Arquivo do mês: maio 2017

Boas novas na previsão do tempo

mapserv (1)A página Satélite, do site do CPTEC/INPE, já mostra imagens do satélite GOES-16, lançado em novembro de 2016 pelos EUA e que está sendo considerado como o mais poderoso satélite meteorológico do mundo. Por enquanto as imagens e os dados apresentados servem apenas para testes e ajustes  do sistema e não valem como fonte oficial de informação, porém, pelo que observamos nas imagens, o estudo das previsões meteorológicas e do acompanhamento ambiental alcançara novas dimensões.  

A natureza paga a conta

barreira de coraisA Grande Barreiras de Corais da Austrália, um dos mais importantes patrimônios naturais do planetinha azul, está sendo ferido de morte, segundo os homens das ciências, devido ao aquecimento global, aquecimento que para muitos, que comungam das ideias do galego do topete dos EUA, não passa de uma enorme balela científica para frear o progresso das nações. Balela ou não, o aquecimento global é o terrorista número um quando se fala em crimes contra as causas da natureza e os estudiosos atestam que dois terços da Grande Barreira estão comprometidos e num grau praticamente irreversível. Pois é, e muitas vezes ficamos chateados com os ecochatos! Mas o que restaria hoje da Terra se eles não existissem? Muitas vezes em grupos de bate papo vejo pessoas reclamando da “absurda” proibição para uma simples e “inocente” visita ao magnífico Atol das Rocas, no litoral do Rio Grande do Norte, e me coloco como defensor da proibição é digo que o Atol é frágil, também sofre com os efeitos do aquecimento e infelizmente somos um povo muito mal educado para usufruir e lidar com o  turismo ecológico, basta ver o que acontece na Ilha de Fernando de Noronha, onde tudo acontece, mesmo sob as ordens de normas endurecidas. Não conheço a Grande Barreira de Corais, mas sei que o turismo por lá faz festa e muitas vezes quem faz festa, usa e abusa.      

Convite e agradecimento

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Tem coisas que nos deixa envaidecidos, até mesmo quando a vaidade não se faz presente em nossas vidas, porém, é aquele envaidecimento de quem caminha na estrada da ética, das boas causas, do comprometimento, traça rumos em busca do panteão onde são forjadas as amizades e recebe por isso o reconhecimento. Conheci a praia de Enxu Queimado, distrito do município de Pedra Grande/RN, há mais de 26 anos, e digo que foi amor a primeira visita e faço questão de divulgar esse amor por todos os lugares por onde andei e naveguei, vibrando com suas histórias, com o progresso que chega a passos lentos, mas é um progresso salutar, porque mantém Pedra Grande, e seu paraíso praia, com aquela áurea de lugares mágicos, onde a paz e a tranquilidade reinam absolutos por entre belos coqueirais. Hoje sou Enxu Queimado/Pedra Grande de corpo e alma, pois foi lá que passei a morar, depois que deixei o meu Avoante nas águas do Senhor Bonfim e voltei para o mundo urbano. Foi com surpresa, alegria e emoção que recebi da vereadora Lucia de Pedrinho, amiga/irmã que há 26 anos, com um sorriso de criança, nos deu as boas vindas em Enxu Queimado, que eu seria um dos homenageados pela Câmara Municipal de Pedra Grande, com o título de Cidadão Pedragrandense, durante solenidade neste sábado, 06 de maio de 2017, nos festejos em comemoração dos 55 anos de Emancipação Política do Município. Muito obrigado vereadora Lucia de Pedrinho! Muito obrigado vereador Pedro Henrique de Souza Silva, presidente da Câmara Municipal! Muito obrigado Pedra Grande! Esse título será para sempre honrado.        

