Arquivo do mês: novembro 2016

Dona dos meus olhos é você…

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E Nando Reis canta assim: “…Pois meus olhos vidram ao te ver/São dois fãs, um par/Pus nos olhos vidros para poder/Melhor te enxergar/Luz dos olhos para anoitecer/É só você se afastar/Pinta os lábios para escrever/A sua boca em minha…”

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Um crime universal

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Quando será que o mundo vai abrir os olhos e voltar esforços para busca uma solução para a matança de migrantes que todo santo dia acontece nas águas do Mediterrâneo, sem que ninguém ou nenhum país seja ao menos responsabilizado? Todos nós ficamos escandalizados com as intermináveis tragédias denunciadas pelos jornais, mas ninguém, e nem os midiáticos movimentos sociais, movem uma palha ou levantam uma bandeira para acabar com as mortes e os naufrágios. O que vejo é a culpa ser jogada somente sobre as costas dos traficantes, que alugam barcos sem nenhuma condição de navegação, como se governantes e autoridades não tivessem nada com isso. E o que dizer dos habitantes de países dito ricos que vão as ruas contra o acolhimento dos sobreviventes da carnificina? Para mim esse século XXI será marcado como o século da hipocrisia. Hoje, 15/11, mais um barco de borracha, superlotado, naufragou na costa da Líbia, deixando quatro mortos e centenas de desaparecidos. Quem nunca foi ao mar e enxerga o mundo apenas pela telinha de um aparelhinho celular, não imagina o terror que passa um tripulante de uma viagem sem esperança de chegar em algum porto, fugindo de guerras sem sentido, e com o aval da irresponsabilidade dos grandes “lideres” do mundo. Esse crime está sendo cometido por todos nós!       

Do reino dos avoantes

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Rabo-de-palha, alma-de-gato, anu-do-campo, anum-do-campo, pelincho, guirá-acangatara, piló, piriguá, piririta, quiriquiri, quiriru ou simplesmente Anu-branco. Uma das aves mais comuns no Brasil e maravilhosamente linda. – O que ela faz aqui nesse blog? – Nada não, apenas nos presenteando com sua beleza!

A Lua e seus mistérios

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Pois bem, ontem, 14/11, mais uma vez ela fez bonito e foi a rainha da noite para zilhões de cliques ao redor do mundo. Duvido que tenha existido algo ou fato mais retratado nos últimos séculos do que essa espetaculosa super Lua. Onde existiu céu de brigadeiro ela estava lá, posando toda faceira para fotógrafos ávidos em buscar o melhor ângulo e provar suas criatividades. Eu mesmo coloquei minha máquina no bisaco e saí de casa assim que o Sol esfriou e me posicionei sobre uma duna, na praia de Enxu Queimado/RN, para esperar o grande espetáculo no firmamento. Eu é que não ia esperar para 2035, que dizem o fenômeno acontecerá novamente, pois sei lá, esse mundo está tão estranho! Quer saber? – Do meu ponto de observação a super Lua septuagenária não me pareceu maior do que suas irmãs menos famosas, mas no quesito brilho ela foi imbatível, me encantou e não teve como não lembrar de Celly Campello: “Tomo um banho de lua, fico branco como a neve/Se o luar é meu amigo, censurar ninguém se atreve/É tão bom sonhar contigo, oh! Luar tão cândido….”. Hoje saí cortando caminho pelas veredas da grande rede universal para ver os comentários sobre a lua gigante, e o que mais me chamou atenção foi uma matéria no jornal potiguar Tribuna do Norte, com o cientista, professor e velejador José Dias do Nascimento Júnior, em que ele detalha o fenômeno em uma linguagem simples, objetiva e para todo entendedor, e afirma que o homem foi a Lua sim – pois tem gente que não acredita nem recebendo dinheiro. Mas o que me deixou intrigado foi Zé Dias dizer que em algum século do futuro a Lua vai perder força e se espatifará sobre a Terra. Será o fim das paixões? O que será feito dos poetas, seresteiros, das bruxas, dos lobisomens e dos amantes? E as marés? Eeeeeh!!!   

A super Lua

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Hoje é o dia dela, depois de quase setenta anos ela reapareceu diante dos olhos do mundo. Será que na apresentação anterior ela causou todo esse reboliço midiático? Será que naquele tempo alguém se lembrou de bater pelo menos um retrato? Bem, sobre essa Lua mais brilhante do que o normal falarei depois, mas foi assim que a avistei sobre o mar e as dunas da praia de Enxu Queimado/RN.

Recado para o amadorismo

img_2575A equipe chinesa Dongfeng, que terminou em terceiro lugar na última edição da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, anuncia que estará de volta na edição 2017 – 18 e novamente com o francês Charles Caudrelier no comando do barco. O time chinês espera repetir o sucesso que teve na prova de 2014 – 15 e o patrocinador espera ampliar a atenção recebida, tanto na China, como no mundo. A Dongfeng está entre as cinco maiores montadoras de automóveis chinesas e seus diretores afirmam que a participação na regata ajudou a ampliar seus negócios. Essa é mais uma prova de que o iatismo quando bem administrado é uma poderosa ferramenta de mídia e só não enxerga quem não quer ver. Esse é mais um recado para quem continua apostando no amadorismo de brincar de regatinhas.  

Uma regata para valentes

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Para quem gosta de proezas, taí uma que deixa muito marmanjo roendo as unhas de vontade de enfrentar, porém, tem coisas na vida que não é para qualquer um, ainda mais quando a proeza tem que ser conseguida sobre os domínios encantados de Netuno e Iemanjá. Largou hoje no porto de  Les Sables d”Olonne, na baía da Biscaia, costa atlântica francesa, a mais instigante e indecifrável das regatas de volta ao mundo, em que homem, barco, mar e os elementos que regem as forças da natureza, precisam conviver em perfeita sintonia pelos oceanos mais mal humorados do planeta, que são os mares do sul. Essa é a Vendée Globe, uma prova onde os barcos são tripulados por apenas um homem e conta apenas com duas regras básicas: Não parar em lugar nenhum (quanto muito podem regressar à partida para reparações e voltar a partir); e não serem de forma alguma assistidos a partir do exterior. Os franceses, donos da prova, praticamente dominam a competição, que este ano comemora a oitava edição e conta com 29 barcos inscritos. Para desbancar a supremacia francesa, o inglês Alex Thomson, uma lenda viva do iatismo mundial, é um dos participantes internacionais que aposta todas suas fichas que subirá ao alto do pódio, e nesse primeiro dia de competição já se adiantou na frente da flotilha. A organização da prova acredita que o primeiro colocado cruzará a linha de chegada em menos de 78 dias – que foi o recorde estabelecido na edição 2012/2013 – de insana velejada, devido a uma novidade estrutural nos veleiros, um foil em cada lado – dois patilhões – que dizem parecer com os bigodes de Salvador Dali, que faz com que os veleiros alcancem velocidades acima dos 30 nós. No site da regata, vendeeglobe.org, você acompanha a prova minuto a minuto.