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Acidente marca a VOR no mar da China

vestas-11th-hour-racing-compete-in-the-around-the-island-raceUm acidente no mar da China tirou a alegria da chegada da  quarta etapa da regata Volvo Ocean Race, em Hong Kong, na noite de sexta-feira, 18/01. O veleiro da equipe Vestas chocou-se com um barco de pesca, a 30 milhas da linha de chegada, causando a morte de um dos tripulantes do pesqueiro.

trafego-hong-kongA imagem ao lado mostra o movimento de embarcações no dia fatídico. Não é fácil cruzar a mais de 20 nós de velocidade, perpendicularmente, um pedaço de mar com um tráfego monstruoso de embarcações, que em sua maioria trabalha de forma artesanal e sem dar muito cabimento para regras de navegação. Quem já teve a oportunidade de navegar em áreas de pesca sabe que a coisa não é de brincadeira. Quem já participou da Refeno deve lembrar muito bem da bronca. Li alguns comentários nas redes sociais e me espantei com os julgamentos, muitos deles baseados nas teorias das regras de navegação e feitos por pessoas com pouca, ou nenhuma, afinidade com o cotidiano de uma embarcação, porém, o que mais me assustou foi ler comentários desairosos de navegantes experientes, como se no mar nada fosse além das certezas, das regras e dos feitiços malabarescos dos brinquedinhos modernosos. A VOR é uma prova que leva o homem e as embarcações ao limite do extremo e infelizmente em competições desse porte acontecem acidentes e muitos com vítimas fatais. Que venham as prevenções para as próximas etapas, mas o risco é uma constante.

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E agora navegador?

18010027_1233738503414593_8732224621543937981_nEssa imagem periclitante que circula nas redes sociais, que muitos apostam ser verdadeira e outros afirmam que não passa de uma grosseira montagem, e para mim é mais um slide que bem poderia ser exibido em uma sala de aula de navegação. Diz a regra que barcos em rumo cruzado, o que é avistado por bombordo, lado esquerdo, deve dar preferência, ou seja, manobrar para passar por trás do outro, diminuir a marchar, puxar o “freio de mão”, ou simplesmente dar meia volta.  Na imagem mostrada, o navio teria que manobrar e o veleiro seguiria o rumo. Rapaz, discutir essa cena e a regra, sentado numa confortável poltrona e diante de uma telinha brilhante é bom demais. O difícil é estar no mar terrivelmente encrespado, mostrado na imagem, e com um brutamonte navegando em rumo batido e em velocidade de cruzeiro se aproximando. A regra do bom senso do navegante é bem clara para esses casos: Avistou um navio, não tire os olhos dele e manobre sem pestanejar, mesmo que você se ache o rei da cocada preta e todas as teorias, e dizeres das leis, estejam a seu favor.      

Colisão no mar de Alagoas

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Uma notícia vinda lá das Alagoas, terra dos irmãos Buenos Ayres, da tripulação amiga do Anakena e da turma boa da Federação Alagoana de Vela e Motor, dá conta de uma colisão em alto-mar que deixou dois pescadores à deriva. Os pescadores foram resgatados na manhã da última Sexta-Feira, 28/03, depois de cinco horas, por outro barco de pesca, em avançado estado de esgotamento físico. Contaram que realizavam pesca noturna quando a embarcação em que estavam foi abalroada por um veleiro que seguiu viagem no escuridão da noite sem lhes prestar socorro. A Capitania dos Portos de Alagoas abriu inquérito para averiguar o caso. Veja a matéria no site da TNH 1 UOL.

Barcos colidem em alto-mar e pescadores ficam mais de 5 horas à deriva

  

Um texto e uma luz no fim do túnel

Murilo NovaesO jornalista e velejador Murillo Novaes publicou um texto em seu blog Coluna do Murillo – Notícias da Vela, no dia 09/12, que merecia destaque em todos os jornais, televisões, revistas, congressos, palestras e nas alegres reuniões entre amigos em que se discute os problemas do mundo. Raramente, dificilmente, nunca antes na vida desse país, li um texto tão sincero, humilde, ético e comovente de uma pessoa se desculpando e assumindo corajosamente um erro cometido. O mais lógico, habitual e usual é o ser humano tirar o seu da reta e empurrar uma parcela da culpa para outro alguém. Pelo menos é assim que ensina os mais valiosos manuais da boa honra e que todos os dias assistimos embasbacados nos noticiários. “Eu não sabia e nem sei de nada!”. Muitos navegadores senhores da razão podem até achar que Murillo errou feio e que eles mesmo jamais cometeriam um erro tão banal. Outros tantos devem estar condenando veementemente o jornalista/velejador e outros mais, apenas lerão o texto achando que tudo não passou de uma incrivel aventura com final feliz e ponto final. Li e reli o texto na madrugada desta Terça-Feira e não contive a alegria em saber que ainda existem pessoas que sabem o valor que existe na palavra ética e que ela é a fonte inesgotável para o mundo ressurgir das cinzas em que está se metendo. Parabéns Murillo Novaes, desejo que seu relato sirva de exemplo para todos nós e que nos indique o norte a ser seguido a partir de 2014.  

#ihdeumerda. Das grandes. Comigo. E quase morri (e matei meu filho e um amigo)

Bom dia amigos e amigas, hoje escrevo porque sinto que tenho o dever de compartilhar com todos o que aconteceu comigo, com meu grande amigo Fábio Collichio e com meu filho Pedro na noite de sábado. Mais precisamente por volta da 12:06 de domingo.

Fábio, meu melhor amigo em Cabo Frio, companheiro de inúmeras velejadas de Micro 19 e o feliz proprietário de um novo (para ele, claro) Velamar 32, o “Fratelli”, me chamou para trazer o barco de Cabo Frio para o Rio neste sábado para subi-lo no Clube Naval Charitas e fazer a pintura de fundo do veleiro, que ele estava terminando de reformar. Convoquei meu filho Pedro, de 13 anos, para fazer sua primeira travessia no oceano e por volta de 7:30 da manhã partimos do píer internacional de Cabo Frio.

Fábio havia me dito que soubera de um aviso de mar grosso no Rio, que, por rádio, tentamos confirmar com a atalaia de Cabo Frio, mas a moça nos disse que havia expirado, pois era de 24 horas. Eu, como navegador que sou, havia estudado a previsão e sabia que os ventos seriam de, no máximo, 14 nós, de E-NE, e haveria um swell grande residual da grande tempestade que tinha passado 48 horas antes pela costa do Rio. Mas nada muito preocupante já que tudo iria nos empurrar para o destino final. Zarpamos.

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