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Amyr, um brasileiro

Amyr Klink - divulgaçãoO navegador Amyr Klink é uma daquelas pessoas irrequietas, porém, que mede e analisa meticulosamente os passos a ser dado. Dono de um invejável currículo escrito sobre as águas dos oceanos do mundo, Amyr é um brasileiro que faz acontecer. Em entrevista ao jornalista Rodrigo Lopes, no jornal gaúcho Zero Hora, o navegador fala do novo livro, Não há tempo a perder, dos seus empreendimentos, dos últimos acontecimentos do cenário político brasileiro, dos novos planos, entre eles o projeto de navegar a passagem Nordeste, que liga o Oriente e o Ocidente pelo Ártico, flerta com polêmicas e abre o verbo sobre o descaso histórico e a ultrajante burocracia com que nossos governantes tratam os assuntos ligados a navegação amadora. Veja a entrevista.      

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Imagens recortadas do tempo

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Como é gostoso rever fotos que marcam a história dos eventos e épocas. Se em um momento elas nos faz se sentir um pouquinho mais velho, em outro elas trazem lembranças de um tempo que há muito está arquivado, mas não apagado, em nossa mente. Numa questão de micronésios de segundos a mente desperta como um clarão de sol e nos faz voltar ao tempo, como se ele estivesse ali, a poucos centímetros de nossas mãos. Amigos que já se foram, amigos que ainda caminham ao nosso lado, alegrias, tristezas, abraços, apertos de mão, acenos, risos, choros, palavras, lembranças, esquecimentos, sonhos, conquistas, vitórias, derrotas, tudo voltando no tempo como num passe de mágica. Não vivia o mar, não vivia no mar, não sonhava com o mar e nem pensava em um dia estar morando sobre o mar quando essas imagens foram recortadas do tempo, mas é como se me visse dentro delas. Em 1993 a Refeno, Regata Recife/Fernando de Noronha, ainda largava das águas que banham a Praia de Boa Viagem, cartão postal de Pernambuco, como mostra a primeira foto. E em 1993, o veleiro Garra, do Rio Grande do Norte, participou da prova e a sua tripulação fez pose na Ilha ao lado do velejador Amyr Klink, lenda viva da náutica brasileira. Isso foi há 20 anos e as fotos um certo dia caíram em minhas mãos, trazidas pelo amigo, velejador, poeta, escritor e apaixonado vivedor Erico Amorim das Virgens, mais um que dedica a vida em prol do desenvolvimento e história da vela de oceano brasileira.

E os nossos recursos navegáveis?

klink_amyr_ABr230413DSC_3122 Acabo de ler no site Popa.com.br, que o velejador Amyr Klink, em uma de suas palestras, disse que o Brasil não aproveita quase nada o seu mar e seus rios. Comentários a parte, até porque presenciamos essa verdade sempre que apontamos a proa do Avoante em algum destino, mas saber que o Amyr Klink está empenhado em assumir em seus projetos futuros um melhor aproveitamento das águas do nosso País é muito salutar. Gastamos fortunas construindo estradas cada vez mais ineficientes e que contribuem a cada segundo no aumento das estatísticas de morte e atendimentos hospitalares. Engenheiros gastam neurônios em projetos rodoviários, mas já sabendo eles que vão apenas tapar buracos e ficar atrás das necessidades. O nosso país é reconhecidamente ineficiente quando o assunto é visualizar o futuro. Tudo que planejamos tem apenas o foco no presente ou na eleição seguinte e nada precisar ser tão lógico. Basta ver o que acontece com a seca, com as enchentes, com as cidades, com a saúde, a violência e com um monte de coisas que já não tínhamos que estar quebrando a cabeça. Diante das ingerências, os nossos recursos navegáveis não poderiam ter outra destinação a não ser servirem de esgotos as cidades. Pontes são construídas apenas para facilitar o trânsito dos automóveis, alavancar eleições, super faturar corrupção e quem tiver que navegar embaixo que se vire, pois sempre foi assim, sempre pensamos assim e, para os homens que mandam, não vai ser nenhum velejador a tirar esse conceito da cabeça deles. Se você não concorda, basta caminhar um pouco pelas cidades, observando a beleza dos rios e se perguntando se aquela ponte não poderia ser um pouco mais alta. Amyr falou que tem projeto de navegar a Intracoastal Waterway, maior via náutica interior do mundo, para mostrar ao brasileiro o que estamos desperdiçando. O projeto de Amyr Klink para navegar a Intracoastal já é feito a muitos anos por velejadores brasileiros. Recentemente o veleiro tupiniquim TEASA realizou essa navegação e já se encontra no Canadá a espera que o inverno e o gelo o deixe fazer a viagem de volta. Tomara que Amyr consiga mostrar ao nosso povo coisas que nossos governantes não conseguem enxergar. O Brasil das águas navegáveis agradece e belos rios como Vaza-Barris, Real, Piauí, Potengi, Cunhaú, Dona, São Francisco e tantos outros, que formam o vasto catálogo fluvial brasileiro, consigam despontar para o turismo, o comércio e contribuam para a melhoria da vida nas cidades. 

Mundo sem fronteiras

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. AMYR KLINK (livro Mar Sem Fim)

A vela de cruzeiro

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A vela de cruzeiro no Brasil já é uma realidade que cresce a cada ano, mas ainda tem números tímidos em relação a países como a França que tem a maior flotilha de cruzeirista do mundo, apesar de ter um litoral infinitamente menor. Ela é feita por pessoas que procuram novos horizontes em um mundo cada vez mais desumano e injusto.

O Brasil é um dos melhores países do mundo para a prática da vela de cruzeiro. Aqui encontramos águas mornas, lugares paradisíacos, ventos constantes, mar calmo, um vasto e diversificado litoral com mais de 8.500 quilômetros de praias belas e um povo acolhedor por natureza. Tudo isso compõe um cenário tão fascinante que todo o mundo aponta a proa de suas embarcações para nossa costa verdejante.

O brasileiro que hoje descobre a vela de cruzeiro, e pula para dentro de um veleiro com a cara e a coragem, o faz com o coração aberto para o novo e vislumbra uma vida em que a realização do sonho compensa todos os possíveis sacrifícios que venha a ter no futuro.

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Entrevista com Amyr Klink no blog velejar catamarã

podcast O blog Velejar Catamarã do amigo e velejador Ubirajara Carratu tem uma entrevista inédita, em podcast, com o velejador Amyr Klink. Na entrevista muito bem elaborada pelo Bira Carratu, Amyr fala de novos projetos, viagens em solitário e dos rumos que a vela deveria tomar no Brasil.

Paraty Iate Clube

A cidade de Parati apesar de ser um dos mais famosos centros náuticos do Brasil nunca teve um Iate Clube.  Agora acaba de ser fundado o Paraty Iate Clube com o velejador Amyr Klink como primeiro comodoro.  O clube terá sua força na parte flutuante que já conta com um píer público. Em terra a estrutura é para guardar lanchas de até 23 pés. Fonte: náutica online