E agora? Sei lá!


morro-de-sao-joao

O descobrimento, ou achamento – fiquem a vontade com a bandeira que desejar levantar –, é um tema instigante e carregado de achismos, paixões, desejos ardentes com a verdade e interpretações diversas. Digo isso, porque todos que falam ou escrevem tratados sobre o assunto sempre se referem as lacunas de informações, incêndios ou outras tangentes para irem de encontro ao que diz o registro oficial. O certo mesmo é que estamos por aqui tomando conta do pedaço entre trancos e barrancos e os índios que se explodam. Não é fácil chegar a um consenso sobre o que realmente aconteceu nos idos anos 1.500 e sempre tem algum historiador dando uma espetada no que é ensinado nas salas de aula. Já fiz algumas postagens sobre o assunto – Na controvérsia da história; Novamente a história; Um tabu histórico – e sobre eles recebi comentários que para mim refletem o emaranhado em que está metida a história do descobrimento. Hoje volto ao tema depois de ler uma entrevista no site da Revista Náutica, em que o pesquisador mineiro Idolo de Carvalho aposta suas fichas que a cidade de Cananéia/SP foi o primeiro povoado brasileiro. A história oficial garante e bate o martelo que a primeira foi São Vicente, também em São Paulo, e fundada pelo português Martim Afonso em 1531. O mineiro Idolo abriu o verbo para creditar a um certo Cosme Fernandes, apelidado de Mestre Bacharel, como o primeiro colonizador dessa terrinha abençoada por Deus e ainda afirma que o Bacharel se estabeleceu por aqui de mala e cuia em 1498 – se aproveitando de tudo e de todos – vindo a bordo de uma expedição secreta e exploratória de Duarte Pacheco. Bem, caminhando por ai a gente se depara com um monte de cidades que se intitulam como sendo a primeira, vários estados reivindicam o chantamento da cruz do descobrimento e os modernos conhecedores da navegação se apressam em assinar e avalizar a rota de Cabral até as areias de Porto Seguro, – e não duvidem se encontrar por ai alguém afirmando que reencarnou um marinheiro da expedição – ,porém, tudo estanca quando chega a fronteira da tal lacuna histórica. Entre lendas, fatos, verdades e conspirações vamos em frente que atrás vem gente e aconselho dar uma lida na entrevista, boa por sinal, que está nas páginas online da Revista Náutica.   

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5 Respostas para “E agora? Sei lá!

  1. YURI Sanada e Eduardo Buenos têm livros bacanas sobre o tema.

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  2. julival fonseca de goes

    Nelson, Lúcia, entre duvidas 1.000 e certezas “nihil”, uma única verdade:NAVEGAR É PRECISO! VAMOS EM FRENTE QUE EM NOSSA POPA VEM GENTE.Feliciddes e obrigado, Julival Fonsêca de Góes( 71-8774-1238)

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  3. taí uma boa discussão!!!

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