Recados do mar


12 Dezembro (356)

Pesquisa de uma universidade dos EUA, aponta que a elevação do nível dos oceanos teve uma rápida aceleração nos últimos 20 anos e que até 2050 o nível do mar deve chegar a mais de 50 centímetros do que é hoje. Essa notícia bem que poderia ser mais uma das previsões apocalípticas que circula pela ondas virtuais, mas para quem mora em um lar balançante e volta e meia sai dando uns bordo por aí, a pesquisa é uma verdade verdadeira que salta aos olhos. As causas que fizeram chegar a beira dessa futura catástrofe mundial já é sabida por todos, porém, nada de concreto se chegou até hoje para tentar amenizar o castigo reservado as futuras gerações. Os líderes mundiais gastam tempo, dinheiro, comida e energia em monstruosos encontros para discutir o clima do planeta e no final da brincadeira se metem a assinar protocolos de intenções tão falsos que nem eles acreditam. Pura papagaiada! Nós, pobres mortais membros amestrados das torcidas organizadas, por enquanto vamos escapando e fazendo poses para selfies durante os momentos em que Netuno sai do sério e manda ver na força das ondas. A imagem que ilustra essa postagem é da prainha na Fonte do Tororó, no canal interno da Ilha de Itaparica, um dos locais em que observo a cada ano a maré subir um tiquinho a mais. Na pisadinha em que a coisa vai, muito em breve as cartas náuticas terão que ser revistas quanto a indicação das profundidades anunciadas, porque maré que sobe muito baixa muito. Ou será que não é assim? 

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2 Respostas para “Recados do mar

  1. Cicero Carlos de Farias

    É verdade, vivemos numa contradição, capitalismo não combina com preservação do meio ambiente. O uso de combustíveis fosseis, pecuária intensiva, aumentam o dióxido de carbono, que por sua vez faz aumentar a temperatura do planeta, que por sua vez derrete as geleiras ( 77% da água doce do planeta ) que aumenta o nível dos oceanos, somados a isso que temperatura da água mais alta também é um fator dissipador, pois a pressão atmosférica é menor, o que resulta no aumento do volume. Ainda temos o fator antrópico direto, desmatamentos que contribui para a erosão dos solo, levados ao rios, que transportados como por uma calha vai parar no mar, assoreando-o e assim também dando a impressão de aumento das águas, o que na verdade não é. Portanto é como Nelson diz: Nada de concreto se chegou até hoje, mais uma coisa é certa o melhor modo de vida é um pouco distante de tudo. Um dia vou morar no mar.

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