Arquivo da categoria: assuntos e assuntos

Hora de pular o Taiti?

huahine-Tahiti-Nui-Television

O site Sailing Totem vem com matéria interessante sobre um movimento que está ocorrendo em algumas ilhas da Polinésia Francesa, principalmente Taina e Taiti, que tem como objetivo principal chamar atenção para ancoragens irresponsáveis, que não respeitam os costumes locais, a fauna, a flora e os corais. Para quem passa uma vista rápida na matéria ou mesmo faz o julgamento apenas com base na manchete, como é comum na maioria dos usuários das mídias sociais, o movimento parece ser antipático e tenta afastar os velejadores de cruzeiros que por lá ancoram. Olhando da ótica que essa minha mesinha de “trabalho”, de frente para um maravilhoso coqueiral, sombreado pelo oceano, me proporciona, acho até que as duas afirmativas são verdadeiras, mas quando tiro a mente da inércia e me transporto em pensamentos para a bordo de um veleiro, vejo que os polinésios têm boa parcela de razão, porque durante minha vida náutica fui testemunha de verdadeiras aberrações cometidas por velejadores de finais de semana, como também por parte de cruzeiristas. Aliás, grupos de adoram denegrir os usuários de lanchas e motonáuticas, mas como bem diz o ditado: Macaco não olha para o rabo. – Hora de pular o taiti? – Você é quem sabe, mas antes de decidir, clique AQUI e leia a matéria completa. 

É crime

janeiro a junho (354)

Olhando esse retrato, convidativo para um dia de sol e mar nas encantadoras praias nordestinas, fico impávido para escrever sobre o óleo que criminosamente mancha as areias de um litoral tão lindo, mas prefiro recolher o destemor até que meus dedos tomem ciência para encontrar palavras decentes, porque por enquanto eles só querem juntar letras de indecências.

Astúcia do navegador

7 Julho (64)

Em 1504 o navegador italiano Cristóvão Colombo usou de muita artimanha para se ver livre da fome que ameaçava sua tripulação, durante um encalhe na ilha da Jamaica. O navegador que tinha em mãos o almanaque de Regiomontano, que previa com exatidão quando aconteceria eclipse lunar, e pelo almanaque naquele ano aconteceria um, chamou os nativos, que se negavam a ajudar, e ameaçou desligar a luz da lua. Na medida que o eclipse foi avançado os nativos concordaram em auxiliar o navegador.

De olho nos ventos de setembro

20190925_142322

E os ventos continuam soprando forte e correndo soltos pelo litoral do Rio Grande do Norte e Ceará, e a Marinha do Brasil tem renovado sistematicamente os avisos aos navegantes, com pedidos de atenção redobrada aqueles que desejam se aventurar mar adentro. Segundo as previsões, os ventos de até 60km/h devem prevalecer até o final desta semana. Porém, o que me chamou atenção, no gráfico de animação do site Windguru, é o filhote de “cruviana” que está se formando no meio do Oceano Atlântico e de nariz empinado para as ilhas caribenhas. No miolinho da “cria da deusa”, as lapadas do açoite estão batendo a mais de 120 km/h.   

Imagem

Humor

IMG-20190923-WA0009

Ódio

odio-facebook

O ódio é assim: Mansamente se instala no coração, vai sendo destilado, afinado, lapidado, vai lentamente se espelhando pela alma, pelas veias e assim, quando atinge o cérebro e os músculos, explode atingindo tudo e todos a sua volta, sem distinção de cor, raça, gênero, credo, amizade, família. O ódio é ódio e com ele não existe razão, paixão, amor, reconhecimento, gratidão, não existe nada além dele mesmo. O que ele quer é destruir, massacrar, matar, comer as entranhas do odiado despejando sua verve feroz entre labaredas de cuspes e babas. O ódio vibra com a palavra falada, mas seu deleite está na palavra escrita, porque é aí que ele se perpetua. Dizem que só o amor vence o ódio. Mentira! O amor é superficial, se inibe e foge diante do ódio que é o grande manipulador da vida humana e é com ele que o homem mostra toda a sua verdade. O ódio não é de Deus e muito menos do Satanás, o ódio é do homem, o frágil hospedeiro e fiel multiplicador. Triste sina da espécie humana!

Parabéns, comandante Amyr

amyr

O navegador Amyr Klink comemora hoje, 18/09, os 35 anos da realização da sua maior façanha, a travessia do Oceano Atlântico em um barco a remo. Não vou dizer 100% até porque esse é um percentual inexistente em qualquer universo onde existam pelo menos dois indivíduos, mas boa parte dos amantes do mundo náutico tiveram na aventura de Amyr, em 1984, excelente fonte de inspiração, se não para a realização de projetos, mas sim para dar asas a sonhos e paixões.  A imagem do Paraty se aproximando do mar da Bahia ainda está bem viva na memória de uma geração e o livro Cem dias entre céu e mar, continuará alimentando sonhos e traçando horizontes de gerações futuras. Comandante, Amyr, você merece o reconhecimento de todos que fazem o mundo náutico brasileiro. Parabéns e que venham novas comemorações!