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Uma viagem para poucos – V

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O mar não forma e nem transforma simples mortais em heróis, por isso é que os grandes marinheiros sabem respeitá-lo. Muitas vezes escutamos vozes entoando discursos de coragem e bravura diante do mar, mas no fundo elas não passam de palavras soltas ao vento.

Com o Argos III acuado por ondas desencontradas e ventos fortes mudamos o rumo para adentrar a Barra do Rio Potengi, em Natal. Naquele oceano de mar e guerra estávamos sozinhos para contar o que víamos sem precisar enveredar por fantasiosas meias verdades.

A bordo as coisas funcionavam normalmente e na mesma tranquilidade que existia desde o começo de nossa peleja. Uma brincadeira, uma piada, um causo, um lanchinho e a lembrança que na geladeira algumas cervejas esperavam ânimo para serem digeridas. Passava pouco mais das 13 horas de uma Sexta-Feira quando enfim cruzamos a Barra de Natal deixando para trás a força dos elementos. Continuar lendo

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Uma viagem para poucos – I

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No mundo da navegação algumas rotas são cercadas de mitos, lendas, histórias, mistérios e algumas pitadas de criativas narrativas. O mar, por si só, sempre foi uma grande fonte de interrogação para o homem e por mais que a ciência tente desvendar os segredos submersos e invada os oceanos com novas tecnologias, os deuses marinhos sempre se mostram soberanos e imunes às novidades dos humanos. A natureza é dotada de infinita grandeza.

Na semana de 11 a 18 de Agosto de 2014 fomos convidados a fazer parte da tripulação do veleiro Argos III na travessia entre Fortaleza/CE e Cabedelo/PB, um trecho de pouco mais de 340 milhas náuticas, mas dependendo de alguns meses do ano, como Julho, Agosto e Setembro, a medida do percurso pode se transformar em uma incógnita de tamanho e alguns respingos salgados de sofrimento. No nosso caso, mês de Agosto, o pior deles. Convite aceito de pronto!

O Argos III é um catamarã de 30 pés, pouco mais de 9 metros, novinho em folha e construído em São Luiz do Maranhão. A travessia de Fortaleza a Cabedelo seria a segunda perna de sua viagem inaugural e participar do começo da história de um barco deixa a gente cheio de vontade. Continuar lendo