Arquivo do mês: maio 2016

Encontro Nacional da ABVC

abvc..abvcA ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro – realizará entre os dias 26 e 28 de maio, na Marina Bracuhy, Angra dos Reis, o seu 14º Encontro Nacional. O evento é aberto a todos que desejarem participar e não somente a associados da entidade. As inscrições podem ser feitas diretamente no site: abvc.com.br

Programação

Palestras

  • Volta da América do Sul – José Zanella e Eduardo Zanella – Volta da América do Sul no sentido anti-horário no veleiro Guga Buy, com contorno do Cabo Horn.
  • Ubatuba à Argentina em um 33 pés e a conserva de alimentos – José Spinelli Neto – Relato da navegação à vela feita pelo velejador José Spinelli Neto de Ubatuba até a Argentina no final de 2015. Também irá comentar as técnicas de conserva de alimentos que utilizou.
  • Pintura de barco: obras vivas e mortas – Raymond Granthan – Como identificar as necessidades de reparo em cascos de fibra de vidro bem como realizar a sua manutenção. A palestra abordará de forma prática as melhores técnicas para realizar a pintura de costados, decks e a pintura do fundo (obras vivas).
  • Velas em ventos de través a popa – Gabriel Borgstrom – Nesta palestra serão apresentadas as velas que podem ser utilizadas em ventos de través, alheta e popa e sua regulagem. Além disso, serão apresentadas dicas de manutenção de vela com vista a aumentar sua durabilidade.
  • Homem ao mar e velejada em capa – José Spinelli Neto – Nesta apresentação em auditório, serão apresentadas as técnicas de capear e de resgate de home ao mar.
  • As aventuras do veleiro Red Max (palestra em ingles) – Bastiaan Van Rijswijk – Bate papo com os tripulantes do veleiro RedMax sobre as aventuras e descobertas realizadas a bordo.
  • Combulstível para embarcações – Décio Magioli Maia – Quais as diferenças do diesel rodoviário para o marítimo? Quais as implicações do uso de biodiesel no mundo náutico? O que é o número de cetano do diesel? DIESEL VERANA, sua aditivação exclusiva, seus benefícios para o usuário e sua embarcação. Ensaios de campo com o Diesel Verana. Cuidados com o óleo diesel. Lubrificantes LUBRAX linha náutica.

Oficinas

  • Equipamentos eletrônicos de navegação – Walter Jean Claude Michel – Conheça os equipamentos eletrônicos para navegação 
  • Instrumentação náutica opensource – José Eduardo de Mello Freire – Graças a navegadores do mundo todo, uma infinidade de projetos livres torna possível montar sua própria instrumentação, com Chartploter, Sonda, Anemômetro, AIS, VHF, piloto automático etc.  Nesta oficina serão mostrados alguns projetos úteis e acessíveis aos navegadores de cruzeiro. Laptops, tablets, e celulares são bem vindos para, na medida do possível, testar os projetos.
  • Motor de popa 3,3 HP: cuidados e manutenção – Toninho Lopes – O participante terá dicas e explicações de como realizar a manutenção de motor de popa de 3,3 HP. O participante que desejar, pode também trazer seu motor de popa e realizar junto sua manutenção (neste caso deve trazer: suporte do motor, pote, pincel, pano e ferramentas).

Oficina embarcada

  • Homem ao mar e velejada em capa – José Spinelli Neto – Embarcado em um veleiro será realizada a técnica de capear e simulada a técnica de resgate de tripulante (homem ao mar).

Confraternização:

  • Jantar de abertura (26/maio)
  • Jantar de encerramento (28/maio)

Recreação:

  • Gincana com botes
  • Quizz náutico
  • Karaokê
  • Recreação para as crianças até 10 anos (dias 27 e 28, das 9h00 as 13h00 e 13h00 as 18h00)
Expositores
  • North Sails
  • Coninco
  • Dream Yacht Charter
  • Latitude Charter & Guias
  • International
  • CSL Marinharia
  • Sailabout
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A Regata de Casais do Aratu Iate Clube foi sucesso

148Foi uma festa bonita a 12ª Regata de Casais promovida pelo Aratu Iate Clube no dia 14/05. Os trinta e seis barcos que alinharam na largada coloriram a Baía de Aratu e encheram de alegria o percurso de pouco mais de oito milhas. Não foi uma prova das mais fáceis, porque o vento contra, no canal, e a maré de vazante obrigaram os comandantes e suas imediatas a colocarem em prática toda a técnica de aprendizado acumulada ao longo dos anos de mar. O canal do Aratu é uma excelente sala de aula para o velejador. O veleiro Marujos, do comandante Gerald Wicks, levou mais uma vez o troféu Fita Azul – o primeiro barco a cruzar a linha de chegada.

