Arquivo do mês: julho 2016

O que é Prolam?

1907475_661575017309217_4939847334748399202_nO texto abaixo foi escrito pelo maranhense Sérgio Marques e publicado em seu facebook, em março de 2015, e hoje posto aqui pela leveza da explicação. Sérgio é construtor naval, proprietário do estaleiro Bate Vento, fabricante das velas Bate Vento e maravilhoso fazedor e cultivador de amizades. O tema abordado é recorrente no meio dos clubes náuticos ou roda de bate papo de velejadores e não conheço pessoa mais indicada para discutí-lo sem paixão se não o Sérgio Marques, que aliás é fabricante de velas de PROLAM. 

Comunidade de vela do Ceará pergunta que material é Prolam:
Enviaram esta questão para o nosso site da Bate Vento, resolvemos compartilhar.
O nome PROLAM surgiu justamente da dificuldade de se encontrar o dacron (poliéster) de qualidade e preço acessível no Brasil. Algumas velerias divulgaram o uso alternativo de um tecido, a favor de uma LONA nacional; PRÓ LAMinados de lonas leves em polietileno já usados em algumas canoas. Daí o PROLAM. Então com essa nomenclatura ou esse nome, ninguém vai achar no comercio, é alcunha do(s) mestre veleiro para o material …
Mas uma marca de lona polietileno ficou comercialmente famosa e conhecida que é a LONA LEVE , é por este nome que deve se procurar nas casas de lonas aí em Fortaleza..
Mas, advirto que não basta a lona, o sucesso do uso deste material sobretudo em multicascos, está na forma do corte obedecendo o sentido dos fios mais resistentes do laminado de acordo os esforços da vela. Também está no balanceamento do mesmo, conforme o regime dos ventos da região, por exemplo a vela que a Bate Vento faz para Angra ou Brasília é distinta daquela que fazemos para o Ceará. Diferentemente do “dacron” que é fornecido em várias gramaturas, 6oz; 7 oz. 8 oz, 9 oz, etc…. a lona leve é encontrada em apenas uma gramatura (num único peso).
Conforme for, nas áreas determinadas vão três camadas, duas camadas e uma camada em cada painel. Para isso precisa-se ter um conhecimento da técnica de corte de velas, de uma colagem especial das camadas e costura zig zag três pontinhos. Isto é possível com um o corte da vela perfeito (preciso) em tri radial, executado por um competente mestre veleiro. Anexo uma foto de um BV26 com velas Bate Vento, com este corte, técnica e material.

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A volta ao mundo do Avião Solar Impulse 2

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Estamos próximos de assistir mais uma conquista da humanidade e em cores bem mais harmoniosas para o futuro do nosso planeta. O Avião Solar Impulse 2 faz as últimas horas de voo para concluir a volta ao mundo utilizando apenas energia limpa vinda do Sol. O Impulse 2 partiu em março de 2015 e deverá pousar em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, ainda nessa segunda-feira, 25/7. O Solar Impulse 2 pesa 1,5 toneladas, tem envergadura semelhante a um Boeing 747, voa em média a 50 quilômetros por hora.  A volta ao mundo do Impulse 2 durou um pouco mais do que o previsto, porque na parada que fez no Havaí teve que permanecer por dez meses para reparo em algumas baterias. Como bem diz os seus idealizadores:  “Este voo vai provar o poder da tecnologia limpa para mudar o mundo”. Veja mais sobre a viagem do Avião Solar pelo site Solar Impulse e acompanhe o voo ao vivo. Fonte: Veja.com

O rastro

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“O homem deixa o rastro de sua passagem”