Agora vou pegar pesado

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Agora vou falar e quem quiser que diga que a Bahia é terra de moqueca, o que não duvido e não nego, porém, o que duvido mesmo é que exista uma baiana arretada para fazer moquecas melhores do que as de Lucia. A danada aprendeu os segredos que foram repassados por Dona Aurora, nêga velha da nação independente da Ilha do Campinho, na enigmática e fascinante Baía de Camamu, e entre toques e retoques, aprumou a mão para produzir as melhores moquecas do mundo. A imagem aí em cima é de uma moqueca de peixe, que estava boa que só a mulesta. Há quem diga que sou suspeito para falar e pode até ser verdade, mas que é assim é. Tenho dito!

Amyr, um brasileiro

Amyr Klink - divulgaçãoO navegador Amyr Klink é uma daquelas pessoas irrequietas, porém, que mede e analisa meticulosamente os passos a ser dado. Dono de um invejável currículo escrito sobre as águas dos oceanos do mundo, Amyr é um brasileiro que faz acontecer. Em entrevista ao jornalista Rodrigo Lopes, no jornal gaúcho Zero Hora, o navegador fala do novo livro, Não há tempo a perder, dos seus empreendimentos, dos últimos acontecimentos do cenário político brasileiro, dos novos planos, entre eles o projeto de navegar a passagem Nordeste, que liga o Oriente e o Ocidente pelo Ártico, flerta com polêmicas e abre o verbo sobre o descaso histórico e a ultrajante burocracia com que nossos governantes tratam os assuntos ligados a navegação amadora. Veja a entrevista.      

ANAC assume o comando dos drones

151021_FT_Drone.jpg.CROP_.promo-xlarge2Os drones ganharam fama instantânea e se popularizam no mundo na mesma velocidade que sobrevoavam as cidades e hoje é quase uma febre. Em qualquer cantinho do planetinha azul podemos encontrar um operador fazendo fita para uma plateia abismada com as acrobacias da pequena aeronave e ávidos para ver os registros fotográficos colhidos lá do alto. Já teve história de gente, ao ver um drone sobrevoando sua cabeça, sair correndo e gritando pelas ruas pensando se tratar de um ataque alienígena. Entre o povo do mar, a engenhoca voadora faz a festa entre comandantes que desejam mostrar nas redes sociais seus feitos pelos mares. As más línguas alfinetam e dizem que tem comandante que de drone entendem pouco, mas de barco a vela tem muito o que aprender. Bem, o drone já mostrou para que veio e para todo tipo de serviço tem um modelo adequado e alguns equipados com destruidor poderio bélico, mas o que eu não sabia era que para utilizá-lo era preciso ter licença e seguir tomada uma legislação especifica. Digo isso porque o que mais se vê por aí são crianças e pessoas sem o mínimo de conhecimento, manuseando os controles, sem sofrerem o menor tipo de advertência por partes das autoridades. Recentemente vi que a ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, baixou regulamentação e irá exigir habilitação para quem usa drone com mais de 25 quilos e também para aqueles que alcance mais de 121 metros de altura, além de que, o piloto terá que ter mais de 18 anos.           

Cartas de Enxu 14

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Enxu Queimado/RN, 02 de maio de 2017

Sabe meu irmão, nesses tempos modernosos é cada vez mais complicado tentar entender alguma coisa e por mais que nos aproximamos da verdade, sempre nos deparamos com a incógnita de novos estudos, releituras, permissividades e daí a confusão é grande na cabeça de um cinquentão metido a jovial.

O ovo da galinha é o melhor dos parâmetros para medir a confusão em que estamos metidos, pois numa hora os ovinhos são os mais temíveis vilões do universo e no minuto seguinte torna-se inocente anjinho protetor da vida. Já cansei de ler notícias difamadoras sobre eles e basta o carro dos ovos da galega chegar na cidade, anunciado no microfone rouco a promoção de uma bandeja com trinta por onze reais, que sou o primeiro a ficar plantado na porta de casa para garantir minha parte dos ovos. Prefiro os vermelhos, mas juro que nunca vi diferença quando adquiro os brancos, mas entre o sim e o não, vou assim.