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Como o que é bom no mar tem que continuar em terra, a festa de premiação, nas dependências do clube, foi simplesmente maravilhosa, com um delicioso jantar de comidas italianas e música ao vivo que fez aflorar todo o romantismo deste dia que deve ficar marcado na história do clube.

O Resultado foi assim:

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O bode

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Muitas vezes passamos por situações que por mais que estejamos vivenciando, deixa na gente uma ponta de incredulidade.

A situação que vou contar aqui é bizarra, se não hilária, mas é uma pérola do mau atendimento que paira sobre os muitos ramos empresariais e de serviços mundo afora. Não digo e nem aceito que seja apenas em determinadas regiões desse nosso Brasil mais lindo, até porque, escuto ecos de reclamações vindos de todos os recantos. Atender bem e deixar um cliente satisfeito e feliz é um dom de pouquíssimas pessoas.

Sim, mas o que dizer daqueles comércios que prezam pelo mau atendimento e mantém uma clientela cativa e vibrante? Digo apenas que comércio tem segredos que a vã filosofia jamais imagina.

Dia desses estava enfurnado no Avoante quebrando a cabeça em um serviço de manutenção extremamente trabalhoso. Mais trabalhoso do que extremamente. Depois de três dias entre chaves, parafusos e manchas de graxa, resolvemos esfriar a cabeça e limpar as idéias com umas cervejinhas geladas, porque ninguém é de ferro. Foi aí que Lucia perguntou a Bicão, amigo e profissional em mecânica que nos ajudava, onde ficava o barzinho no bairro de Paripe que servia bode na brasa e que a turma do Aratu Iate Clube tanto falava. Bicão, frequentador do lugar, passou todas as coordenadas e no começo da noite fomos ao bode e levamos junto o amigo Paulo, comandante do veleiro Luar de Prata que mora a bordo e estava no clube.

Era quinta-feira e nem pensamos que seria um dia que teria muito movimento no barzinho, mas também não íamos atrás de movimento e sim de bater um papo e desopilar a cabeça.

Chegamos ao local indicado e logo na calçada um senhor, que vimos ser o proprietário, veio até nós e indicou uma mesa. Perguntei se ali era o bode na brasa e ele respondeu que não. Falei que um amigo havia indicado o lugar, mas ele disse que não era ali e perguntou aos garçons que estavam por perto onde era o barzinho do bode. Os garçons foram unânimes em responder que não sabia, porém, um deles se lembrou que em outro local, distante dali, havia um restaurante que servia bode. Olhamos desanimados um para o outro e decidimos ir embora.

20160512_203420Lucia pediu para que eu ligasse para Bicão e perguntasse direitinho onde era o barzinho. Ele passou novamente as coordenadas e constatamos que estávamos no lugar indicado. Voltamos ao bar, sentamos e pedimos uma cerveja e o cardápio. Para nossa surpresa estava escrito que existiam dois pratos de bode na brasa no cardápio. Demos uma boa risada e esperamos o garçom voltar com a cerveja, que por sinal estava estupidamente gelada, e Lucia pediu o bode em petisco.

Após dez minutos, o garçom retornou dizendo que o tinha o bode, mas estava faltando naquele dia. Pedimos mais uma cerveja e um petisco de churrasco misto. Discorremos teorias conspiratórias contra o dono do bar e tentamos adivinhar os motivos que levam um proprietário de um comércio a não conhecer os seus serviços e muito menos se valer da criatividade para pegar o cliente. Avaliamos a palavra crise, tão em voga no atual momento em que vivemos, e entre questionamentos e certezas fomos acrescentando garrafas vazias de cerveja sobre a mesa e notamos que a cada minuto aumentava o número de frequentadores e quando começou a música ao vivo a casa já estava lotada.

