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Os círculos bizarros

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Desde que fomos formatados para que virássemos seres humanos, ou melhor, Homo sapiens, que viramos a cabeça para o mundo da lua a procura de algum mistério que vare os limites de nossa capacidade de imaginação. William Shakespeare dizia que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia. – E num é não? Já fomos encantados pelos deuses astronautas, pela maça do paraíso, pelos traços e retraços das antigas civilizações Maias, Incas e Astecas, pelas tumbas e catacumbas das pirâmides do Egito e por uma danação de “mistérios” que consomem nossos neurônios e litros e mais litros de cerveja gelada nas infinitas discursões em mesas de bar. A cada dia a ciência descobre mais enigmas para encher nossa cabeça aluada, o que nos faz ficar tirando conclusões a toa e elaborando teorias do absurdo. Nessa seara, quanto mais feio o quadro pintado, mas valioso fica. Pois bem, passando a vista nos buchichos da Revista Galileu, me deparei com a imagem de círculos fotografados por uma equipe de estudiosos da NASA, que escarafuncham o Ártico, há dez anos, na tentativa de entender como a banda toca por lá. Ao baixar a vista, para ler a matéria completa, vi que quase tudo o que os buracos representam estava lá bem explicadinho nas falas dos cientistas. As imagens dos círculos foram feitas próximo ao Mar de Beaufort, e apesar de todas as evidências e conclusões de que pode ser efeito de camadas de gelo ainda em formação, os estudiosos ainda apontam o dedão para a camada gelada onde se forma o inexplicável. Comentando o assunto com um pescador, enquanto aproveitava a sombra fria de um coqueiral a beira mar, ele sentenciou: – O homem da cidade gasta muito dinheiro a toa!         

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Cadê o gelo que estava aqui?

alemanha-encalhara-navio-no-gelo-por-um-ano-em-maior-expedicao-cientifica-ao-polo-norte-1487595338511_615x300Cientistas alemães querem saber em que pé está o comprometimento da camada de gelo que cobre o Polo Norte e para isso aprontam um navio para passar um ano encalhado no Ártico. O navio Polarstern, com 12o metros de comprimento, servirá de base para o projeto que deve acontecer a partir de meados de 2019 e a pretensão da equipe é tentar descobrir até quando a camada de gelo que cobre o Ártico – que no mês de janeiro os satélites registraram como sendo a de menor extensão desde que começaram as observações – sobreviverá. O projeto deverá custar a bagatela de 63 milhões de euros e será financiado por contribuições de parceiros internacionais. Fonte: site uol