Rapaz, você viu que até a tapioca entupiu na peneira fina que trata dos alimentos não saudáveis? Pois foi e até um conterrâneo nosso, cabra comedor de tapioca, se encarregou de espalhar a desdita pelo meio do mundo. Meu irmão, onde danado já se viu tapioca com manteiga de garrafa fazer mal a algum cristão? E se for acompanhada com umas gingas fritas no dendê, lá do Mercado da Redinha? Vixi! Pois é homem, esse mundo está ficando cada dia mais sorumbático e cheio de trejeitos amarmotados. E eu que pensei que o mundo daria um salto para a melhoria nesses tempos de comunicações instantânea! Parece até que ficamos mais aburralhados, como bem diz uma amiga dessa beira de praia que estou pastorando.

E por falar em aburralhado, num é que até o dito primeiro mundo tem sofrido e tomado rumos que beira a esquisitice. Logo eles que batiam no peito, davam um pontapé na modéstia e arrotavam que eram países bem resolvidos política, econômica e socialmente. Balela para encher os olhos e ouvidos de um povo que gosta de aplaudir discursos de alquimistas. Aliás, eu nunca entendi bem essa tal escala para medir o mundo em um, dois, três, resto e escória, e agora é que não entendo mesmo, pois botaram tudo em um liquidificador e quem quiser que se exploda. E ainda inventaram um bebezão com os olhinhos puxados, único dono de um país empobrecido, cavalgando em cima de uma bomba bujão e doidinho para acertar o quengo de quem chamar ele de feio. Como disse um transeunte, numa calçada no centro de Natal: “Ele quer frescar… ”.

Pois é meu irmão, o rapaz latino americano se foi e deixou no ar aquele vazio que sempre deixam as coisas boas que acabam. O cearense era bom nas cantigas e vai demorar um bocadão para aparecer outro pelo menos igual. Lembra quando ele cantou assim: “…tudo poderia ter mudado, sim, pelo trabalho que fizemos – tu e eu. Mas o dinheiro é cruel e um vento forte levou os amigos para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos, e nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não…”. O cabra era bom em nos fazer pensar. Pena é que as verdades e emoção das letras são esquecidas quando a música termina. Mas vamos em frente, né!

E as chuvas invernosas? Por aqui tá bem chovido e o chão úmido, mas sinto falta daquelas chuvaradas de deixar a terra seca ensopada por vários dias, pois basta dois dias de sol para a poeira tomar conta do pedaço. Meu feijão já rendeu boas paneladas e estou adorando colher, debulhar e tomar o caldo bem quentinho acompanhado de uma dose da branquinha. O milho está crescido, mas não estou apostando nele para o São João, porque estou achando ele meio macambúzio. A batata doce fez uma rama mimosa e promete, mas o inhame demora, viu. O canteiro das hortaliças está mais fraco do que caldo de batata, mas também, quem disse que as lagartixas deixam as plantinhas em paz. Pense num bichinho para gostar de folha verde! Deve ser por isso que é magro!

Meu irmão, mudando de pau para cacete, e sabedor que você gosta de um vinhozinho: Fiquei espantado com a danação de coisas que o caboco precisa saber para dar uns golezinhos numa taça de vinho. Diz um professor que primeiro temos que descobrir o nosso próprio gosto. Depois vem uns tais valores subjetivos e também objetivos, vem ainda as experiências sensoriais e se depois de muita luta o cara gostar do vinho, mesmo assim ele não sabe se gosta ou desgosta, pois que vai dizer é outro que entende mais do que ele. Pense numa bebidinha cheia de pra que isso! Mas eu gosto, viu. Só não sei meu gosto é próprio ou impróprio.

Pois é Iranilson Lopes Matos, com um “t”, é assim que tenho visto a vida por aqui. Faz dias que você não aparece e quando vier, venha sem pressa de voltar, pois seus meninos já estão bem crescidos. Pode trazer os netos, que aposto um dindim que vão adorar. Diga a Nêga que mando um cheiro.

Até mais e um beijo.

Nelson Mattos Filho