O turismos náutico e seus entraves


cruzeiro

Vi uma postagem no blog do jornalista potiguar Flávio Marinho, sobre a atracação de um navio no Porto de Natal na quinta-feira, 17/11, vindo das águas do Caribe. O navio Seabour Quest, com 400 passageiros e 100 tripulantes, foi festejado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) que avalia um incremento de mais de R$ 300 mil na economia de Natal/RN apenas com os gastos dos passageiros nas dez horas que permaneceu na capital potiguar. O navio atracou às 7 horas da manhã e desatracou às 17 horas com destino a capital do frevo. Pelas estimativas de cálculos, cada passageiro gastou mais de U$ 200 dólares em suas andanças por Natal. Lendo a matéria lembrei de um estudo que tomei conhecimento em 2005 sobre veleiros de cruzeiro que ancoravam em Salvador/BA e Rio de Janeiro/RJ. O estudo tinha como objetivo levantar subsídios para a Lei 4644/04, que regulamenta a permanência de embarcações de turismo no Brasil e que tem como função alavancar o turismo náutico no país. Segundo o estudo de onze anos atrás, a média de gasto de cada veleiro visitante que atracava na Bahia e Rio de Janeiro era de U$ 450,00 dólares por dia, considerando despesas dos  tripulantes e serviços de marina. Como cada estado envolvido na pesquisa recebia em média 100 embarcações por mês, dava uma arrecadação mensal por estado em torno de U$ 1.350.000,00 dólares. Mesmo que se retire todos os exageros embutidos na pesquisa, ainda seria uma boa fonte de recursos. O turismo náutico em veleiros de cruzeiro é uma realidade mundial e o Brasil, dono de um litoral extraordinário, infelizmente ainda não despertou para esse nicho de mercado. – Basta culpar os governos pela cegueira? – Claro que não, porque o problema também está dentro dos clubes náuticos. Tem clube que recebe o visitante apenas como obrigação e de tanto fazer cara feia, o visitante levanta âncora e os dirigentes e associados ainda festejam. Natal, que aplaudiu o Seabour Quest, tem tudo para receber inúmeros veleiros de cruzeiro devido a sua localização geográfica, mas dispõe apenas de um iate clube, dotado de pequena infraestrutura, e hoje perde feio para a vizinha Paraíba, que conta com pelo menos quatro marinas e todas elas praticamente sem vagas disponíveis. Em algum dia do futuro aparecerá um governante ou gestor de clube náutico que olhe para o mar e veja que ali tem uma porta de entrada.

2 Respostas para “O turismos náutico e seus entraves

  1. As mulheres brasileiras poderiam dar uma ajuda na missão de preparar melhor os seus filhos para quando um deles assumir a função de gestor público tenha olhos voltado para o mar.

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