Um gigante no cadafalso


Sao_Paulo_at_sea_(11522051596)Os poetas nos ensinam que as embarcações cumprem destinos, mas o que dizer daquelas que são abatidas em plena navegada pelo despropósito de alguém? Aprendi que um barco jamais será velho, porque sua alma está sempre renovada. Barco tem alma e a alma do valente e incompreendido navio aeródromo São Paulo, que nasceu Foch 99, em 1960, quando foi lançando ao mar para servir a armada francesa, está ferida de morte, porque o gigante de 265 metros, 32,8 toneladas e que acolhe 1.920 tripulantes, tem os dias contados para ir para o abate em algum cemitério de navios dos mares orientais ou africanos. A Marinha do Brasil anunciou, dia 14 de fevereiro, que uma pretendida reforma que daria sobrevida de quase 30 anos ao São Paulo mixou por falta de verba e interesse e sendo assim, o Brasil ficará sem sua Nau capitânia por longos anos, ou quem sabe para sempre, porque a compra de um novo navio aeródromo está fora dos planos prioritários do comando naval. Dia desses vi um comboio de Fuzileiros Navais desfilando pelas ruas de Natal/RN com a missão de vistoriar presídios, numa clara desvirtuação dos manuais das forças armadas. Pensando bem, para isso não é preciso navio, basta um jipe, né não?  

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2 Respostas para “Um gigante no cadafalso

  1. Bom dia Cmdte, também acho um despropósito muito perigoso, este precedente de forças armadas fora de seu lugar e de seu papel.

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