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Cartas de Enxu 19

1 Janeiro (110)

Enxu Queimado/RN, 22 de junho de 2017

Sabe meu amigo Monteiro, fico aqui nessa minha palhocinha entorpecido pela beleza dos coqueirais e com o vai e vem das jangadas e me pego a pensar nas civilizações desse planetinha azul, que a cada dia caminham mais trôpegas. Rapaz, o que danado estão querendo fazer com esse mundo? Os donos do mundo estão virados num traque, mais parece coisa feita de tinhoso. Ei, Monteiro, ainda bem que na sua Barrinha dos Marcos e nessa Enxu mais bela, os passos são outros, né não?

Powpow, hoje decidi que vou virar a página das notícias desalentadoras, mas já sei que será difícil escolher uma página que me dê guarida, pois estão quase todas dominadas de papagaiadas. Até os domínios do gringo sabido que só a peste, Mark Zuckerberg, degringolaram de vez e todo participante se acha o rei da cocada preta em tudo que é assunto. Gosto de uma charge, assinada por Leandro Franco, sobre uma entrevista para agência de emprego: “- Profissão? – Falador de merda no Facebook”. Pense numa profissão concorrida!

Meu amigo, como vão as noites sobre a Barrinha? Tem visto muitas estrelas? E as vaquinhas leiteiras? Ei, diga aí se o bastardo Duarte Coelho adentrasse hoje o Canal de Santa Cruz, para tentar a sorte novamente, como fez em 1535? Monteiro, acho que o portuga do Porto daria meia volta mais ligeiro do que depressa e nem bala pegava. Naquele tempo os índios eram bestas e trocavam terras, e outras coisas, por qualquer apito. Vai se meter a besta com os caciques de hoje! Os caras dão nó em pingo d’água e ainda querem um troquinho para esconder as pontas.

Monteiro, você sabia que tem umas histórias que contam que foi nas terras que cercam Enxu Queimado que esse Brasil foi descoberto? Pois é! O historiador Lenine Pinto bate o prego, vira a ponta e aposta todas as fichas que as Caravelas dos descobridores aportaram ao largo da Praia do Marco/RN e foi lá que uns marujos, que quiseram fazer maruagem com as indiazinhas, desembarcaram e foram literalmente comidos pela tribo inteira. Diz o historiador que o reboliço foi grande, sobrou sopapo para tudo quanto é lado e no final o comandante da flotilha, André Gonçalves, e o cosmógrafo Américo Vespúcio, chantaram um marco cravado com a Ordem de Cristo, as armas do rei de Portugal e cinco escudetes em aspas. Esse furdunço aconteceu em 1501 e a data de 07 de agosto foi escolhida para ser comemorado o aniversário de fundação do Rio Grande do Norte. Lucia, ao corrigir essa carta – pois ela lê tudo, inclusive olha aquelas imagens educativas que postam em nosso grupo “secreto” de WhatsApp -, vai dizer que já falei sobre isso várias vezes, mas o que me custa repetir, né não?

O que restou do antigo Marco, que passou a ser conhecido como Marco de Touros, hoje ornamenta um dos velhos salões do abandonado sem causa Forte dos Reis Magos, um ringue em que agora se digladiam egos e pavonices dos “homens de bem”. Sob as areias da Praia do Marco, restou uma réplica malcuidada e fragmentos de um conto mal contado.

Elder, mudando de assunto, hoje vi uma matéria falando que o Sol pode ser uma estrela gêmea do mal. Você já viu uma coisa dessa? Meu amigo, esses cientistas estão cada dia mais amalucados para mostrar serviço. Dizem que uma tal de Nêmesis, deusa grega da vingança, é a irmã gêmea do Astro-rei e que ela anda perdida pelo cosmo em um lugar desconhecido. Os cientistas acreditam que é por causa das maldades de Nêmesis que recebemos tantos bombardeios de asteroides, inclusive o que varreu da face da Terra os dinossauros. Ora, se não fosse ela com certeza seria nós a acabar com os lagartos gigantes. Vou esperar o que vai dizer o meu amigo José Dias do Nascimento Junior, pois o cabra é bom nos assuntos estelares.

Li também que existe uma centena de planetas igualzinho ao nosso e que uns 10 poderiam ter a mesma condição de vida oferecida pela Terra. Taí uma coisa que eu queria ver! Homem, você já pensou dez planetas com as mesmas manias, os mesmos cacoetes, as mesmas marmotas. Tem para onde escapar não, meu irmão, estamos ferrados! É melhor ficar por aqui mesmo, pois já estamos acostumados, a cerveja é gelada, a cachaça é boa e as amizades são arretadas.