Vida ligeira

Somos sim criaturas apressadas e que acorda a cada dia com a ideia fixa de mostrar ao relógio que ele não tem o poder que acha que tem para frear nossos ímpetos pelas conquistas. Que saber? Estamos a beira de mais uma olimpíadas para provar aos ponteiros a nossa razão – mesmo que para isso tenhamos que se apegar com o subterfúgio das drogas – de que somos capazes de correr mais do que nossas pernas para cravar um segundinho a menos no limite anteriormente estabelecido. Até onde chegaremos ninguém jamais saberá, mas é assim desde que nossos ancestrais enveredaram pela trilha dos humanos. Na semana passada a NASA divulgou um vídeo que mostra o desenrolar de um ano terrestre em apenas dois minutos. O filme é a junção de 3 mil fotografias tiradas pelo satélite Deep Space Climate Observatory, que está estático em algum lugar no espaço, onde as gravidades da Terra e do Sol se igualam, e durante 365 dias bateu um retratinho do nosso planetinha azul a cada duas horas. O objetivo, segundo os cientistas bisbilhoteiros, é monitorar as nuvens e, a partir das imagens, estudar a temperatura e ter um importante fator para os estudos das mudanças climáticas. Pois é, dizem que apressado come cru, mas será na pressa de um ano em minutos que descobriremos boas verdades sobre nós mesmos. Deve ser por essas e outras que a sabedoria popular diz que a vida está por um segundo.         

Diário de Julho, nas palavras de uma alma boa

03 - março (417)

– Meu caro amigo e jornalista Flávio Rezende, domingo é um dia de alegria e não de choro, mas nesse domingo, 24/07, você me fez chorar e por isso estou alegre. Alegre por receber a surpresa dessa homenagem. Alegre pela sua amizade e das amizades verdadeiras que cultivamos nas ruas de um Tirol tão amado e que produzem adocicados frutos até os dias de hoje. Obrigado e receba um grande beijo nesse seu coração do Bem.

Diário de Julho

BERIS, um amigo avoante & aventureiro

Caminhar, observar e escrever é quase uma rotina. Vício? Pode ser se indicar algo positivo, repetição prazerosa.
E hoje o olhar foi a esquerda do caminho. A visão fixou no mar e a mente se enfronhou nas velas do passado embalada por doces recordações.
Vendo as ondas que chegam a beira mar, resultantes de correntes marinhas, ventos, topografias e temperaturas, avoei ao passado no Tirol onde jogava biloca com Tutu, Lucrécio, Beris, Mingo, Mário e Hermane, entre outros, pelas ruas Conselheiro Brito Guerra, Teotônio de Carvalho, Ipanguaçu e Ângelo Varela, além de puxar latas de leite cheias de areia, curtir 31 Alerta e colecionar embalagens de cigarro com destaque para Hilton, sempre brilhante e rara.
Beris é o apelido de Nelson Mattos Filho e ele é o homenageado por ter protagonismo em várias áreas.
De todos os amigos foi Beris o primeiro a nos mostrar o universo dos negócios. Enquanto tínhamos pais bancários, juízes e profissionais liberais, seu Nelson era empresário. Tinha padaria. Aquilo era muito interessante e Beris desde cedo navegou naquele mister.
Seu pai também tocava trompete e reunia amigos em sua casa com escadaria acentuada para baixo, onde saxofones e demais instrumentos nos brindavam com melodias diferentes.
Sua mãe, uma dama nata, irmãos e irmãs maravilhosas com esses diferenciais, emolduravam os Mattos com esta aura de peculiares atividades.
O tempo passou, a morte precoce do pai tornou Beris um emergente padeiro e supermercadista e eis que surge a bomba: ele largou tudo, comprou uma embarcação e vive agora para cima e para baixo navegando, cozinhando, escrevendo para jornais, blog, publicando livros e mais feliz que pinto em beira de cerca nos brinda com suas pérolas cotidianas.
Depois de avoar por estas ondas do passado voltei a observar o mar.
Faz bilhões de anos que as ondas vem e vão, incansáveis, assim como nossas almas imortais, indo e vindo, aprendendo, empreendendo, ensinando, errando, acertando, ao sabor de ventos, topografias, correntes, influências, permanentemente pensando de onde vem e para onde vão…
Um homem que amassou o pão, nasceu entre trompetes e trombones, vive singrando os mares, certamente deve ter respostas mais alísias destes bravos ventos que nos aliviam o calor dos tempos que atravessamos.
Admiro você Beris. Seja sempre feliz.

