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Atum de diamante

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Confesso que não sei ao certo qual o preço de um quilo de atum nos mercados de peixes Brasil afora e nem nos barracões de pescadores espalhados pelo Rio Grande do Norte, meu torrão amado, e  muito menos qual o valor negociado nas areias da beira mar de Enxu Queimado/RN, prainha linda que me acolhe com carinho, porque meu amigo Pedrinho de Lucinha, jamais me deixou gastar um tostão  sequer num peixe de ‘terceira”, porém, vou arriscar um chute na casa dos R$ 10,00. Pois é, dez reais e não pago um tostão a mais! Aí vejo nas páginas online que o dono de um restaurante no Japão pagou, neste sábado, 05/01, a bagatela de U$ 3,1 milhões (cerca de 11,6 milhões de reais) por um atum de 278 kg, que se não me engano, o quilinho saiu a mais ou menos R$ 42 mil. Ao passar na boca do caixa, o japa falou que pretendia pagar um quinto desse valor, mas ao começar a tirar dinheiro do bolso, sem quase parar, percebeu que pagou um pouco demais. Pense num peixe caro da mulesta!  

 

 

 

 

 

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Pode, não pode, pode. Depende

whatsapp-image-2018-02-16-at-12.26.54-1-Este é um pesqueiro espanhol, com tecnologia hispano-japonesa que vasculha o litoral do Rio Grande do Norte, capturando peixes das espécies Meca e Atum. Mas ele não é um pesqueiro qualquer, na verdade o Nuevo Rodrigo Duran é um navio-fábrica com capacidade de passar mais de quatro meses no mar, pescando, processando, armazenando e ao chegar ao porto, entrega o pescado prontinho para exportação. A última pescaria do Rodrigo Duran, redeu 62,5 toneladas, porém, a carga foi proibida de ser exportada por um nó cego entre o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca – e as empresas exportadoras. A birra teve início com uma auditoria realizada pelos europeus, mercado consumidor, que apontaram irregularidades sanitárias em algumas empresas do Sul e Sudeste, porém, como pau que bate em Chico, bate em Francisco, sobrou para todo mundo e sendo assim a exportação de pescado está proibida, ou melhor, estava, pois a empresa potiguar, que recebe o peixe do navio-fábrica, conseguiu uma autorização da justiça – como nessa seara um ponto nem sempre é um ponto – e mandou ver. Agora vamos nós. Aí eu pergunto a Pedrinho, meu amigo e pescador artesanal da praia de Enxu Queimado/RN.:– Tem um peixinho hoje? Ele responde –Tem não, homi, peixe tá difícil. Também com uma fábrica navegando por aí, não tem peixe que escape. E ainda dizem que tem um tal de defeso valendo verdade!