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O Avoante também na Argentina

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Dia desses postei aqui que uma camisa do Avoante havia sido fotografada em Miami, EUA, vestida pelo comandante Fernando, veleiro Andante. Click AQUI para ver. Foi uma alegria ver a marca do nosso veleiro navegando tão distante. Agora recebo do amigo e velejador Hélio Milito, diretamente de Buenos Aires, uma prova de que o Avoante também marcou presença entre os argentinos. Obrigado Hélio, pela foto e pela amizade!

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O Avoante emplacou em Miami no peito do Andante

Os amigos Paula e Fernando, veleiro Andante, que estão dando um giro pelo Atlântico, e pela disposição dos dois acho que esse giro vai demorar um bocado, agora estão banhando o casco do Andante nas águas do Tio Sam. Pois bem, a história dessa viagem é contada de uma forma bem original e super divertida no blog Do Bar pro Mar, que faz parte do nosso BlogRoll. Numa das minhas visitas diárias no blog do casal aventura fiquei todo feliz quando vi o Fernando vestindo  uma camiseta do Avoante e posando para foto, com sua amada, nas margens do Rio Miami. Para quem não sabia, inclusive eu, Miami quer dizer Água Doce e isso eu aprendi indo do Bar pro Mar.

Retomamos o rumo

um belo pôr do sol (4)avoante de volta ao mar (2)Não amigos, não foi falta de tempo e nem preguiça de escrever que fiquei tanto tempo sem atualizar o blog, foi apenas uma ligeira crise existencial (e velejador tem dessas marmotas?) por ver o nosso Avoante tanto tempo fora da água numa interminável manutenção, que a cada dia se estendia por mais dias. Coisas de barcos e da nossa mania de achar que tudo pode ser resolvido com um vou fazer. Mas agora tudo voltou ao normal e o Avoante já está balançando alegre e faceiro nas águas do Rio Potengi e nós retornamos a vida que pedimos a Deus. Lógico que existem algumas pendências para ele ser considerado pronto, se não fosse assim não era um barco, mas agora a nossa vida já retoma o rumo normal, pelo menos para nós que moramos a bordo. Mas no meio do caminho entre o último post e esse de agora, muitas marés transformaram o mundo e consequentemente a vida de todos nós. Se você acha que não, basta olhar no retrovisor e ver o quanto mudaram as suas prioridades e certezas em apenas uma semana.  A primeira foto desse post não é para lhe fazer inveja por você não ter visto o pôr do sol de ontem, 02/02, mas apenas para registrar uma magia da natureza que nenhum mágico até hoje conseguiu realizar, que é encantar diariamente milhões de pessoas ao longo dos séculos e séculos de existência do mundo. A segunda é para ter a felicidade de mostrar o Avoante de cara nova e em seu habitat natural.

Com a proa na viração. Bem feito!

saco do suarez (28)

 “Acho melhor virem para onde estamos, pois aqui está bom demais…”. Essa foi uma das frases que fez a gente desistir, mais uma vez, de conhecer a cidade de Cachoeira/BA, no Rio Paraguaçu. Ela veio carregada na medida exata para atiçar nossa curiosidade.

Que lugar seria aquele que ainda não conhecíamos, naquele maravilhoso pedaço da Baía de Todos os Santos? Achei até que Gerson, veleiro Tô Indo, e Gomes e Lia, veleiro Ondine, estavam de brincadeira. Afinal, eles tinham dito para a gente navegar até a enseada do Loreto, um lugar super especial por trás da Ilha do Frade. Ali conhecíamos tudo, ou melhor, quase tudo. Continuar lendo