Elder Monteiro, powpow, o homem do Baca, estamos com saudades, meu amigo. Saudade dos momentos de pura descontração. Saudade das boas risadas ao ouvir os fuxicos travados entre você e Lucia. Saudade de jogar conversa fora e rir de nós mesmos. Venha aqui meu amigo, pois essa Enxu é boa que só a Barrinha. Deixo um beijão para Dulcinha, a sereia pernambucana que roubou seu coração.

Um cheiro!

Nelson Mattos Filho

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O catamarã de velocidade – III

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Digo que não é fácil levantar âncora quando o clima e os amigos conspiram para que fiquemos mais um pouco. Na Barrinha dos Marcos/PE foi assim, um ajuntamento de fatores e carinho a nos prender, mas tínhamos que seguir viagem, porque o destino final de nossa velejada estava umas tantas milhas mais ao sul.

Assim que o dia amanheceu preparamos o Tranquilidade e atracamos próximo ao píer da futura marina Angra da Ilha, de propriedade do velejador pernambucano Cleidson Nunes, mais conhecido por Torpedinho, e de mais dois sócios. A marina ainda está em construção, porém, já podemos notar que será um empreendimento da melhor valia para o mundo náutico de Pernambuco e do mundo. A Barrinha é um porto dos mais abrigados e dotado de belezas paisagísticas de encantar. Atracamos na marina para reabastecer os tanques de água do Tranquilidade e receber o amigo Elder Monteiro que voltou a bordo para nos desejar boa viajem e ainda trouxe de presente ovos de galinha caipira e pata, produção da fazenda Belo Horizonte. Segundo Elder, o ovo da pata é tido pelo sertanejo como alimento afrodisíaco. Pelo sim, pelo não, teve tripulante que comeu de boca cheia.

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Abastecido com água e ovos, antes do meio dia, levantamos as velas e tomamos o rumo do mar com uma grande alteração em nossa programação de paradas. Inicialmente, depois da Barrinha, pretendíamos parar na praia de Carneiros, litoral sul de Pernambuco, e depois em Barra de São Miguel/AL, porém, o castigo que vínhamos tomando do mar desde Natal/RN fez com que parte da tripulação começasse a sentir saudade da caminha gostosa de casa. Sendo assim, ao sair do raso canal de acesso ao canal de Santa Cruz, aproamos o Tranquilidade para a sereia Maceió, terra de menestréis, vastos canaviais e mar de águas cristalinas.

A partir de Itamaracá a velejada passou a ser em mar de almirante e vento soprando na medida de nossa vontade. Assim fomos deixando para trás os batuques do frevo e do maracatu e em menos de 20 horas ancoramos em frente a Federação Alagoana de Vela e Motor, clube que recebe o navegador de braços e coração aberto.

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Nossa parada em Maceió foi mais por necessidade do que estratégica. Tivemos um pequeno vazamento em uma bomba pressurizada e perdemos mais da metade da água dos reservatórios. Necessitávamos também repor a despensa e Lucia vinha tendo sintomas de infecção urinária e nada melhor do que uma cidade grande para resolver essas pelejas. Resolvemos o problema da bomba e reabastecemos águas e diesel com a ajuda do Carlinhos, caiqueiro que está sempre alerta e a disposição do navegante que ancora em Maceió. Levei Lucia no hospital da Unimed-Maceio, que por sinal tem excelente atendimento, e depois de alguns exames foi liberada sem maiores recomendações, porque a medicação que ela estava tomando a bordo se mostrou eficiente para curar a infecção.

Já ouvi muito velejador reclamar do fundeio em Maceió e muitos nem chegaram a ir até lá. Dizem que o local de ancoragem é sujo, perigoso e a proximidade com os barcos de pesca na ancoragem gera um clima de insegurança a bordo. Sinceramente nunca me senti intimidado em minhas passagens por Maceió. Sim, a praia por detrás do proto não é limpa e em algumas épocas a sujeira acumulada na areia é de enojar, mas abdicar de parar ali é querer perder uma das melhores e calorosas recepções de uma navegada. A turma da Federação é mestre em receber bem o visitante e a cidade é de uma beleza ímpar.

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Até recentemente existia uma favela vizinho a Federação, mas essa foi retirada e dizem que em breve sugira no local uma praça e um novo mercado de peixes. A coisa ainda caminha a passos lentos e capenga, mas tudo indica que existe vontade política para a revitalização completa daquele pedaço de orla. Também ouvi comentários que o Porto cresce os olhos no local e sinaliza uma expansão, o que traria dificuldades a Federação Alagoana de Vela e Motor e consequentemente a navegação amadora. De uma coisa eu sei, mas não ouvi ninguém falar: A capital alagoana precisa urgentemente de uma marina pública para dinamizar e acelerar o turismo no estado. A falta de um píer de atracação é uma lástima para um estado que tem no mar seu maior tesouro.

