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Nem só de mar vive um velejador

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Poderia muito bem enveredar pelas Arenas dessa Copa do Mundo tão cheia de surpresas preparadas pelas cartas bem embaralhadas dos deuses do futebol, mas prefiro me reservar o direito de não ser mais um comentarista sem futuro. Poderia também falar do dilúvio que amedrontou a cidade do Natal/RN e que até hoje causa destruição e medo a população do bairro de Mãe Luiza, onde está localizado o belo Farol de Natal. Poderia até explicar o porquê de ter deixado o Avoante atracado em Salvador/BA e ter vindo a Natal onde estou há 15 dias. Essa última explicação talvez eu conte em breve, mas hoje, depois de praticamente ter levantado das cinzas ao ser abatido por uma gripe de lascar o cano, vou preferir falar dessa gostosura que ilustra esse post.

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Pois bem, esse delicioso Chambaril, que o amigo Elder Monteiro apelidou de Osso de Dinossauro, é servido no Restaurante do Cobra Choca e que eu não canso de elogiar, pois já falei dele aqui não sei quantas vezes e sempre que aparece um amigo querendo almoçar coisa boa na capital potiguar, lá vai a gente para o Cobra Choca, já que o sucesso é garantido. Estivemos por lá no Sábado, 14/06, dia em que a cidade do Natal estava sendo inundada e Mãe Luiza corria para procurar ajuda para seus moradores aflitos. Fomos na companhia do amigo Daniel Cheloni, proprietário do não menos famoso e delicioso restaurante alagoano Del Popollo, que queria tirar a prova dos nove do Osso de Dinossauro do Cobra Choca. Daniel tanto aprovou que na mesma hora fez inveja para os amigos através de mensagens pelo celular e o resultado está na imagem abaixo.

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Pois é, só sobrou o osso! Porém, apesar da sustança proporcionada pela comida rica em tudo que é bom, a gripe me deu um cartão vermelho e me tirou de campo durante quatro longos dias. E a quase tragédia de Mãe Luiza? As coisas por lá ainda estão preocupante e novos deslizamentos aconteceram ao longo da semana, mas as autoridades já tomaram ciência e tentam se adiantar a natureza aliviando a dor da população. E a Copa? Para mim está tudo bem e até o empate do Brasil com o México foi legal. Mas se você quiser saber mesmo onde fica o Cobra Choca, lá vai o endereço: Rua Coronel Ajax de Ribamar Dantas, 26 – Bairro de Dix-Sept Rosado. Eu garanto!

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Bar do Cobra Choca e os glutões do mar

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Bem, vou tentar explicar essa farra gastronômica para vocês e até já falei em outro post com o título Um maracatu em Natal. Nosso amigo Elder Monteiro, esse que aparecesse na quinta foto suando mais do que um cuscuz, chama esse prato de Osso de Dinossauro, mas o nome “cientifico” é Chambaril e ele é servido no Bar do Cobra Choca, um pequeno e famoso restaurante localizado no bairro do Bom Pastor, em Natal. Faz anos que eu e Lucia conhecemos o Cobra Choca, mas os jaibes que a vida obriga a gente a dar fez com que andassemos afastados de suas mesas simples e daquele ambiente despojado de salamaleques. Mas nunca esquecemos dos sabores deliciosos e carregados que saem dos fogões daquela casa. No ano passado Elder convidou o casal Helio e Mara, veleiro Maracatu, e o comandante Jordi, barco Ferrara, para comer um Osso de Dinossauro e quando ele falou onde era, nos embarcamos mais do que depressa na ideia e juntamos mais uma turma de velejadores para encarar o prato. A farra gastronômica foi de lascar o cano e saímos de lá mais empanzinados do que um padre depois de um bom almoço. O comandante Jordi gostou tanto do prato que na semana seguinte convidou todo mundo para encarrar novamente o bicho e assim fomos mais umas duas vezes e  a cada ida, o bucho ficava mais dilatado. Nesse ano de 2011, com a chegada dos velejadores visitantes da Regata Fernando de Noronha/Natal, Elder voltou a carga e reiniciamos a romaria ao Cobra Choca para alegria do Fernando, veleiro Andante, que se agarrou com o osso e quase que esquece a esposa Paula. Hugo e Catarina, veleiro Maruja e Rubens, veleiro Dóris, ficaram tão impressionados com a comilança que quase não falavam. O pirão do Chambaril, que aparece na terceira foto, é um caso a parte de tão bom e para completar o pecado da gula, a turma ainda enfrentou um prato de galinha caipira enfeitado com os ovinhos amarelos. Do Chambaril  não sobrou nada e até tutano foi devorado, mas o osso ninguém roeu.