Notícias quentes

viagem de volta 002 Depois de dois dias em Maceió, para recarregar as energias, voltamos ao mar embalados pela vontade de finalmente ter um trecho de bons ventos. A meteorologia ainda previa algumas chuvas isoladas e mar com agitação moderada, mas o vento estava programado, lá em cima, para ser favorável. E foi! Nessa subida da costa nordestina de Salvador até Natal não temos tido a boa vida de que tanto buscamos a bordo. Para começar, a proa do Avoante parece ter um imã para atrair o vento. Basta a proa apontar em uma direção e lá esta o vento todo sorridente. Teve uma hora que resolvi retornar, somente para ver a atitude sarcástica do vento, e para minha surpresa lá estava ele novamente. Pense num cara abusado! Mas, isso aconteceu de Salvador a Maceió. De Maceió a Recife a história iria ser pintada diferente. Deixamos Maceió numa manhã nublada, mas com o Sol se apresentando firme e colorido. Parecia que tudo estava programado para dar certo e às 125 milhas de distância seriam digeridas em grande estilo. Velas em cima, vento leste soprando na medida e o Avoante navegando à quase 6 nós de velocidade. A tardinha uma nuvem de chuva se apresentou e resolvemos recolher a vela Genoa e seguir apenas com a mestra. O Avoante não perdeu velocidade e ainda criou mais coragem, pois a velocidade avançou um pouco mais. A noite, sempre a noite, o vento soprou mais forte e a chuva tomou conta do pedaço. O Céu parecia que ia desabar e o mar ficou meio raivoso com todo mundo. Quando a coisa apertava, a gente aquartelava o barco no vento e esperava acalmar. Assim fomos pedindo calma durante a noite toda e tomando banhos de chuva na madrugada, que ainda bem não estava fria. Quando o dia amanheceu, pudemos observar de onde o grilo cantava. O mar estava virado num traque e o vento soprava de faroeste. Onda de 2,5 metros era fichinha de jogo de diversão e em cada crista, podíamos observar as que vinham a caminho. O piloto automático resolveu pedir um tempo e botou o rabinho entre as pernas. Eu, que até aquele momento estava apenas observando, tive que encarar a fera e me agarrei no timão, para somente largar em Recife.  Resultado: 26 horas de velejada de Maceió a Recife, muita chuva, muito vento, muito mar e ainda super feliz por estar pronto para velejar novamente. Hoje, se a vontade não passar, o Avoante levanta as velas em direção a Cabedelo/PB.

Notícias das últimas 89 horas.

Quem leu o post Deixando e levando saudades já sabe que estamos velejando de volta a Natal, e quem não leu, basta clicar no título sublinhado para pelo menos olhar algumas fotos dos bons momentos do Avoante na Bahia. Saímos de Salvador dia 07/04 numa tarde de pouco vento, contra, e mar mais contra ainda. Como o Avoante não tem um desses motores de última geração, e o bicho faz mais barulho do que desenvolve velocidade, temos mais é que relaxar e curtir, ou então morder a testa. Mas mesmo assim, botamos o rei do barulho para trabalhar e, com as velas todas em cima, fomos navegando e esperando o tempo passar. Os sites meteorológicos diziam que o vento era sul e o tempo limpo, erraram feio. Chuva mesmo somente a partir do dia 9, mas como nesse dia pretendíamos estar muito bem ancorados em Maceió, não levamos isso em consideração. Bem: Queríamos!. Para encurtar essa história, pois estou com pouco tempo de internet, chegamos hoje a Maceió, depois de passar 89 horas no mar, debaixo de muita chuva, muito relâmpago, muito vento contra e mar cheio de manha. Já estou com um texto quase pronto para contar essa peleja, mas hoje estou aqui apenas para mandar notícias.

Ausência justificada

viagem ao atol no borandá 019 Caros leitores, estive ausente nesses últimos dois dias por estar velejando até o Atol da Rocas, fazendo parte da tripulação do catamarã Borandá. O Atol das Rocas é um verdadeiro paraíso distante 145 milhas náuticas da costa do Rio Grande do Norte. Mas, não vou contar mais nada agora e deixar vocês com um pouquinho de água na boca.