Dilemas de uma profissão


Agosto 2017 (13)

Quando escrevi o texto Cumbuca, o fiz olhando pelo esquadro das janelas escancaradas, que poucos querem enxergar, mesmo tendo diante dos olhos as verdades ou as mentiras que o mundo do jornalismo cobre ou descobre, a depender das direções que sopram os ventos. Não peguei o mote de ninguém, apenas me estirei na rede armada na varanda e deixei a mente vagar, passando a limpo os últimos acontecimentos do gigante verde e amarelo. Lendo hoje, a coluna do jornalista potiguar Woden Madruga, na Tribuna do Norte, me deparei com o mote e vi que ele gira por aí que nem pião e tem deixado rastros com traços bem fortes, como o artigo, Dilemas do Jornalismo, de Carlos Alberto Di Franco, no Estadão, que termina assim:  

…A internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? Só nos resta uma saída: produzir informação de alta qualidade técnica e ética. Ou fazemos jornalismo para valer, fiel à verdade dos fatos, ou seremos descartados por um consumidor cada vez mais fascinado pelo aparente autocontrole da informação na plataforma digital.

Com quem nós queremos falar? Com o Brasil real? Com o País que tem valores e olha para a frente? Ou queremos falar com minorias ideológicas, à direita e à esquerda, articuladas e barulhentas? Façamos jornalismo. Nada mais.

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