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Encerradas as buscas pelos tripulantes do San Juan

2017-11-25t172504z_97904387_rc1a5a1c7030_rtrmadp_3_argentina-submarine-e1511869446715A Marinha da Argentina anunciou ontem, 30/11, que encerrou as operações para resgate dos tripulantes do submarino ARA San Juan, porém, concentrará esforços na localização da embarcação. Alguém haverá de perguntar se não é a mesma coisa, mas adianto que não, porque pelo código naval, são operações diferentes, inclusive pelo tipo de equipamento e força humana utilizados. Foram 15 dias de intensa busca, que contou com participação de equipes de vários países, e apesar de terem vasculhado uma grande área do oceano, com ajuda de navios, aviões e radares, nada foi encontrado. Geralmente operações de resgate de sobreviventes no mar, duram em torno de 7 dias.   

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ARA San Juan

SUBMARINOHá nove dias do desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan, com 44 tripulantes a bordo, o que sobra na imprensa é um festival de desinformações e pitacos dos mais variados. O que mais me intriga, diante do grande trauma para a nação argentina, são as declarações oficiais e vindas do mais alto comando naval argentino, ou sei lá de onde, que irresponsavelmente, depois de transcorridos vários dias, trazem marcar profundas para a integridade neurológica dos familiares dos oficiais desaparecidos. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento das coisas do mar, sabe que não é fácil encontrar uma embarcação, por maior que ela seja, sobre as águas de um oceano tempestuoso e amuado, como é o caso do Atlântico Sul, local onde o ARA San Juan informou sua última posição, como também que não é baseado nas certezas das teorias que se resolvem os enigmas marítimos, ainda mais quando a embarcação navegada sob as águas, como é o caso de um submarino. O que houve ninguém sabe, talvez jamais saberemos e não é o caso de acusar ninguém pelo ocorrido, mas as primeiras informações repassadas a imprensa, que já fala pelos cotovelos e põe pontos, vírgulas, exclamações e interrogações onde bem deseja, deveriam ter se mantido na mais fiel linha de veracidade, clareza e passando a confiança de que todos os esforços foram aplicados e assim serão mantidos. O desespero dos familiares nas dependências da Base Naval é de cortar o coração de um homem do mar. Desespero de quem, além de não saber de nada, perdeu a confiança nos informantes e está vendo a esperança se esvair como poeira diante de palavras como, explosão, falência de equipamentos e asfixia, palavras que deveriam ter aparecido nos primeiros comunicados. Que os deuses dos oceanos tenham compaixão! 

          

Tunante II – Um ano depois

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Em fevereiro de 2015, na postagem Mais um capítulo do caso Tunante II mostra feridas abertas, comentei sobre os rumos doloridos que o caso estava tomando e pelo navegar parece que tomaram mesmo. Em Agosto completa um ano do desaparecimento do veleiro argentino nas águas geladas do Atlântico Sul e – fora uma balsa encontrada e que até hoje a Marinha do Brasil não deu respostas concretas sobre a perícia – nem sinal. No varejo das mídias sociais e nos jornais argentinos, o caso ganha a cada dia novos contornos e o que era trágico vai se transformando num terrível seriado de intrigas e acusações. Acompanhando o blog gaúcho Popa.com.br, vi que a família, amigos e afins agora lançam dúvidas sobre a estrutura da embarcação, dizendo que a mesma estava com sérias avarias na quilha, no casco e prometem pedir explicações para o vendedor nas barras dos tribunais. O mar que engoliu o Tunante II, que na língua portuguesa quer dizer desonesto, não era mar para se brincar de velejar e muito menos para um barco que estivesse meia boca. O fato é que o Desonesto II, ou Tunante, desapareceu do mapa e a família precisa de respostas a qualquer custo e razão. Que venha o próximo capítulo! 

