Sistema de Balizamento IALA


4 Abril (118)

image

Como acontece com os automóveis e aeronaves, uma embarcação precisa seguir algumas regras para navegar em segurança. Uma dessas regras é o Sistema de Balizamento IALA (Associação Internacional de Sinalização Marírtima), que divide o mundo em duas áreas, IALA A E IALA B, e determina a sinalização nas entradas de portos, barras e indica perigos isolados. Na área A a sinalização encarnada fica situada por bombordo, na entrada do canal, em relação a proa da embacação. A sinalização é composta de cinco categórias: Sinais Laterais; Sinais Cardinais; Sinais de Perigo Isolado; Sinais de Águas Seguras e Sinais Especiais. O Brasil faz parte da área B – sinalização verde fica por bombordo na entrada de um canal e porto. Para ninguém ficar em dúvidas, vamos ver como isso funciona e como é o formato dos balizas: 

SISTEMA DE BALIZAMENTO MARÍTIMO, REGIÃO “B”, DA IALA

BALIZAMENTO CEGO E LUMINOSO

1 – SINAIS LATERAIS

1.1 – BOMBORDO

Cor: verde.

Formato: cilíndrico, pilar ou charuto.

Tope (se houver): cilindro verde.

Para serem deixados por bombordo por quem entra nos portos.

Quando luminosa, a bóia exibe luz verde com um lampejo ou uma ocultação por período.

1.2 – BORESTE

Cor: encarnada.

Formato: cônico, pilar ou charuto.

Tope (se houver): cone encarnado com o vértice para cima. Para serem deixado por boreste por quem entra nos portos. Quanto luminosa, a bóia exibe luz encarnada com um lampejo ou uma ocultação por período.

1.3 – CANAL PREFERENCIAL A BORESTE

Cor: verde com uma faixa larga horizontal encarnada.

Formato: cilíndrico, pilar ou charuto.

Tope (se houver): cilindro verde.

Quando um canal se bifurca e o canal preferencial for a boreste, o sinal lateral de bombordo, modificado, pode ser usado. Quando luminosa, a bóia exibe luz verde com um grupo de lampejos compostos (2+1) por período.

1.4 – CANAL PREFERENCIAL A BOMBORDO

Cor: encarnada com uma faixa larga horizontal verde.

Formato: cônico, pilar ou charuto.

Tope (se houver): cone encarnado com o vértice para cima. Quando um canal se bifurca e o canal preferencial for a bombordo, a sinal lateral de boreste, modificado, pode ser usado. Quando luminosa, a bóia exibe luz encarnada com um grupo de lampejos compostos (2+1) por período.

2 – SINAIS CARDINAIS

2.1 – Os quatro quadrantes (Norte, Sul, Leste e Oeste) são limitados pelas direções verdadeiras NW-NE, NE-SE, SE-NW, SW-NW, tomadas a partir do ponto de referência.

2.2 – O ponto de referência indica o ponto a ser defendido ou indicado pelo sinal.

2.3 – Um sinal cardinal recebe o nome do quadrante no qual ele se encontra.

2.4 – O nome de um sinal cardinal indica o quadrante em que o navegante deve se manter; o referido quadrante tem centro no ponto de referência.

2.5 – Eles podem ser usados, por exemplo:

a. Para indicar que as águas mais profundas estão no quadrante designada pelo sinal.

b. Para indicar o quadrante seguro em que o navegante deve ultrapassar um perigo.

c. Para chamar a atenção para um ponto notável em um canal, qual seja

uma mudança de direção, uma junção, uma bifurcação ou o fim de um baixio.

2.6 – SINAL CARDINAL NORTE

Tope: dois cones pretos, um sobre o outra, com os vértices para cima.

Cor: preto sobre o amarelo.

Formato: pilar ou charuto.

Luz: branca.

Caraterística: LpR ou LpMR

2.7 – SINAL CARDINAL LESTE

Tope: dois cones pretos, um sobre o outro, base a base.

Cor: preto comum a faixa larga horizontal amarela.

Formato: pilar ou charuto.

Luz: branca.

Característica: GrLpMR (3) 5s ou GrLpR (3), 10s.

2.8 – SINAL CARDINAL SUL

Tope: dois cones pretos, um sobre o outro, com os vértices par a baixo.

Cor: amarelo sobre o preto.

Formato: pilar ou charuto.

Luz: branca.

Característica: GrLpMR (6) + LpL. 10s ou GrLpR (6)+LpL 15s.

