Da Canastra ao Atlântico nas telas de um poeta


O Velho Chico Ilustrado é mais do que um trabalho maravilhoso do pintor Otoniel Fernandes Neto, musicado pelo seu irmão, o velejador, violeiro e bom de prosa Elson Fernandes Mucuripe. O vídeo divulgado pelo YouTube é uma apologia a grandeza e a beleza de um dos mais importantes rios desse imenso país abençoado pelo arquiteto da natureza. O São Francisco sempre foi desejado pelo povo do mar e os segredos e mistérios de sua navegação atiça o sonho de velhas e novas gerações de navegantes. O Velho Chico é grande, pequena é a alma daqueles que assumem a caneta que transforma homens em bestas-feras e faz com que o grande rio nordestino agonize em desespero ao longo dos séculos. Em 1999 o artista Otoniel Fernandes, seguindo o instinto de sua origem temperada com o suor da terra brocada pelo sol, foi até a nascente do Rio, na Serra da Canastra, e meteu-se a pintar e a caminhar até se deparar com a imensidão do meio do mar. A poética viagem do pintor, musicada em verso e prosa pelo violeiro Mucuripecabra da peste que só vendo –, no disco “Velho Chico, Uma viagem musical”, rendeu 70 pinturas que foram expostas nas cidades ribeirinhas ao longo do Chico e seguiu oceano adentro até desaguar em Miami/EUA. Otoniel é um apaixonado pelo Rio São Francisco e já o retratou em mais de 150 telas, e não era para menos, porque o velho rio nordestino é um modelo amostrado e dono de um arquivo infinito de poses. Pela maravilha de trabalho, pela importância do Rio São Francisco, pelo amor as coisas encantadas desse Brasil mais lindo, pela emoção de assistir coisa tão bela e mágica, trouxe o vídeo para ilustrar e iluminar as páginas desse Diário.  

2 Respostas para “Da Canastra ao Atlântico nas telas de um poeta

  1. julival fonseca de Góes

    À meu ver, o Velho Chico, Chicao, Rio das Barbas Brancas e até mesmo o pomposo nome de Rio da Integração Nacional, destaca-se dos demais rios, não apenas por sua grande extensão superior a 3.100 km( são 3.161 km). Também não tem muita relevancia de ser o 18º maior rio do mundo,
    nem tampouco de ser o terceiro maior rio fluvial do Brasil. Nem mesmo sua extraordinária bacia hidrográfica de 640.000k2, o tornam de ser muito admirado. Também as suas barragens, todas em condições de se praticar o esporte a vela, no caso, a de Três Marias(MG), Paulo Afonso e Xingó, entre Sergipe e Alagoas.Vale lembrar ao Lago de Sobradinho, um dos maiores do mundo. Todos, com suas exclusivas e raras belezas. Mas, o que mais se destaca entre o cansado Velho Chico e todos os demais, é sua rara e exclusiva beleza. Bucólicas praias banhadas por águas de cores variadas. Nos deixa visivelmente emocionados quando suas doces águas, são sugadas pela avidez das águas salgadas do majestoso oceano, sempre insaciável. Quando oportuno, sugerimos que o amigo e quem mais desejar, façam uma visita à sua foz. Caso ainda reste alguma coisa, poderão ver o que o descaso das esferas públicas, fizeram ao longo dos anos da Ilha do Cabeço. Também com sorte, poderão ver o farol, de tantos serviços prestados. Um abração,
    Julival Fonsêca de Góes( SEDUTOR, o veleiro amigo)

    • diariodoavoante

      Julival, seus comentários são fontes de saber e horizontes. Seguirei seu conselho e vou até a Foz do Chico.Abraços,

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