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O baleal potiguar

jubarteÉ sabido que as águas amenas e mornas do litoral brasileiro proporcionam um excelente território para namoros e acasalamentos de baleias. É sabido também que o arquipélago sagrado de Abrolhos, na tórrida e azeitada Bahia, é um excelente mirante de observação dos cetáceos. É sabido também que o povo do Senhor do Bonfim aproveita como pode, e como deve ser, a presença anual dos gigantes em seus reclames publicitários e com isso enchem hotéis e lotam embarcações com os interessados em tirar um retrato de um rabo de baleia. O que pouco se sabe, pouco se diz e pouco se fala, é que em todo litoral nordestino o gigante se faz presente, e com força. Na praia de Enxu Queimado, litoral norte do Rio Grande do Norte, os pescadores estão abismados com o grande número de baleias que estão fazendo fita por lá  este ano. Dizem, os pescadores, que nunca se viu tantas, tão grandes e até entoam mirabolantes teorias para o aparecimento do enorme baleal. Como diz meu amigo Pedrinho, pescador dos mais afamados de Enxu: Homem, são tantas que abusam com aqueles gritos estridentes. É quase um agouro! Pois bem, ainda não vi uma linha sequer sobre o assunto na mídia potiguar e muito menos nos ditames dos publicitários papa-jerimuns.

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Registros e lembranças de uma velejada

Outubro (80)

VIAGEM NO VELEIRO COMPAGNA

DIÁRIO DE BORDO

No final de outubro de 2015 embarcamos no veleiro Compagna, um Delta 36, a convite do comandante Braz, para levá-lo de Salvador a Paraty. Foi uma viagem maravilhosa em que registrei dia a dia em um diário.

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1º dia – 24/10

Saída do Aratu Iate Clube às 8horas e 40 minutos no rumo de Camamu/BA. A bordo os proprietários Braz e Cris, eu e Lucia. Vento ESE e mar de almirante. Velejada tranquila, porém, Braz e Cris tiveram leve desconforto com o fatídico enjoo, mas nada que tirasse o sossego de nossa velejada. Afinal de contas era o primeiro contato deles com o mar aberto e era de se esperar que o enjoo desse o ar da graça. Um peixe se encantou com a isca artificial e teve que ser embarcado. Chegamos à barra de Camamu com maré de enchente e às 21h20minutos jogamos âncora em frente à casa da saudosa Dona Onília Ventura, na Ilha de Campinho.

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2º dia – 25/10

Acordamos cedo, tomamos café e desembarcamos para rever e abraçar Aurora, uma das pilastras da Ilha de Campinho e, para mim, a melhor referência da Baía de Camamu. Em seguida fomos de botinho até a Ilha de Goio, onde passamos bons momentos entre banhos de mar e bate papo com o proprietário do único restaurante da pequena ilha, mais conhecido como Sr. Goio, que é uma figura. Retornamos ao Compagna para almoçar uma moqueca, preparada por Lucia com o peixe que pescamos. No fim da tarde eu e Lucia desembarcamos para despedir de Aurora e retornamos ao Compagna para o sono dos justos. Continuar lendo