2.9 – SINAL CARDINAL OESTE

Tope: dois cones pretos, um sobre o outro, ponta a ponta.

Cor: amarelo com uma faixa larga horizontal preta.

Formato: pilar ou charuto.

Luz: branca.

Característica: GrLpMR (9) 10s ou GrLpR (9) 15s.

3 – PERIGO ISOLADO

Tope: duas esferas pretas, uma sobre a outra.

Cor: preto com uma ou mais faixas largas horizontais encarnadas.

Formato: cônico, pilar ou charuto.

Indicam perigos isolados. O sinal de perigo isolado é aquele construído sobre ou fundeado junto ou sobre um perigo que tenha águas navegáveis em toda a sua volta.

Quando luminosa, a bóia exibe luz branca com dois lampejos por período.

4 – ÁGUAS SEGURAS

Tope (se houver): esfera encarnada.

Cor: faixas verticais encarnadas e brancas.

Formato: esférico; pilar ou charuto, com tope esférico.

Indicam águas navegáveis em torno do sinal; incluem sinais de linha de centro e sinais de meio de canal. Tal sinal pode também ser usado como alternativa para um cardinal ou lateral, indicando uma aproximação de terra. Quando luminosa, a bóia exibe luz branca isofásica ou de ocultação de lampejo longo a cada 10 segundos ou a letra “A” em código Morse.

5 – BALIZAMENTO ESPECIAL

Tope (se houver): formato de “X” amarelo.

Cor: amarelo

Formato: opcional sem conflitar com outros sinais.

Luz: amarela.

Característica: qualquer, diferindo das dos sinais cardinal, perigo isolado ou águas seguras.

Sinais que não são primordialmente destinados a orientar a navegação, mas que indicam uma área ou característica especial mencionada em documentos náuticos apropriados. Exemplo: bóias aceanográficas; sinais de separação de tráfego onde o uso de sinalização convencional de canal possa causar confusão; área de despejos; área de exercícios militares; cabo ou tubulação submarina; área de recreação; prospecções geológicas; dragagens; varreduras; ruínas; áreas de segurança e outros fins especiais.

6 – NOVOS PERIGOS

O termo “Novo Perigo” é usado para descrever obstruções recentemente descobertas e ainda não indicadas em cartas e documentos náuticos. Os novos perigos incluem obstruções como bancos de areia, rochas ou perigos resultantes da ação do homem, tais como cascos soçobrados.

Sinalização de novos perigos:

6.1 – Os novos perigos devem ser balizados de acordo com as presentes normas. Se o perigo oferecer risco especialmente grave à navegação, no mínimo um dos sinais usados para balizá-los deverá ser duplicado por um sinal adicional.

6.2 – Qualquer sinal luminoso com o propósito de assinalar novos perigos deve ter a característica luminosa de lampejos rápidos ou muito rápidos.

6.3 – Qualquer sinal usado para duplicação deve ser idêntico ao seu par em todos os aspectos.

6.4 – Um novo perigo pode ser defendido por um sinal de racon codificado “D”, mostrando um comprimento de uma milha náutica na tela do radar.

6.5 – O sinal usado para duplicação pode ser retirado, quando se julgar que o novo perigo que ele assinala já teve sua existência suficientemente divulgada.

7 – SIMBOLOGIA

LpL – Lampejos Lentos.
LpR – Lampejos Rápidos.
LpMR – Lampejos Muito Rápidos.
GrLpMR (3) 5s – Grupo de 3 Lampejos Muito Rápidos com período de 5 segundos
Anúncios

6 Respostas para “Sistema de Balizamento IALA

  1. Perfeito, sempre é bom relembrar.
    Big abração e BV

    Curtir

  2. Estuda-se para as provas e depois se não usamos no dia a dia vai ficando esquecido, por isso é bom que tenhamos o Diário do Avoante para nos lembrar e dar uma ajuda com o sistema de balizamento IALA B.

    Curtir

  3. Cicero Carlos Farias

    Valeu Capitão Nelson. Sou iniciante ( Arraes ) nos estudos da IALA e Norman 03 e gosto de estar cada vez mais aprendendo e futuramente progredir na minha categoria. Meu sonho é modesto: Um Veleiro Atol 29, uma rede no convés e minha mulher me servindo uma cerveja com camarão. Claro que com reciprocidade. ( Parabéns pelo Blog que contempla todos os gostos )

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s