Arquivo da tag: bracuhy

Um punhadinho de história

20151108_102531

Para os amantes do mundo náutico Bracuhy é sinônimo de um porto seguro, apaixonante e que esbanja charme em seu canal margeado por belas residências, apartamentos e duas marinas. E de onde vem esse nome que deixa louco o corretor ortográfico embutido nas feitiçarias reminiscentes desse meu computador de origem argentina? O nome Bracuhy, segundo o Wikipédia, vem do tupi-guarani e se escreve Ybyrá-ku’i, que traduzido para o português brasileiro quer dizer “farinha de pau ou serragem”. Os índios, donos sem direito e sem justiça, dessa terra abençoada, batizaram de Bracuí um rio que nasce no município paulista de Bananal e deságua no município de Angra dos Reis. O rio banhava uma fazenda que se chamava Bracuhy – ou será o rio que deu nome a fazenda? – terras onde hoje se localiza o condomínio Porto do Bracuhy e adjacências. A fazenda era uma imensa plantação de cana de açúcar e lá foi construído um engenho em 1885, que se chamou Engenho Central do Bracuhy, que foi considerado o mais moderno e bem equipado do país, pois suas máquinas trabalhavam a vapor em vez das tradicionais moendas. Com o decorrer do anos e com a produção de cana de açúcar entrando no rolo compressor das esquisitices governamentais, o modernoso engenho seguiu o mesmo destino dos seus irmãos mais simplórios e escafedeu-se. O que restou da sua história de riqueza e poderio econômico pode ser visto no centro do condomínio que herdou o nome e que registrei no retrato que ilustra essa postagem. Esse Brasil tem muita história para contar! Para produzir essa postagem me socorri nas páginas virtuais Wikipédia e Frade On Line.

Anúncios

Olhe a pizza!

20151110_20512920151110_212156

Como domingo é dia de pizza, vou lembrar de uma rodada dessa delícia da cozinha italiana na Marina Bracuhy, durante nossa estadia por lá no começo do novembro, e que reuniu um grupo afinado de bons amigos da vela. Tudo começou quando Mara Blumer comentou sobre um forno que havia acabado de ser construído em um dos blocos do condomínio, debruçado nas margens da enseada do Bracuhy, e que a turma pretendia inaugurar em grande estilo. Lucia falou que eu era um excelente pizzaiolo – na visão apaixonada dela – e assim Mara pegou na palavra, engrenou a primeira e atiçou a gula da galera que comprou a ideia de imediato. Não sei porque, mas velejador de cruzeiro adora um reboliço.

20151110_18183720151110_185427IMG-20151110-WA0014Novembro (193)20151110_185353Novembro (198)20151110_205212

Foi uma noitada típica de velejadores em que cada um colaborou com um pouquinho para o sucesso da empreitada, mas não poderia deixar de destacar a ajuda providencial de Celso, veleiro Blue Bird, como forneiro, Mara na assistência geral, Lucia na coordenação e preparação dos sabores, Hélio nos pitacos, Ivan nas observações sintéticas, a síndica Tereza que cedeu o espaço e aos abnegados comensais que aprovaram a receita da massa e se esbaldaram no regime de engorda. Basta ver a felicidade estampada no rosto de cada um.

 

 

A Vila do Zungú e o Toucinho à Pururuca

20151110_123518

Rapaz, quem anda na companhia do Hélio Viana não tem como fugir das cervas geladas e muito menos das indicações botequianas que somente ele e Mara sabem decifrar o mapa da mina e nos deixa tentados a conferir. Foi assim que pegamos a estrada no rumo de uma região conhecida como sertão do Bracuhy e ao chegar numa placa indicado Zungú entramos. A Vila do Zungú é um povoado pequeno e sem nenhum predicado turístico, apesar de ter paisagens de tirar o folego. Não sei – apesar de imaginar – o porquê dos homens das governanças acharem que as terras do Zungú poderia acolher um lixão. Dizem que a mácula já virou aterro sanitário, já desvirou, voltou a virou e agora, segundo os moradores, desvirou novamente. Mas deixa pra lá que não é disso que eu quero falar e nem foi por isso que fomos até o Zungú. Fomos até lá em busca de um petisco delicioso e que só em lembrar me enche a boca de água. Toucinho à Pururuca.  

20151110_10292620151110_10313620151110_12303520151110_103059Eita que muitos hão de pensar que nossa estadia no Bracuhy foi apenas com a finalidade etílico-gastronômica e será difícil para mim provar o contrário, porque ganhei uns bons quilos e garanto que venci para sempre a anorexia. O Toucinho à Pururuca dos deuses é servido no Bar do Breves e é ponto de parada obrigatório para quem passeia pelos caminhos cercados pela mata que cobre o Zungú e posso garantir que tem sabor sem igual no mundo. Eu e Lucia fomos no bugie do casal Maracatu com Mara servindo de cicerone e detalhando a região com a precisão de quem conhece de verdade, pois nada passou em branco. O Hélio, tirando onda de pedalista juramentado, queimou as calorias antes e depois e nem sentiu a consciência pesar enquanto degustava o Toucinho. Sabe de uma coisa: Eu também não, e até estou com vontade de retornar ao Zungú e meter a cara no Toucinho do Bar do Breves. E para quem acha, como eu achava, que em Angra dos Reis a vida gira apenas em torno do mar e para o mar, é melhor começar a reavaliar as rotas e roteiros, principalmente os gastronômicos.

Bowteco – um bar que é a cara da vela de cruzeiro

Novembro (173)20151109_155534

Tem certas coisas que é a cara de outra e por mais que a gente tente dissociar uma da outra dificilmente conseguiremos. Proa em inglês é Bow e teco sinceramente juro que não sei a tradução, mas se juntar os dois fica BowTeco e nada mais original um bar com nome de Bowteco em um lugar que é cara da vela de cruzeiro no Brasil. Foi sobre as mesas e diante de boas cervejas geladas desse barzinho gostoso, que surgiu a ideia de um encontro de cruzeiristas anos atrás e daí para criação da ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro – foi apenas questão de subir as velas e seguir o rumo, coisa que todo velejador sabe fazer com louvor. Nas nossas andanças pelos mares do sudeste a bordo do veleiro Compagna, prometemos que assim que desembarcássemos iriamos dar um pulo no Bracuhy para abraçar o casal Hélio e Mara, veleiro MaraCatu, e cumprimos a promessa. Porém, ir ao Bracuhy e não ir ao Bowteco, nem que seja para tirar um retrato, é um pecado que um velejador de cruzeiro jamais deve levar para o Céu e para não ter que chegar lá em cima devendo, fomos ao aconchego do barzinho dos velejadores e ainda tivemos a alegria de sermos recebidos pelo Hugo Nunes, proprietário do recinto. Alguém a de perguntar pela foto da cerveja, mas digo que tomei sim e só não vou postar para não dar água na boca. O Bowteco fica estrategicamente localizado na barra de acesso ao canal do Bracuhy e se você quiser tirar a prova dos nove do que estou falando, vá até lá e comprove.

Encontro de velejadores

imageA semana começa com a proa voltada para o 13º Encontro nacional da ABVC, promovido pela Associação de Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, que acontecerá de 4 a 6 de Junho no Hotel Engenho do Bracuhy. Palestras, oficinas, exposição de produtos, brechó náutico e eventos sociais movimentaram os participantes durante os três dias do evento. Mais informações no site da ABVC.