como acender, a não tragar, a distinguir as várias fases do charuto, o  porque de se manter a cinza longa, porque ele apaga insistentemente e até a não levantar e sair rápido. Aprendemos também que charuto não combina com toda bebida. Com vinho nem pensar! Passamos quase duas horas nesse aprendizado gostoso, aromático e muito interessante.

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Mas antes de ir embora, ainda participamos do projeto Adote uma Árvore, uma iniciativa para reflorestar a região da Mata Fina, uma das áreas mais ameaçadas de extinção em todo Brasil. Para participar do projeto, apresentado por Daiane e Fabiola, bastou apenas preenchermos um cupom com nossos dados e depositar em uma urna. A Dannemann se compromete a plantar uma arvore e enviar ao nosso endereço um certificado informando a espécie plantada, em nosso nome, e informações do desenvolvimento da mesma.

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Como vocês viram, de São Felix não conhecemos nada, mas em compensação saímos quase mestres no produto final da folha do tabaco. E sabe de uma coisa: Estou quase achando que charuto cubano só tem fama.