Usos, costumes e linguagem no mar


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Mesmo aqueles que nunca subiram a bordo de uma barco já ouviram falar, em algum momento da vida, nas palavras proa, popa, bombordo, boreste, vante e ré, termos próprios da navegação. Mas o que eles significam e como surgiram, nem todo navegante sabe. O site da Marinha do Brasil, na seção Tradições do Marque copei e colei abaixo, o item “Posições relativas a bordo”, para trazer até vocês –, é uma boa fonte de informação e conhecimento para quem deseja saber um pouco mais e matar as curiosidades sobre as coisas do mar.     

CONHECENDO O NAVIO

POSIÇÕES RELATIVAS A BORDO

As posições relativas ao navio, para assim: se estiver na parte de trás, estará a quem está a bordo, são consideradas ré e se estiver na parte da frente do navio, estará a vante; se estiver voltado para a parte da frente – parte de vante – o lado que fica à direita é chamado boreste e o lado que fica à esquerda é chamado bombordo. A parte da frente do navio é a proa; a parte de trás, Sipopa.

A popa é uma parte do navio mais respeitada que as demais. Nos navios de guerra, todos que entram a bordo pela primeira vez no dia, ou que se retiram de bordo, cumprimentam a bandeira nacional na popa, com o navio no porto. Ela está lá por ser a popa o lugar de honra do navio, onde, já nos tempos dos gregos e romanos, era colocado o santuário do navio, com uma imagem ou “Puppis”, de uma divindade. O termo popa é derivado de “PUPPIS”.

Os lados do navio são os bordos e o de boreste é mais importante que o de bombordo. Nele, desde tempos imemoriais, era feito o governo do navio por uma estaca de madeira em forma de remo, chamada pelos navegantes gregos de “Staurus”.

Os antigos navegantes noruegueses chamavam a peça de “staurr” que os ingleses herdaram como “steor”, denominação dada ao remo que servia de leme, e “STEORBORD” ao bordo onde era montado, hoje “starboard”. Ao português, chegou como estibordo. Os brasileiros inverteram a palavra para boreste (Aviso do Almirante Alexandrino, Ministro da Marinha) a fim de evitar confusões com o bordo oposto: bombordo.

A palavra bombordo tem vínculo com o termo da língua espanhola “babor” que, por sua vez, parece ter origem ou estar relacionada à palavra francesa “bâbord”. Na Marinha francesa os marinheiros que tinham alojamento a bombordo, eram chamados de “babordais” e tinham os seus números internos de bordo pares. Ainda hoje, na numeração de compartimentos, quando o último algarismo é par, refere-se a um espaço a bombordo, quando é impar, refere-se a boreste.

As marinhas de língua inglesa, ou a elas relacionadas, não utilizam expressões próximas de “bâbord”. Balizam o bordo oposto ao do governo de “port”, ou seja, o bordo onde não estava o leme e que, por esta razão, ficava atracado ao cais, ao porto; daí a expressão “port”, bordo do porto.

O navio é dividido em seções horizontais chamadas conveses. São os pavimentos. Um deles serve de referência para contagem e é chamado convés principal. Os demais são balizados em relação ao principal, para cima, como os conveses da superestrutura; e para baixo, até o porão. Quem neles estiver, nos conveses abertos é considerado como estando no convés ou em uma plataforma.

Os conveses cobertos, do convés principal para baixo, até o porão, são chamados de cobertas. É dito que quem neles se encontra está cobertas abaixo.

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