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Laura Dekker – Volta ao mundo autorizada.

Laura Dekker

Acabou a pendenga judicial entre os pais da menina/velejadora Laura Dekker e os serviços de proteção a criança da Holanda. O tribunal da cidade de Middleburg (sudoeste) da Holanda, autorizou que a menina possa realizar sua tão sonhada volta ao mundo, sozinha a bordo de um veleiro, e se tornar a pessoa mais jovem a realizar a façanha. Laura, que esta com 14 anos, deve completar a volta ao mundo até o dia 20 de Setembro de 2012, para conseguir o recorde. Em Junho postei um texto sobre a velejadora Abby Sunderland com o título UMA SENHORA VELEJADORA, onde sou totalmente favorável a aventura marítima dessa meninada corajosa. Fico agora na torcida para que a menina/velejadora Laura Dekker, que nasceu em um porto na Nova Zelândia quando seus pais realizavam uma volta ao mundo no veleiro da família, tenha sempre bons ventos e sucesso. Competência e coragem eu aposto que ela tem.

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UMA SENHORA VELEJADORA

 

                                   “Há muitas coisas que as pessoas podem pensar para culpar a minha situação: minha idade, a época do ano e muito mais. A verdade é que eu estava no meio de uma tempestade e não se veleja no Oceano Índico sem passar ao menos por uma tempestade. Não foi a época do ano, foi apenas uma tempestade do sul. Tempestades fazem parte do pacote quando se decide velejar ao redor do mundo. Quando à idade, desde quando a idade cria ondas gigantes e tempestades?” Abby 

                                   Na semana passado o mundo náutico parou para acompanhar o desenrolar do caso da velejadora californiana Abby Sunderland, 16 anos, que tentava uma volta ao mundo em solitário, num veleiro de 40 pés e que foi dada como desaparecida depois que seu equipamento de Epirb foi acionado. A notícia espalhou-se rapidamente através de jornais, televisões, rádios e internet.

                                   Abby pretendia o recorde de ser a pessoa mais jovem a cumprir esse objetivo. Seu irmão mais velho Zac Sunderland, fez a mesma tentativa e conseguiu, desencadeando o desejo da irmã caçula.

                                   A tentativa de Abby parou em meio a um oceano mal humorado e que sempre tira a prova dos nove para navegadores que atravessam suas águas tempestuosas. Ventos de 60 nós e ondas de mais de 15 metros, derrubaram o mastro de seu veleiro e forçaram a menina a pedir socorro. Dias antes, ela já tinha passado maus bocados para enfrentar a fúria do mar e a força descomunal dos ventos das altas latitudes, mas o seu veleiro super equipado, para esse tipo de navegação, e ela bem preparada e corajosa, formavam um só corpo solitário em meio ao mundão de água.

                                   Houve muitas críticas aos pais e as autoridades por permitirem tal façanha a uma menina de 16 anos. Até o Guinness Book que regulamenta e premia esses recordes, foi atiçado a não reconhecer tentativas como essas para menores de idade. Mas, essa é uma polêmica que ainda vai atravessar muitos oceanos e não chega a lugar nenhum. É difícil frear o espírito aventureiro de pessoas, principalmente de jovens. Os antigos navegantes, desbravadores dos oceanos e do mundo, eram jovens e muitos deles não tinham 17 anos completo.

                                   Abby Sunderland foi resgatado depois de três dias em que três países, EUA, França e Austrália, se esforçaram para tentar localizar seu paradeiro. Um avião sobrevoou a área do sinal emitido pelo Epirb e um pesqueiro francês que navegava a mais de 3 mil quilômetros de distância foi deslocado para fazer o resgate. O veleiro foi encontrado sem o mastro, varrido por uma onda mais afoita, mas, a velejadora em bom estado de saúde e com bom humor.

                                   Alguns dizem que foi sorte e pode até ser que tenham razão, mas a grande verdade é que a navegação nos dias de hoje é segura e pode ser feita por qualquer pessoa que tenha um bom planejamento, conhecimento e preparo para realizá-la. Os barcos e os equipamentos de navegação atingem níveis altíssimos de perfeição e os velejadores, sejam eles adultos ou muito jovens, que se propõem a realizar essas proezas, são muito bem preparados. Como diz o ditado: “Quem vai ao mar, avia-se em terra”.          

                                   Idade não é passaporte para se fazer ao mar, nem o mar é um local tão perigoso a ponto de uma criança não poder navegar. Mais perigosos são as cidades, as ruas, um Shopping Center ou um simples caminhar numa calçada. Onde vivemos sob poder das drogas, da bandidagem, das armas, da violência banalizada, dos acidentes de trânsito e da falta de ação e pulso de autoridades desnorteadas.

