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Olha o eclipse aí, gente!

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Na animação produzida pela Nasa, agência espacial dos EUA, indica as regiões que será possível observar o eclipse do Sol que acontecerá dia 26/02. Segundo a Agência, quando a Lua encobrir o Sol, poderemos ver um anel de fogo em volta do astro rei  e sentir quedas significativas na temperatura e na luminosidade. Bem, como será domingo de Carnaval, já tem gente por aí fazendo piada com a história do anel de fogo. Eita povo criativo!

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Previsões, apenas previsões

mapservNesses tempos de estranhezas mundo afora está difícil arriscar um palpite seguro sobre o que a natureza vai aprontar para os próximos dias ou mesmo algumas horas mais a frente, e até os mais modernosos equipamentos meteorológicos estão vendo tocha para decifrar os segredos do tempo. Sem saber o que dizer, nem o que responder, os estudiosos contam um conto aqui e se arvoram em contar outro acolá, mesmo sabendo que não será nem isso e nem aquilo, mas é preciso satisfazer a todo custo o interesse da plateia e o que vemos é um festival de besteirol nas manchetes dos jornais. Na manhã desta segunda-feira, 20/02, ao fazer minha caminhada matinal pelos sites dos principais jornais e nas variantes das mídias sociais, me deparei com um verdadeiro festival de afirmações “verdadeiras” que beira a sandice e teve até quem afirmasse que o Rio Grande do Norte vai virar mar, de tanta água que ainda está para cair até a quarta-feira de cinzas. Seu menino, se nem os antigos sinais emitidos pelas nuvens e pelos bichos estão conseguindo aprumar a mira, imagine nós, humanos sem noção. Bem, a imagem do satélite do Cptec/Inpe aí em cima conta um pouco do enredo do samba para os próximos dias, mas o cacoete dos bichos ainda está meio tímido. O torreame de nuvens está bem parrudo nos quatros lados do céu, os coriscos fazem ecoar o ronco surdo dos trovões e chuvaradas de fazer mear açudes fazem a alegria do povo do sertão, mas por enquanto, inverno para valer, não passa de uma abençoada esperança. Que venha o Carnaval!   

Vem aí o primeiro eclipse solar de 2017

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Para quem gosta, como eu, de saber das coisas da natureza, vem aí mais uma brincadeira de esconde esconde entre o Sol e a Lua para nos deixar de pescoço duro olhando para o espaço sideral. Dia 26 de fevereiro, enquanto os trompetes festejam mais um Carnaval no Brasil, que nessa edição vem recheado com as infindáveis baboseiras da hipocrisia dos ditos racionais, em querer pautar e proibir o que não é pecado do lado de baixo do equador, principalmente sob reinado de Momo. E por falar em Momo, até ele perdeu a graça que se foi com a pança avantajada que outrora definia um bom e festeiro rei da folia. Mas vamos deixar a folia de lado e vamos logo ao que interessa nessa postagem. Dia 26, domingo de Carnaval, acontecerá mais um eclipse solar, o primeira do ano, e segundo os astrônomos, o fenômeno poderá ser visto por quase uma hora, no finalzinho da manhã, em quase todo Brasil. Vale alertar que não se deve olhar diretamente para o Sol sem a proteção de equipamentos. O próximo eclipse solar acontecerá dia 21 de agosto e é bom aproveitar, porque são fenômenos raros. Tomara que o eclipse clareie a mente dos hipócritas.  Fonte: veja.ciência   

Viva o Carnaval!

Matutei nas ideias em busca de acender a centelha carnavalesca aqui no blog e por mais que eu tentasse desanuviar os pensamentos, minha alma festeira só me levava a enveredar pelos passos eletrizantes e radiantes do frevo e das machinhas, talvez pelo meu romantismo, sentimentalismo e eternas lembranças do meu Pai, Nelson Mattos, – músico, trombonista, inveterado amante da boa música e que não deixava passar em branco nenhum reinado de Momo. Me desculpem, mas Carnaval sem frevo não existe e frevo arretado de bom ninguém faz melhor do que o povo de Pernambuco. O Menestrel pernambucano Alceu Valença não deixa barato!

Mais um Carnaval que passou

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Com o Avoante ancorado em frente à Ilha de Itaparica, escutando os ecos momesco de mais um Carnaval, me peguei em mais um daqueles momentos de devaneio enquanto olho o mundo sentado sobre o cockpit.

A Bahia tem sim um dos melhores e diversificados carnavais do mundo, mas não pense que o som da guitarra baiana, que hoje anda meio abafado pelas letras de mau gosto de um indecifrável ritmo conhecido como quebradeira, contagia tudo e a todos.

