Viver não é preciso, navegar sem segurança também não é


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Na sequência da imagem acima, que aconteceu em abril de 2016, o barco de passageiros passa a toda velocidade e muito próximo do veleiro em que estávamos, ancorado em frente a Ponta do Curral, Baía de Tinharé/BA. Não foi uma situação de risco e nem ousamos fazer cara feia, porque isso é tão corriqueiro naquela região e a reclamação, na grande maioria das vezes, gera momentos de extrema má educação, quando não, uma velada ameaça de agressão. O melhor a fazer é abrir uma cerveja e curtir o sabor da paz. Estamos em plena estação onde o mar e o sol são os grandes senhores da razão e é justamente no verão onde ocorrem os maiores acidentes no mar, e não poderia ser para menos, porque muitos que se acham donos do mundo assumem o comando de embarcações que nem eles sabem o que estão comandando. E o pior de tudo é que até aqueles que se dizem profissionais da náutica muitas vezes assumem a vez de principiantes e o que mais se vê são acidentes e desrespeito as leis marítimas. – E a Marinha do Brasil? Bem, a Marinha em algumas situações age com rigor, porém, na grande maioria das vezes o infrator passa despercebido e sai pelas águas aprontando barbaridades. Quer saber? Basta ficarmos dez minutinhos em um point que tenha grande número de barcos circulando que veremos cenas de arrepiar. E não vá me dizer que as acenas acontecem apenas com um ou outro modelo de embarcação, porque acontecem com todas, pois má educação não escolhe modelo de barco. Recentemente li que um veleiro foi atropelado por uma escuna, acho que em Angra dos Reis, e que o feito ficou pelo não dito e o dito ficou pelo mal feito. Dizem que a autoridade naval cruzou os braços, o que me custa a acreditar, e o prejuízo ficou com o barco atropelado. – Será mesmo? – Se assim foi, degringolamos de vez! Nunca achei correto as ações tipo operação verão, porque temos quatro estações e em todas assistimos cenas que nenhum bom navegante gostaria de assistir. Se durante o ano inteiro acontecessem fiscalizações intensa e preventiva não estaríamos no mar passando os mesmos perigos que passamos nas estradas, que só tem fiscalização da lei seca e nada mais. A pirataria está aí tomando forma e gosto. Já está passando da hora da autoridade naval, ou outra que for de direito, assumir o timão da nau da insensatez, porque a frota de embarcações de esporte e recreio cresceu assustadoramente e não é com conversa bonita e operação localizada que se coloca ordem na casa. No mar o comando é imprescindível!         

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2 Respostas para “Viver não é preciso, navegar sem segurança também não é

  1. Cmdte, já falei tanto e tantas reiteradas vezes sobre os apuros em que me vejo envolvido quando estou passeando com minha família no meu minúsculo hobie cat 14, que já não tem mais nem graça.
    Muito bem lembrado é esta “nova novidade” que é a pirataria grassando solta.
    Quanto à Lei $eca, o que mais vale é inundar os cofres estaduais. Proteger vidas? Ora bolas, porque isto só acontece quando se gera uma receita das boas?
    Sei não, viu?

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