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Rio 40 graus

Rio

Dizem que o Rio continua lindo e ainda entorpecido pelo clima das Olimpíadas 2016, porém, o que mais chama atenção são alguns detalhezinhos escusos de certos senhores decentes e umas trocas de balas entre uma gurizada travessa. Agora chegam notícias nas ondas do rádio que no mar da Baía da Guanabara, assim como na Baía de Todos os Santos, lá na Bahia de Amado, a pirataria tomou forma para fazer valer um salve geral e tem guri montado em bote inflável e armado até os dentes, com fuzil e tudo mais, parando lanchas para fazer uma limpezinha básica nos pobres cidadãos desavisado que querem apenas tirar um sossego no mar. Um dia a Fernanda Abreu cantou assim:  O Rio é uma cidade/De cidades misturadas/O Rio é uma cidade/De cidades camufladas/Com governos misturados/Camuflados, paralelos/Sorrateiros/Ocultando comandos…/ Rio 40 graus…. Está ficando difícil e dizem que nem piorou ainda.

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A hora do muxoxo passou

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Em fevereiro de 2015, na postagem “Jogos Olímpicos 2016 e uma boa pergunta”, diante das lamúrias sobre a imundice despejada nas águas da Baía da Guanabara, perguntei por qual motivo as competições de iatismo não serem transferidas para a Baía de Todos os Santos. Alguns responderam que já não haveria tempo para a mudança, outros disseram que o palco era o Rio de Janeiro e não Salvador/BA, outros falaram em bairrismo e assim a lista dos comentários, escritos e em viva voz, seguiu por mais uma semana e parou por aí. Porém, na mídia e nas redes sociais as acusações e a choradeira navegaram de vento em popa. Hoje estamos diante das barbas dos deuses olímpicos e tudo continua na mesma, com lixo, esgotos, reclamações, choros, acusações e desculpas esfarrapadas para tudo quanto é lado. O que me chama atenção é que não vi nenhum velejador olímpico, de hoje e nem de ontem, pelo menos mencionar a mudança da raia para outro local. Torben Grael falou, em entrevista ao blog do Axel Grael, que “a arena foi entregue cheia de lixo”. Será que um dos nossos maiores medalhistas acreditava que seria diferente? – Eu aposto que não! Quanto a dizer que o palco Olímpico é o Rio de Janeiro e por isso todas as competições devem ser realizadas sob os olhares do Cristo Redentor, isso não me convence, pois se assim fosse, as partidas de futebol não seriam realizadas também em outros estados. Será que o deus do futebol é mais poderoso do que o deus do Olimpo? Bem, não é mais hora de choro e nem de muxoxo, agora é botar o barco na água, subir as velas e sair em busca do pódio, nem que seja para chegar com um penico enfiado na cabeça.

Prefeitura proíbe Kitesurf em praias do Rio

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Tem coisas que começam como uma brincadeira de verão e de repente vira febre e se espalha pelo mundo como mais uma forma de lazer. A brincadeira, de tão legal e divertida, vira esporte e num piscar de olhos passa a incrementar os comerciais voltados para a parcela da juventude que adora emoções fortes e rápidas. Mais que depressa a brincadeira, o lazer e o esporte, para ser mais chamativa, invade as praias e para que se torne cada vez mais popular, passa a dividir espaço nas praias, rios e lagos mais movimentados, criando suspiros de alegria e respiros de preocupação entre banhistas. Pela ousadia e velocidade das manobras, tão próximo ao público observador e a banhistas despreocupados, acidentes começam a acontecer e reclamações impopulares chegam aos ouvidos das autoridades, que para se livrar da peleja decidem regular o que era brincadeira, virou esporte e parte firme para se embrenhar nas páginas policiais. Foi assim com o Kitesurf, uma fascinante e radical forma de velejar, sem oferecer nenhum mal ao meio ambiente, mas que ao se aproximar dos banhistas, oferece perigo de acidentes gravíssimos, assim como qualquer outra embarcação. Infelizmente a velocidade é uma arma de efeitos letais. A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta quinta-feira, 03/03, decreto que proíbe a prática de kitesurf e kiteboarding nas praias do Rio, exceto em um trecho da Avenida do Pepê, um pouco menor do que um quarteirão. A Prefeitura diz que apenas expandiu um decreto de 2001, que já restringia a prática do esporte e que já era do conhecimento de todos, apesar de nunca ter sido cobrado. – Será que agora vai ser? Quem descumprir o decreto terá o equipamento apreendido e em caso de resistência a polícia será acionada para colocar ordem onde não existir. – Então tá! Bem, o quiprocó já está dando o que falar – o que não pra menos – e promete lances de verdadeiras batalhas de sopapos entre Guardas Municipais, praticantes dos dois esporte e de quem mais tiver a fim de brigar. Vamos aguardar para ver até onde os dois lados aguentam. Eu aposto minhas fichas na turma do mar!

Patescaria

patescariaAs águas da Baía da Guanabara recebeu no último final de semana, 29 e 30/08, a 34ª Patescaria – regata passeio que faz história na vela de oceano carioca. Quarenta e sete veleiros formaram a flotilha que foi recebida com festa nas dependências do Paquetá Iate Clube. Tradicionalmente a regata é realizada no dia dos festejos de São Roque – padroeiro da Ilha de Paquetá – que esse ano acorreu nos dias 16 e 17/08, mas devido aos treinos para as Olimpíadas Rio 2016 o evento foi transferido. Mas o que quer dizer patescaria? Segundo os dicionários informais que circulam nos oceanos internéticos, patescaria é um piquenique marítimo e patesco é definido como sendo um marinheiro inexperiente. A Patescaria carioca é sim uma verdadeira festa no mar e, como bem disse um participante: “- Quem não foi, perdeu.”