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O novo farol de Maceió, localizado sobre o molhe do Porto, foi ficando para trás e o Tranquilidade foi ganhando velocidade em direção ao mar da Bahia. Seriam 260 milhas náuticas de uma velejada que prometia ser um sucesso. Mar de almirante e vento brando que empurrava nosso veleiro na maior maciota. Durante a madrugada cruzamos a divisa entre Alagoas e Sergipe, demarcada pela foz do Rio São Francisco, e em menos de 24 horas deixamos para trás também a cidade de Aracaju, que passamos sem nem avistar, pois navegávamos a mais de 20 milhas da costa para fugir do rugi rugi do movimento das plataformas de petróleo daquela região.

Pensei com meus botões: Esse é um mar de peixe!

Nelson Mattos Filho/Velejador

O catamarã de velocidade – II

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Antes reiniciar essa prosa é preciso dizer por que batizei de “O catamarã de velocidade” essa série de crônicas: O nome é uma referencia ao nosso companheiro de tripulação Myltson Assunção, pois é assim que ele chama o Tranquilidade. Myltson é um regateiro apaixonado, saudosista e em qualquer barco que embarca ele vê velocidade, porém, ver é uma coisa e ter é outra. Claro que o Tranquilidade não é um barco lento, mas também não é um regateiro puro sangue. Ele é sim um catamarã super confortável e navegava maravilhosamente bem em mar aberto. Durante a nossa velejada eu escutei tanto essa expressão que resolvi nominar assim o relato da velejada.

Bem, como tudo foi explicado, vamos continuar nossa labuta com o mar, mas antes de seguir em frente vou lembrar que terminei a página passada comendo paçoca, arroz de leite, feijão verde, batata doce e regando a goela com uma cachacinha da boa.

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Ancorado na praia do Jacaré, lugar na Paraíba onde se festeja o pôr do sol, ao som de um sax, me ative nos sites meteorológicos para destrinchar os segredos do tempo, porque até ali a coisa estava bem esquisita. Dei uma olhada em vários sites e todos prometiam que o mar e o vento seriam os mesmos que havíamos pegado até então. Se é assim, tá bom!

No dia seguinte acordamos cedo, ligamos os motores, novamente abdicamos das velas e pegamos o beco em direção ao oceano. Em frente ao porto de Cabedelo tive a certeza que tudo seria igual ou pior do que tinha sido, porque o vento no raiar do sol já beirava a casa dos 22 nós de velocidade. Ao entrar no canal que leva barra afora, as ondas estouravam na proa e lavavam tudo por cima do barco. Pensei com meus botões: – Vai começar tudo outra vez!

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Para ser sincero: a coisa foi muito pior, porque de Cabedelo até próximo ao través da ilha de Itamaracá navegamos em um mar amalucado, com ondas entre 2,5 e 4 metros de altura e incrivelmente desencontradas. Mas não era um mar em que eu não estivesse acostumado a navegar nessa região, apenas estava esquecido, pois navegar na maciez do mar da Bahia deixa a gente assim meio sei lá. Porém, o BV 43 é um barco valente e tirou de letra os amuos de Netuno, até que o rei dos oceanos resolveu sossegar e nos deixou navegar com um tiquinho de paz até a barra sul da ilha da ciranda de Lia. Resultado, saímos de Cabedelo as cinco da matina e jogamos ancora na Barrinha dos Marcos as 19 horas e 30 minutos. Quatorze horas e meia para vencer pouco mais de 40 milhas entre os dois pontos. Achou muito? Eu também! Mas foi assim e aquele mar estava endiabrado.

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Bem, o ditado diz que depois da tempestade vem à bonança. Quem escreveu essa máxima eu não sei, mas sempre é assim. A Barrinha dos Marcos, no canal de Santa Cruz/PE é um lugar arretado de gostoso e um fundeadouro fantástico. É lá que mora um grande amigo, o navegador, fazendeiro e fazedor de bons amigos Elder Monteiro e sua amada Dulcinha. O casal quando soube que iríamos aportar por ali preparou uma recepção que dificilmente esqueceremos.

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Depois de jogar ancora, numa operação cheia de pra que isso, desembarcamos e embarcamos no possante branco do Elder para ir jantar na fazenda Belo Horizonte, onde Dulcinha esperava com uma mesa farta, como toda mesa de fazenda. O cardápio foi assim: Ensopado de caranguejo na entrada; arroz de pato e galo torrado como prato principal e para a sobremesa foi servido doce de leite de lamber os beiços. Foi uma noitada maravilhosa! Quando o sono começou a pesar sobre os olhos, pegamos a estrada e voltamos ao Tranquilidade que descansava preguiçosamente nas águas históricas do canal de Santa Cruz.