Ps – ” Indagado sobre que tipo de mensagem ele pretende passar com Diário do Avoante, Mattos é enfático: “Que nunca devemos deixar para trás nossos sonhos para não cairmos no vazio da lembrança que nunca houve. Hoje eu vivo um sonho que muitos já sonharam, mas que não tiveram coragem de realizar”.

g1.globo.com/…/ex-empresario-larga-empregos-para-viver-em-b…

Sobre seu pai:
https://diariodoavoante.wordpress.com/tag/dia-dos-pais/

Flávio Rezende, em Ponta Negra aos 24 dias do mês sete no ano de 2016. 10h10

Ps: O jornalista, escritor, ativista das causas humanitárias Flavio Rezende é a verdadeira essência do que podemos chamar de uma alma boa. Idealizador e fundador da Casa do Bem Dr. Fernando de Rezende, uma organização não governamental, localizada no bairro de Mãe Luiza, em Natal/RN, que tem como objetivo, não somente ocupar jovens em situações de risco com atividades culturais, esportivas, educacionais e sociais, mas desenvolver inúmeros projetos que ajudem idosos e comunidades carentes. Com o lema “Fazer o bem sem olhar a quem” a Casa do Bem virou sinônimo de boas ideais sociais e é reconhecida como entidade de utilidade pública a nível estadual e municipal.

Aviso aos navegantes – Alerta de ressaca

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A Marinha do Brasil alerta para ocorrência de ressaca entre Touros, litoral do Rio Grande do Norte, e Aracaju, capital sergipana, entre os dias 23 e 26 de julho. A previsão é de ondas entre 2 e 2,5 metros de altura. As Capitanias dos Portos dos estados em alerta pede que pequenas embarcações evitem navegar enquanto durar o aviso e demais embarcações redobrem a atenção, verificando material de salvatagem, motores, casco, bomba de esgoto e rádios.

A causa do desaparecimento do veleiro Taipan foi um raio

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Pronto, o mistério do sumiço do veleiro argentino Taipan, que estava desaparecido no mar entre Santa Catarina e a Argentina, foi desfeito e como foi informado aqui, a embarcação foi localizada na Ilha do Coral. Mas no afã de ver o que o skipper teria a dizer, vasculhei os sites de notícias, e até jornais de Santa Catarina, porém, o máximo que consegui foi na telinha antenada do Portal G1, pois o mundo anda as voltas com a barbárie deslavada de matanças com víeis religiosos e o noticiário tupiniquim anda escanchado nos elos olímpicos da Rio 2016. O Skipper, pelo menos foi o que li no G1, não falou muito e acho até que não falou nada que se aproveite para um inquérito naval, ou que sirva de combustível para um alegre bate papo de palhação de clube náutico – onde tudo acontece e em elevados índices dificultosos. O homem desembarcou no píer do Iate Clube Veleiros da Ilha, mais cansado do que caminhão carregado subindo ladeira, e disse apenas que a causa foi um raio. – Raio? – Bem, foi isso aí. Para quem esperava uma história que envolvesse grande ondas, mar em fúria, ventos terríveis ou mais uma penca de milacrias, o raio foi uma ducha de água fria no ânimo. A história do Zé das Cabras, ou Zé de d’Angerca, eremita que ocupou a Ilha do Coral por 36 longos anos, tem passagens mais aventurescas. Certa vez, conversando com um francês, velejador e construtor de veleiros, ele disse assim: “Não sei por que tantos velejadores fantasiarem tanto as viagens em veleiros”. Pois é, né!