                                   O mar é um mundo livre aonde quem vai a ele, sabe que pode encontrar a paz e a serenidade que as cidades não podem mais oferecer. Jovens como Abby Sunderland e seu irmão Zac, e também outra jovem, detentora do recorde que Abby tentava superar, a australiana Jessica Watson, sabem muito bem o que querem e esperam do mundo. Seus pais podem até serem taxados de relapsos para com a educação e a saúde dos filhos, mas no fundo eles sabem que na volta, receberam em casa filhos mais preparados para a vida do que muitos alunos das mais famosas escolas do mundo.

                                   O mar é uma grande escola e uma grande universidade para a vida das pessoas. Crianças que navegam sozinhas ou acompanhadas pelos pais assimilam rapidamente fundamentos de liberdade, paz, solidariedade, autocontrole, determinação, ética, razão, ecologia, segurança, planejamento e respeito.

                                   Não desista Abby, os deuses do mar reconhecem o seu valor!

 Nelson Mattos Filho

Velejador

MENINAS PODEROSAS

A Côrte da Holanda se reúne na quinta-feira para decidir se deixa a velejadora Laura Dekker de 14 anos, dar uma volta ao mundo em solitário num veleiro. A holandesinha já havia tentado sair no ano passado, mas a justiça holandesa foi acionada e deu um freio de arrumação, proibindo Laura de realizar a façanha. Ela quer ser a velejadora mais jovem a realizar a volta ao mundo em um  veleiro e sozinha. Em 2009 quando a justiça proibiu de Laura zarpar, ela se revoltou e foi esfriar a cabeça velejando até o Caribe onde foi localizada na Ilha de St. Martin e mandada de volta para casa. A recordista é a australiana Jessica Watson de 17 anos e na semana passada a californiana Abby Sunderland, teve que abandonar a tentativa quando o mastro do seu veleiro foi arrancado durante uma forte tempestade. Essas meninas vão longe! fonte: Náuticaonline

ABBY SUNDERLAND JÁ ESTA A SALVO

Acabo de ver no site www.popa.com.br que a velejadora Abby Sunderland já esta a bordo do pesqueiro francês Ile de la Reunion. As condições do mar, no momento do resgate, estavam boas dando condições para o uso de um dingue para tirar a velejadora do Wild Eyes. Agora as autoridades australianas vão tentar transferir Abby para outra embarcação. A bordo do pesqueiro a velejadora disse que tudo se resumiu numa onda gigante e em seguida o mastro do seu veleiro se resumiu a duas polegadas.

VELEJADORA SOLITÁRIA FOI LOCALIZADA

A velejadora Abby Sunderland que estava desaparecida no oceano Austral foi localizada na manhã de ontem,11/06 pelo, avião que havia sido deslocado para tentar localizá-la. Aparentemente tudo vai bem a bordo do Wild Eyes e a velejadora de 16 anos, que tentava dar a volta ao mundo em busca do recorde de ser a pessoa de menor idade a realizar o feito, parece esta bem de saúde. O mastro esta quebrado, mas o barco ainda navega. Um pesqueiro francês que estava a mais de 1,5 mil milhas de distância conseguiu receber os sinais de socorro de Abby e já navega para tentar o resgate. As condições meteorológicas da região ainda são bastante desfavoráveis, mas com leve tendência a melhorar.

VELEJADORA ABBY SUNDERLAND AINDA DESAPARECIDA

Continua desaparecida no Oceano Austral a californiana Abby Sunderland de 16 anos. Abby que tentava ser a pessoa mais jovem a dar uma volta mundo em solitário, num veleiro, e sem escalas acionou o Epirb manual quando estava se comunicando com sua equipe em terra e a comunicação foi interrompida. O barco de Abby um Open 40 de última geração e super preparado para esse tipo de travessia, esta equipado com vários equipamentos de Epirb, mas até o momento nenhum deles foi acionado, dando a entender que o barco ainda flutua, pois o Epirb dispara quando atinge 15 metros de profundidade. O equipamento que foi acionado e detectado pela Guarda Costeira é do tipo manual e fica preso a roupa da velejadora ou dentro da balsa. Pode ser que ela esteja ferida, já que nos últimos dias o estado do mar e os ventos de mais de 60 nós, conseguiram virar o barco várias vezes. Na última quarta-feira Abby postou em seu blog a seguinte mensagem: “O vento está começando a atingir. Está até 20 nós e prevejo que antes da meia-noite possa chegar a entre 35 e 50 nós com picos de 60, então vou dormir antes que isto piore”.

Abby é irmã do velejador Zac Sunderland que em 2009 também completou uma volta ao mundo em veleiro quando tinha 17 anos e foi reconhecido como o mais jovem a tentar e conseguir a façanha.

EUA, França e Austrália montaram equipes para resgatar a velejadora e um avião Airbus foi deslocado para sobrevoar a área e tentar contato via rádio ou telefone via satélite