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O moído da carta de Colombo

2018-06-07t024820z-2104059922-rc144a2a8df0-rtrmadp-3-usa-spain-columbus-documentCristóvão Colombo navegou pelo Atlântico, a mando de reis e rainhas, em busca de terras que alguns diziam existir  e encontrou o que nem sonhava. A história do navegador está escrita na espinha dorsal dos contos das Américas, desde que em 1492 ele aportou sua Nau nas águas das Antilhas e a partir daí, as terras de além-mar viraram o que é hoje, um balaio de gato da molesta dos cachorros, mas tudo por culpa dele e dos que vieram no rastro das espumas de seu veleiro. Aliás, contam as más línguas, que a história da vida de Colombo é cheia de pontos que não casam com vírgulas, exclamações que mais parecem interrogações e parágrafos que não se encaixam no texto. É como se diz no popular: História meio encardida. Mas tudo bem, o que vale é que o navegador, que ninguém até hoje sabe ao certo a nacionalidade, descobriu oficialmente as Américas e tem até uma estátua chantada em pleno coração de Nova York, apesar de protestos dos defensores dos peles vermelhas, povo que pagou caro por ter dado boas vindas ao navegante visitante. Pois bem, como toda história mal contada deixa sequelas para sempre, uma das cartas do navegador, que estava exposta em um museu da Espanha, foi roubada anos atrás e bateu meio mundo até chegar as mãos inocentes de um brasileiro, por uma bagatela de uns milhõezinhos bestas, que ficou na moita até que um dia a mutreta foi descoberta pelos homens da lei, e estes, depois de muito papo furado, pegaram a missiva histórica e levaram para a guarda de Tio Sam, até que o quiproquó fosse resolvido, e foi. A roubada, ou melhor, a carta, pertencia aos arquivos da Biblioteca da Catalunha, desde de 1918, e foi surrupiada em um dia qualquer entre 2004 e 2005. Na carta, Colombo narra para a rainha Isabel, que havia liberado a bufunfa para a gastança da viagem, o início de sua aventura as “Índias Orientais” e até depois de retornar continuou apostando que havia mesmo ido a Índia. Ou será que ele foi na índia? Sei lá! Bem, esse moído é apenas para dizer que a “carta roubada, da roubada” voltou as mãos dos espanhóis e estes ficaram muito felizes. Ponto final e quem quiser que conte outra! – E o ovo? – Que ovo? – O ovo de Colombo! – Ah, sim, mas essa história é velha! – E a carta também não era? – Homi, deixe quieto que depois eu me avexo a falar do ovo, viu! Tchau!            

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