Sonhe, acredite e vá


Acho que todo brasileiro, mesmo aquele que nunca assistiu e nem gosta de futebol, lembrará com amargura das duas Copas do Mundo que aconteceram no Brasil. A de 1950 fomos pegos no contra pé pelos deuses do futebol e a nação brasileira chorou diante do triunfo da seleção uruguaia. Em 2014, euforia, alegria, esperança, histerismo, patriotismo, certeza e mais uma infinita lista de substantivos motivacionais deram lugar a uma impactante incredulidade que nos deixou paralisados diante de um time adversário que também não acreditava no que estava acontecendo. O que será que houve dentro das quatro linhas do estádio mineiro que fez calar uma nação, até então conhecida como dona do melhor futebol do mundo? Para mim, que entende de futebol tanto quanto um ermitão entende de carnaval, a resposta não estava naquele estádio e sim, nas maravilhosas águas do litoral de Santo André, no Sul da Bahia. Foi lá, nos redutos do nosso descobrimento, que a seleção alemã foi buscar os elementos para conquistar a Copa do Mundo e consequentemente nos fazer ver que, assim como no cotidiano da vida urbana, política e empresarial, precisamos de líderes inovadores, éticos, integrativos, eficientes, produtivos, comprometidos, adaptáveis e que gerem resultados vitoriosos para o bem comum. Não está nas areias da Praia de Santo André e muito menos nas confortáveis instalações do hotel de sonhos, que a colheu os alemães, a resposta para o acachapante 7 x 1. Talvez, quem sabe, a resposta esteja na forma como eles foram acolhidos pelos nativos e na impressionante interação afetuosa que se deu entre jogadores e a população daquele lindo pedaço de Brasil. Pode ser também que o segredo da vitória tenha passado pelos abraços, apertos de mãos e troca de presentes entre os gringos e os nativos das terras do descobrimento, mas ninguém prestou atenção quando uma Nau modernosa ancorou ao largo, como fizeram os descobridores, e emitiu sinais somente compreendidos pelos visitantes futebolísticos. Os jornais olharam para o veleiro majestoso na linha do horizonte e vislumbraram apenas como mais uma mania exótica dos gringos, não sabendo eles que ali estava sendo forjada a senha para meter a mão na taça. Pois bem, recentemente participei de um curso de Cultura da Liderança, no Sebrae/RN, e, na primeira aula do segundo módulo, foi passado o vídeo que ilustra essa postagem. No vídeo, que fui buscar no Youtube, está contido tudo o que a Seleção Alemã foi buscar a bordo de um veleiro e que serviu, não como meio de transporte para um passeio pelo mar da Bahia, mas como um valioso laboratório motivacional para transformar em eficiência a equipe que chegou sobrando na Copa do Mundo 2014. Se você não acredita, veja o filme.   

  

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