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A mesa ao lado e outras tantas se encheram de mulheres e notamos claramente que ali era um divertido e conhecido ponto de encontro para se adentrar a noite. Com um repertório da melhor qualidade o tocador foi alegrando a galera e logo apareceram os pedidos e os candidatos a cantor foram se apresentando para dar uma canja. Até Lucia, com a “timidez” que lhe é peculiar, encarou o microfone e soltou a voz na noite de Paripe. Foi aplaudida!

As horas passavam, a música rolava, as cervejas eram esvaziadas, mas não esquecíamos o bode que não era bode. Em certo momento Lucia foi até o balcão e perguntou ao proprietário o porquê de ele não dizer que ali era o bode que procurávamos, pois constava o prato no cardápio. Ele respondeu assim: – Eu pensei que vocês procuravam o restaurante do bode e não o que servia bode na brasa. Se vocês tivessem dito eu diria que era aqui. Entenderam? – Nem eu!

Bem, agora vamos ao segredo de um comércio: O bode não era o bode, mas a cerveja é sempre mofada. A comida não é lá essas coisas, mas a música é boa, envolvente e a freguesia animada e florida de mulheres solteiras e felizes.

Claro que ninguém ali vai atrás de comer bode na brasa, mas nós fomos. Quer saber: Foi uma noitada arretada de boa, recomendo o barzinho e em breve vamos repetir a dose.

O endereço?Fica na rua principal de Paripe, Salvador/BA, logo depois da praça.

Nelson Mattos Filho/Velejador

De olho no tempo

mapservA formação de um ciclone extratropical na madrugada do último domingo e essa segunda-feira, 16/05, trouxe mortes e destruição aos estados do Sul e vai mexer com o clima durante a semana em grande parte do Brasil. Nas previsões dos homens que estudam os segredos dos ventos e das nuvens, muita chuva e vento ainda vem por aí e isso pode ser visto claramente na imagem do satélite. Os ventos que castigaram o Sul atingiram velocidades de mais de 90 km/h, ocasionando queda de granizo e descargas elétricas. Para a terça-feira, 17/05, a previsão para o Brasil e a seguinte, segundo o Cptec/Inpe:

Chuva forte em parte do país
Nesta terça-feira (16/05) o dia será de muitas nuvens e pancadas de chuva que poderão ser localmente fortes em áreas de SP, Sul e Triângulo Mineiro, RJ, Sul do ES e grande parte do AM. Pancadas de chuva também ocorrerão a partir da tarde no MT, AC, RR, AP, centro-norte do PA e norte do MA. Muitas nuvens e chuva na faixa litorânea do nordeste entre o Recôncavo Baiano e RN.
Obs: Texto referente ao dia 16/05/2016-17h14

O catamarã de velocidade – II

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Antes reiniciar essa prosa é preciso dizer por que batizei de “O catamarã de velocidade” essa série de crônicas: O nome é uma referencia ao nosso companheiro de tripulação Myltson Assunção, pois é assim que ele chama o Tranquilidade. Myltson é um regateiro apaixonado, saudosista e em qualquer barco que embarca ele vê velocidade, porém, ver é uma coisa e ter é outra. Claro que o Tranquilidade não é um barco lento, mas também não é um regateiro puro sangue. Ele é sim um catamarã super confortável e navegava maravilhosamente bem em mar aberto. Durante a nossa velejada eu escutei tanto essa expressão que resolvi nominar assim o relato da velejada.

Bem, como tudo foi explicado, vamos continuar nossa labuta com o mar, mas antes de seguir em frente vou lembrar que terminei a página passada comendo paçoca, arroz de leite, feijão verde, batata doce e regando a goela com uma cachacinha da boa.

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Ancorado na praia do Jacaré, lugar na Paraíba onde se festeja o pôr do sol, ao som de um sax, me ative nos sites meteorológicos para destrinchar os segredos do tempo, porque até ali a coisa estava bem esquisita. Dei uma olhada em vários sites e todos prometiam que o mar e o vento seriam os mesmos que havíamos pegado até então. Se é assim, tá bom!

No dia seguinte acordamos cedo, ligamos os motores, novamente abdicamos das velas e pegamos o beco em direção ao oceano. Em frente ao porto de Cabedelo tive a certeza que tudo seria igual ou pior do que tinha sido, porque o vento no raiar do sol já beirava a casa dos 22 nós de velocidade. Ao entrar no canal que leva barra afora, as ondas estouravam na proa e lavavam tudo por cima do barco. Pensei com meus botões: – Vai começar tudo outra vez!