Saíram de cena Dodô, Osmar, Armandinho, Morais Moreira, deuses imaculados que carregaram de energia o frevo e a alma baiana, e entrou no palco o descompasso do nheco nheco, lepo lepo, um tapinha ali, outro naquele lugar e assim o baiano vai virando as costas e esquecendo seus outrora geniais compositores e poetas que deram asas e fama aos batuques dos seus afoxés e a beleza de sua história.

Não quero, não posso, não sei e nem devo mergulhar para chafurdar no que causou esse vácuo de ideias, mas fico intrigado com tanta falta de criatividade e com a maciça difusão dessas letras cantadas até por artistas renomados.

Num sopro mais leve de vento o Avoante balançou na ancoragem e olhei para o alto para decifrar as nuvens carregadas que povoavam o céu. A natureza prometia muita chuva, mas também deixava no ar a esperança de um Sol quente e brilhante. Os foliões não estavam nem ai para a cor da serpentina, já que o importante era que a cerveja estivesse gelada para não perderem a coreografia do lepo lepo. A natureza que se resolvesse!

Mas na verdade eu não olhava para o céu apenas em busca dos sinais emitidos pela natureza. Olhava também a procura de um pequeno monomotor branco que traria nossos amigos de Natal, Dibe, Abigail e Fernando, para passar os dias de Carnaval a bordo do Avoante, quando de repente o som rouco de uma turbina atravessou em meio ao ritmo da quebradeira. O que danado é quebradeira?

O avião sobrevoou a ancoragem, como um abre alas dos ares, e saiu de fininho para descansar da longa viagem no pequeno aeroporto da Ilha. Em terra, um grupo de papangús animava os passantes do calçadão e eu fiquei ali lembrando os antigos carnavais na casa dos meus pais. Eita tempo bom que não volta mais!

O papangú com sua fantasia cravejada de bolas coloridas e sua mascara de alegria era a essência da irreverência que marcou os grandes carnavais do passado em que os clarins davam o tom. Ele faz parte da corte de um rei gorducho, felizardo e invejado por estar ao lado de uma rainha que exala fluidos femininos de encantamento e prazer. O rei ainda reina, mas suas rechonchudas medidas de excelência deu lugar a linhas mais magras que demonstram o declínio de um reinado.

Os papangús que caminhavam na orla de Itaparica me fez sentir que o coração do bom folião ainda pulsa. Sob as fantasias mascaradas visualizei sonhadores que buscavam resgatar a alegria e a paz que precisamos ver espalhadas pelas nossas ruas. Creio que o lepo lepo vai passar como fumaça sobre a terra Brasil, deixando para trás apenas a lembrança do mau gosto gravado em nossos ouvidos, mas o papangú todo ano estará desfilando e nos fazendo reviver para sempre os mais felizes dias de momo.

Um trovão me fez despertar dos devaneios e em seguida o telefone tocou anunciando que os amigos que vieram no aviãozinho branco estavam esperando na marina para embarcar no Avoante.

É muito gostoso receber amigos a bordo do nosso veleirinho que nessas horas se mostra maior do que muito gigante dos mares. Dibe, Abigail e Fernando poderiam muito bem ter escolhido uma boa pousada para passar os dias de Carnaval, mas não, queriam mesmo era o aconchego apertado do nosso Avoante. É sempre assim quando adubamos nossas amizades com o carinho e atenção que toda amizade merece. Não precisamos de nada mais do que a sinceridade, além da alegria estampada no rosto, para ter um bom amigo sempre junto de nós.

Eles vieram para passar apenas um dia, tempo curto demais para matar as saudades e colocar os assuntos em dia, mas como Lucia sempre consegue um pouco a mais da conta, eles ficaram dois dias. A chuva não deixou que fizéssemos uma velejada carnavalesca, e até tentamos, mas ela também não foi suficiente para esfriar os ânimos.

O Carnaval passou, os amigos se foram, os acordes do lepo lepo continua ecoando pelo mundo, os papangús guardaram a fantasia e a Bahia parte agora para outro ritmo. O Avoante continua balançando suave ancorado ao largo da Ilha de Itaparica.

As nuvens se foram, mas hoje percebi que o vento já apresenta sinais de mudança. É a natureza, assim como a vida, seguindo em frente.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Carnaval! Que carnaval?

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Foi esbanjando beleza, silêncio, paz e tranquilidade que amanheceu o Domingo de Carnaval no Rio Potengi/RN, em que todos os suaves sons de um mundo em paz ecoavam no ar. Rangidos e sussuros de uma natureza que teima em mostrar sua face mais bela. Do mundo da natureza não fazem parte os clarins, os batuques e as fantasias, o que vale é a vida que ela sempre faz renascer.

É CARNAVAL!

Já que é CARNAVAL nada melhor do abrir a festa com o que é a cara do carnaval brasileiros, FREVO VASSOURINHA, tocado pela Banda de Musica de Brejo Santo/CE. E é porque dizem que no Ceará não tem carnaval. FELIZ CARNAVAL PARA TODOS.