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Na manhã seguinte Elder colocou a lancha na água e foi nos ciceronear pelas belezas da região. Fomos a Coroa do Avião, saborear agulhinhas fritas, camarão e cerveja gelada. Apreciamos a beleza da arquitetura do Forte Orange, avistamos o casario de Vila Velha, onde Duarte Coelho mandou e desmandou, aceleramos a lancha próximo aos manguezais bem preservados da Ilha e desaguamos na praça de alimentação de Igarassu para saborear uma deliciosa e imperdível caldeirada, servida nos pitorescos restaurantes do lugar.

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Voltamos a bordo do Tranquilidade no finzinho da tarde para descansar o sono dos justos e preparar o ambiente de bordo para receber nossos anfitriões nas terras pernambucanas. Lucia preparou costela de porco ao molho agridoce, acompanhada de risoto de jerimum. Claro que vou dizer que o jantar foi delicioso. Mais uma noitada sensacional de bons papos e boas amizades.

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A madrugada foi de chuva fina, vento brando e sonhos. A Barrinha é o lugar!

Nelson Mattos Filho/Velejador

Um porto que promete bons ventos

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É nesse lugar maravilhoso que está nascendo a mais nova marina do litoral pernambucano e tivemos a alegria de visitar, a convite do amigo e velejador Cleidson, conhecido no mundo náutico por Torpedinho, no mês de outubro passado. Conheci a Barrinha do Marcos, onde se localiza esse paraíso, quando adentrei a barra sul da Ilha de Itamaracá em 2011, participando do Cruzeiro Costa Nordeste – que teve duas edições e que temos boas lembranças. E para quem não sabe, Barrinha do Marcos tem até embaixador e embaixatriz, Elder Monteiro e Dulce, duas pessoas espetaculares que formam um lindo casal. Pow, pow, pow! 

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A Marina Angra da Ilha, nome que ainda está em fase de aprovação, já conta com uma pequena infraestrutura e pronta para receber o navegante. No futuro próximo contará com restaurante, pousada, docagem, guarda de embarcação em seco e escolinha de vela. Os proprietários trabalham para que tudo esteja funcionando até começo de dezembro e apostam que será o point do próximo verão. A Barrinha dos Marcos fica em um dos mais belos recantos do litoral de Pernambuco e tem a Coroa do Avião como destino desejado pelos os amantes de sol, mar e água fresca.

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Próximo a Barrinha fica o munícipio de Itapissuma – pedra negra na língua tupi –, onde fica a ponte, hoje batizada de Getúlio Vargas, que faz a ligação do continente com Itamaracá. A ponte foi construída pelos holandeses quando estes invadiram a capitania de Duarte Coelho e tomaram conta do pedaço. O nome Itapissuma vem das pedras moles que margeiam o Canal de Santa Cruz, que circunda a Ilha. O que antes era uma povoação indígena virou vila em 1588, com a chegada de uma missão dos padres franciscanos. O distrito de Itapissuma foi criado pela lei municipal nº 11, de 31 de novembro de 1892, subordinado ao município de Igarassu. Foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 8952, de 14 de maio de 1982. Para os que gostam da boa gastronomia brasileira, na cabeceira da ponte fica a praça de alimentação, um lugar aprazível, pontilhado de barzinhos e restaurantes, onde podemos saborear uma Caldeirada da melhor qualidade. Alias, Itapissuma é conhecida como a Terra da Caldeirada.

IMG_0149IMG_0150IMG_0152IMG_0146Torpedinho ainda nos ciceroneou para conhecer o distrito de Vila Velha de Itamaracá, a antiga sede da Capitania Hereditária, e que pode ser considerada a mais antiga vila de Pernambuco. Vila Velha de Itamaracá tem uma vista fantástica de toda a região. O povoado é cercada de uma vasta Mata Atlântica e foi lá que fui apresentado oficialmente ao Trapiá, árvore que por lá existem vários exemplares.

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Já que falei na Caldeirada de Itapissuma, não poderia deixar de falar nas tapiocas de Dona Idalice, na pracinha ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Dona Idalice se orgulha do dia em que foi entrevistada pela atriz Betty Faria e diz que vez por outra ela aparece para saborear a tapioca que é realmente uma delícia. Vila Velha tem história sim senhor e não poderia ser diferente, pois entre as árvores, pedras e recantinhos mais recônditos está gravada boa parte da história do Brasil e até um antigo e preservado pelourinho faz ecoar no ar gritos e gemidos das almas dos escravos ali castigados.

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Pois é, a Marina Angra da Ilha terá muito a mostrar para os navegantes que procuram lugares maravilhosos para ancorar e depois fazer um passeio pelos caminhos da história. O litoral de Pernambuco merece esse presente!