A Ilha do Coral


A Ilha do Coral, ou Ilha dos Corais, como queiram, onde foi localizado o veleiro Taipan, de bandeira argentina e que estava desaparecido no litoral de Santa Catarina – click AQUI para ver a notícia – me chamou atenção e fui saber um pouco de sua história nas páginas virtuais do Wikipédia. Para começar, e preciso dizer que as belas imagens que ilustram essa postagem foram copiadas do site da Escuna Vento Sul II, que conheci em Natal, em 2009, com uma tripulação arretada de boa, sob o comando do navegador e mergulhador Zé Luiz. Segundo o Wikipédia, a Ilha do Coral fica a 45 minutos de barco do continente, mas a localização que consta no site da enciclopédia virtual, nos remete aos mares do hemisfério norte, um erro de milhares de milhas. A Ilha, que fica em frente a Praia de Garopaba, é propriedade da Marinha do Brasil, porém, já teve um dono. Dizem que por lá viveu durante trinta e seis anos um senhor de nome Zé d’Angerca, ou Zé das Cabras, que ao ter perdido a esposa, durante o parto da filha caçula, se mudou de mala e cuia para a ilha com a recém nascida e outra duas filhas. As filhas logo que alcançaram a idade de casar voltaram ao continente e deixaram o morando sozinho. Zé da Cabras construiu uma casinha, fez um roçado e criou galinhas e cabras, além de pescar e vender a produção do pescado no continente. Dizem que ele salgava os peixes com o sal recolhido nas rochas. O texto da biblioteca virtual conta que o Zé das Cabras num era besta não, pois vendeu a ilha para alguns desavisados várias vezes, inclusive para um gringo, mas nunca entregou. Quanto ao dinheiro: ficou o feito pelo mal feito! A notícia das vendas chegou aos ouvidos dos comandantes da Marinha do Brasil que para lá enviaram a ordem para que acabasse com essas maruagens e que a partir daquele dia ele seria apenas o que sempre foi, ou melhor, um simples morador. Os Almirantes também determinaram normas a visitação e isso deixou o muito magoado, fazendo com que ele abandonasse a vida de eremita e voltasse a viver no continente. O faleceu em no ano 2000 de causa não sabida, mas sua história está encrustada nos corais da ilha catarinense. Foi nesse cenário de sonho que o Taipan foi localizado e agora vamos esperar que ele esteja atracado em um porto segura para escutar o que seu comandante tem a contar. 

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