Jogos Olímpicos Rio 2016 e uma boa pergunta

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Em um gostoso bate papo de cockpit, regado com bons goles de cerveja gelada, enquanto estávamos ancorado no belo mar da Ilha de Itaparica/BA, alguém puxou o assunto dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e num pulo mergulhamos no esgoto em que se transformou a Baía da Guanabara, palco olímpico das competições náuticas e que tem recebido críticas furiosas dos competidores. Daí surgiu a pergunta: Por que não transferem as competições náuticas para a Baía de Todos os Santos? Por quê?      

Copa Brasil de Vela e a poluição

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A poluição da Baía da Guanabara continua atormentando e tirando do sério velejadores e principalmente os competidores da Copa Brasil de Vela, que é uma prévia do que vem por ai nas Olimpíadas do Rio 2016. Mas, como esse é um problema em que o horizonte da solução ainda não se consegue avistar, e os homens de gravata não estão nem ai, só nos resta mesmo o rumo da reclamação e muitas vezes temos que ouvir alguém defender que poluição existe em todo lugar. É verdade! A Copa Brasil de Vela segue até o próximo Sábado, 20/12, e, deixando a sujeira de lado, os competidores são unanimes em elogiar o nível da competição que reúne os melhores velejadores do mundo. A imagem acima é do velejador Nick Dempsey, bicampeão mundial e medalha de prata em Londres 2015 na classe RS:X.    

Os sinais da natureza e as previsões do tempo

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Não sou muito de desacreditar as previsões meteorológicas, apesar de muitas vezes achar de estar vendo alguma miragem, devido a enorme disparidade entre realidade e previsão. Mas o próprio nome já diz tudo: Previsões. Foi com esse céu azul e com poucas nuvens que adentramos a Baía da Guanabara, apesar das nuvens que encobriam os morros e montanhas da bela paisagem carioca.

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Chegar ao Rio de Janeiro pelo mar é de encher os olhos, apesar da sujeira descarada que se espalha pelo mar em frente a boca da barra, mostrando o descaso dos que estão autoridade. A sorte das autoridades cariocas é que isso acontece em uma das mais belas cidades do mundo e por isso eles se acham no direito de fechar os olhos. Já vi velejadores cariocas trucidando cidades como Recife e Maceió, como se a sujeira nas águas dessas capitais fosse uma coisa fora do comum. E o pior é que realmente é, mas e o sujo falando do mal lavado. Mas esse post não é para destratar ninguém e sim, para para falar das mudanças do clima e de como escapamos de uma boa.

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Depois de atracarmos o Naumi no píer do Clube Naval Charitas, onde nos aguardavam o comandante Rui Talaia e o amigo Odilon, fomos fazer o dever de casa para passar o comando do barco. Conversamos muito, trocamos informações sobre a velejada e depois de fazer o relatório da viagem, fomos comemorar a velejada no restaurante do Charitas. Ao olhar para o tempo me chamou atenção as enigmáticas nuvens rabo de galo, presenças constantes durante nossa chegada ao Rio, mas que naquele momento mudavam de tamanho e pareciam bem mais numerosas.

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Mas também não deixei de registrar essa cena maravilhosa que dava mais beleza a Lua Crescente. O comandante Rui queria seguir já no Domingo, 17/03, para a Ilha Grande, mas entre querer e fazer existia no meio de tudo uma frente fria que avançava a passos largos e dessa vez não era apenas previsão. As nuvens, o vento e o pôr do sol já anunciavam com a máxima certeza.

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O Domingo,17,03, amanheceu ensolarado e até uma regata, com vinte barcos na raia, fazia a festa na Enseada do Jurujuba, parecendo que mais uma vez as previsões do tempo e os sinais da natureza não iriam se confirmar. Porém, já não estávamos mais embarcados no Naumi e sim assistindo a tudo isso nas varandas do Jurujuba Iate Clube, na companhia do amigo Ronaldinho Gaúcho e família, que havia voltado ao Rio, de ônibus, para refazer o leme do Timshel.

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Tivemos um dia de muito bate papo e alegria no Jurujuba Iate Clube, enquanto o Naumi, agora com o seu comandante, navegava rumo ao seu destino na Ilha Grande. Mas eu olhava para céu e não esquecia os sinais que haviam visto na tarde anterior. Eram claros demais para estarem escondendo a verdade!

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Como nosso voo de retorno a Salvador/BA seria na Segunda-Feira, 18/03, a tarde, Ronaldinho nos convidou para ir dormir em seu apartamento. A noitinha, já no apartamento, vimos o tempo assumir de vez as previsões e dai o céu veio abaixo na cidade do Rio de Janeiro, com maior intensidade na região serrana, causando mortes e destruição. Ao acordar pensei: Poxa, chegamos na hora exata! Logo depois recebo uma ligação do amigo Rui Talaia, comandante do Naumi, contando que havia retornado ao Charitas e querendo novas informações sobre a meteorologia. As informações que pesquisei não eram as melhores e assim o Naumi parece que vai ficar mais algum tempo nas águas da Enseada do Jurujuba. Estar escrevendo esse post aboletado numa poltrona em plena capital baiana, debaixo de um sol forte e endiabrado é um alívio. O Avoante nos espera e o calor da Bahia é reconfortante!