O Porto Distante


imageTem histórias que se tornam misteriosas para o sempre e por mais que os registros oficiais e historiadores se arvorem em detalhar explicações, a penumbra nebulosa que as encobre mais se torna intransponível. Já se foi 70 anos do final da segunda grande guerra e o mundo ainda não digeriu nem um terço de suas causas e consequências. aliás, quem em sã consciência consegue entender uma guerra? Talvez os generais! Talvez os sedento de poder! Talvez os amalucados! Talvez os defensores da fé a todo custo! Talvez as ideologias transvestidas de santidades e espantos demagógicos! Ou talvez não muito, mas apenas a vontade de dois bicudos de se beijarem. O ditado ensina que só existe briga quando dois querem. – E quando muitos querem? – Bem, aí a briga é grande, vira barraco e sobra para quem não tem nada a ver com a peleja. A história do navio de guerra brasileiro Cruzador Bahia, que explodiu na costa do nordeste em julho de 1945, quando a briga mundial já estava nos descontos, é mais um caso que não casa com coisa nenhuma, ficou o dito pelo não dito e a história vem sendo contada entre o sim e o não e até em romance, como no livro “O Porto Distante”, escrito pelo Oficial de Marinha (R1) Paulo Afonso Paiva. Confesso que não li o livro, mas gostaria de ler e vou ler, porém, recebi do autor a sinopse para divulgação. O livro está sendo vendido diretamente pelo autor através do email: paivap50@gmail.com

A segunda guerra acabou na Europa no dia 8 de maio de 1945, mas continuou no Oriente. No dia 4 de julho daquele ano, o Cruzador “Bahia”, que estava fundeado próximo aos Rochedos de São Pedro e São Paulo – em apoio aos aviões americanos que vinham da Europa – repentinamente explodiu. Dos 382 tripulantes, somente 36 sobreviveram. O inquérito deu como causa “incidente de tiro”. No dia 10 de julho daquele ano, o submarino alemão U-530 rendeu-se na Argentina e no dia 17 de agosto, o U-977.

Durante a guerra, a Marinha brasileira estava subordinada à IV Frota Americana, com sede no Recife. O caso do “incidente de tiro” nunca foi assimilado no meio naval. No entanto, somente agora, com os documentos da Marinha Argentina tornados públicos foi que se soube a verdade. Dois jornalistas argentinos descobriam por que os americanos encobriram esse crime. Houve uma barganha entre os alemães, o Pentágono e os argentinos. O livro “O Porto Distante” conta essa história de forma romanceada, mas verdadeira.

Pergunte-se a qualquer jovem o que foi o “Titanic” e eles dizem, mas perguntem o que foi o “Bahia” – o nosso Titanic “ – e ninguém sabe. Honra àqueles homens que morreram cumprindo seu dever.

Uma resposta para “O Porto Distante

  1. É a feladaputice sempre presente na politica

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