Mais um capítulo do caso Tunante II mostra feridas abertas

Tunante

Não sei o por que, mas juro que já pressentia tempos sombrios no desenrolar do caso Tunante II, o veleiro argentino que desapareceu nas águas do Atlântico Sul há mais de 6 meses com quatro tripulantes a bordo. Mas sempre achei que a busca incessante das filhas e familiares por notícias e a tentativa quase frustrada de manter acesa a chama da esperança, despertaria falatório. Não deu outra! A exposição na mídia, as informações desencontradas, a insistência em conseguir seguidores para a causa, o descredito nos relatórios das equipes de resgate e a tentativa da releitura dos resultados periciais, tudo isso tem gerado embaraço. Os jornais argentinos e blogs náuticos estampam as declarações de um ex-colaborador dos familiares em matérias que desabonam as meninas e as acusa até de tentar emparedar a mídia. O ex-colaborador diz ainda que as meninas passam horas nos grupos sociais aliciando a boa vontade de idosos apenas para conseguirem mais espaço na blogosfera. Hora, acho que todos aqueles que usam o mar em suas andanças por ai, reconhecem que o comandante do Tunante II meteu os pés pela mãos no quesito precaução e transformou sua irresponsabilidade em tragédia, mas o festival de pedras jogadas em cima de sua alma não tem tantas credenciais assim. Levante a mão aquele navegante que nunca cometeu um erro crasso e a noite, ao deitar a cabeça no travesseiro, custou a dormir pensando na tragédia que poderia ter acontecido. Não aposto um tostão na certeza de que os tripulantes do Tunante II estejam vivos, mas acho que os familiares deles tem sim que acreditar nessa possibilidade até que se fechem todas as portas e morram todas as esperanças. Tunante em português quer dizer patife, mas não consigo acreditar que a luta das filhas e esposas dos desaparecidos cheire a patifaria. O colaborador mudou o rumo de sua prosa e acrescentou a variante ex ao nome, agora vamos aguardar os próximos capítulos e torcer para que a família Tunante um dia seja reconfortada.   

Caso Tunante II

Familiares e amigos dos tripulantes do veleiro argentino Tunante II, que desapareceu nas águas do Atlântico Sul há mais de 80 dias, anunciam que a partir de agora as buscas continuam apenas via internet e dizem que as esperanças estão renovadas em encontrar todos os quatro tripulantes com vida. Foram percorridos mais de 8 mil quilômetros de oceano entre o Brasil e Uruguai, onde possivelmente o Tunante II navegava, e apenas a balsa salva-vidas do veleiro foi encontrada e sem indícios claros que tenha sido utilizada pelos tripulantes. O caso Tunante II passa a fazer parte dos grandes mistérios que envolve a navegação moderna e dificilmente alguém, em sã consciência, possa resolver essa incógnita. Pitacos, teorias e boatos podem até esquentar os bate-papos dos palhoções de clubes e marinas, mas nunca passarão da segunda fase que é o tira teima da prática e da vontade exacerbada de um navegante em se fazer ao mar, mesmo que ele esteja cometendo todos os erros do mundo pela lógica dos manuais. Me alinho ao grupo dos esperançosos e solidários com a família Tunante II, porque sei que a música que vem do mar encanta o homem.       

Veleiro Tunante II – Esperanças renovadas

 Navegando pelo site Popa.com.br, vejo que familiares e amigos dos tripulantes do veleiro argentino Tunante II, desaparecido há mais de dois meses nas águas do Atlântico Sul, continuam esperançosos. Recentemente a filha de um dos tripulantes postou em sua página no Facebook que o veleiro foi encontrado através de uma imagem original fornecida pela InfoSat e analizado por especialistas que comprovam a veracidade. Os familiares tentam convencer as autoridades a irem até o local indicado pelos satélites. Veja mais no Popa.com.br

Suspensas as buscas ao veleiro Tunante II

A Marinha do Brasil e a Armada Argentina suspenderam as buscas pelo veleiro Tunante II, que encontra-se desaparecido no Atlântico Sul tendo a bordo quatro tripulantes, entre eles o renomado oftalmologista Jorge Benozzi. Depois de mais de vinte dias de buscas em que as equipes de resgate varreram uma área de mais de 800 quilômetros de mar, o comando de operações anunciou a angustia dos oficiais em não conseguir localizar o veleiro. O Veleiro Tunante II desapareceu depois de enfrentar uma tempestade com ventos de 100 quilômetros e ondas de mais de seis metros de altura.