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Para ser sincero: a coisa foi muito pior, porque de Cabedelo até próximo ao través da ilha de Itamaracá navegamos em um mar amalucado, com ondas entre 2,5 e 4 metros de altura e incrivelmente desencontradas. Mas não era um mar em que eu não estivesse acostumado a navegar nessa região, apenas estava esquecido, pois navegar na maciez do mar da Bahia deixa a gente assim meio sei lá. Porém, o BV 43 é um barco valente e tirou de letra os amuos de Netuno, até que o rei dos oceanos resolveu sossegar e nos deixou navegar com um tiquinho de paz até a barra sul da ilha da ciranda de Lia. Resultado, saímos de Cabedelo as cinco da matina e jogamos ancora na Barrinha dos Marcos as 19 horas e 30 minutos. Quatorze horas e meia para vencer pouco mais de 40 milhas entre os dois pontos. Achou muito? Eu também! Mas foi assim e aquele mar estava endiabrado.

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Bem, o ditado diz que depois da tempestade vem à bonança. Quem escreveu essa máxima eu não sei, mas sempre é assim. A Barrinha dos Marcos, no canal de Santa Cruz/PE é um lugar arretado de gostoso e um fundeadouro fantástico. É lá que mora um grande amigo, o navegador, fazendeiro e fazedor de bons amigos Elder Monteiro e sua amada Dulcinha. O casal quando soube que iríamos aportar por ali preparou uma recepção que dificilmente esqueceremos.

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Depois de jogar ancora, numa operação cheia de pra que isso, desembarcamos e embarcamos no possante branco do Elder para ir jantar na fazenda Belo Horizonte, onde Dulcinha esperava com uma mesa farta, como toda mesa de fazenda. O cardápio foi assim: Ensopado de caranguejo na entrada; arroz de pato e galo torrado como prato principal e para a sobremesa foi servido doce de leite de lamber os beiços. Foi uma noitada maravilhosa! Quando o sono começou a pesar sobre os olhos, pegamos a estrada e voltamos ao Tranquilidade que descansava preguiçosamente nas águas históricas do canal de Santa Cruz.

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Na manhã seguinte Elder colocou a lancha na água e foi nos ciceronear pelas belezas da região. Fomos a Coroa do Avião, saborear agulhinhas fritas, camarão e cerveja gelada. Apreciamos a beleza da arquitetura do Forte Orange, avistamos o casario de Vila Velha, onde Duarte Coelho mandou e desmandou, aceleramos a lancha próximo aos manguezais bem preservados da Ilha e desaguamos na praça de alimentação de Igarassu para saborear uma deliciosa e imperdível caldeirada, servida nos pitorescos restaurantes do lugar.

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Voltamos a bordo do Tranquilidade no finzinho da tarde para descansar o sono dos justos e preparar o ambiente de bordo para receber nossos anfitriões nas terras pernambucanas. Lucia preparou costela de porco ao molho agridoce, acompanhada de risoto de jerimum. Claro que vou dizer que o jantar foi delicioso. Mais uma noitada sensacional de bons papos e boas amizades.

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A madrugada foi de chuva fina, vento brando e sonhos. A Barrinha é o lugar!

Nelson Mattos Filho/Velejador

Cozinha a bordo – Bolo de rapadura

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Vixi, faz dias que não posto uma receitinha básica produzida por Lucia a bordo do Avoante. Na semana passada ela decidiu fazer um bolo de rapadura e o resultado foi que acrescentamos uns quilinhos a mais a pança. Se quiser tirar a prova dos nove, basta seguir o roteiro abaixo:

20160505_191227Se fizer, pelo menos diga se gostou.

Regata de casais do Aratu Iate Clube

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O Aratu Iate Clube – AIC – realizará no próximo sábado, 14/05, a 12ª edição da Regata de Casais, uma prova de espírito festivo, mas que sempre trouxe boas disputas, além de permitir uma maior interação entre as famílias dos velejadores. A regata é aberta a todos aqueles que queiram participar e não somente aos sócios do Aratu Iate Clube. A noite, logo apos a premiação, será servido jantar com cardápio tipicamente italiano e com música ao vivo. As inscrições podem ser feitas em qualquer clube náutico de Salvador, até o dia 13/05, ou na secretaria do AIC até às 10 horas do dia 14, ao custo de R$ 50,00 por embarcação.