Arquivo do mês: abril 2015

O mistério do lago Ness

lago ness-google

 

Algumas lendas atravessam eras e se perpetuam vagueando trôpegas entre o sim e o não e nunca se sabe onde começa a verdade e se esconde a mentira. É o famoso mistério, que teimamos tanto em esclarecer, mas que de vez em quando voltam montados nas asas de teorias abstratas e assim vão sobrevivendo e encantado gerações. O Lago Ness, localizado em Highland na Escócia, com seus 37 quilômetros de comprimento e profundidade que chega a 226 metros de águas extremamente geladas, é uma delas. Dizem até que o Ness se formou com o derretimento das geleiras da última era glacial. São muitas lendas para um lago só!. O lago escocês pode ser considerado detentor de um dos grandes mistérios da humanidade e tudo por causa da lenda do monstro Nessie, que segundo os homens da ciência tudo não passa de balela. O monstro do lago Ness é talvez o bichinho mais procurado do mundo e tem muito habitante do local que jura de pés juntos que já esteve cara a cara com o bichano. Ei, e num é na Escócia que a turma vira a perna encharcados de whisky? Eh! Pois bem, o Google Street View resolveu apostar no monstro e para comemorar a história de sua aparição, lançou o mapeamento com imagens do lago Ness para aqueles que desejarem caçar o Nessie virtualmente. A brincadeira é boa e acho que vai dar muitos panos para as mangas.  “Onde quer que você esteja no debate sobre o monstro do Lago Ness, a lenda vive – mesmo na era digital.  Há mais buscas por Lago Ness do que por instituições do Reino Unido como o Palácio de Buckingham”  Veja o vídeo liberado pelo Google:

Anúncios

Serenata do Pescador – Ode a uma linda praiera

Serenata do Pescador, ou simplesmente Praeira, e uma poesia de Othoniel Menezes com letra de Eduardo Medeiros, e que aqui está imortalizada na voz melodiosa do cantor potiguar Fernando Tovar. Cresci ouvindo essa maravilha poética sendo entoada nas varandas da casa de praia do Dr. Bianor Medeiros, grande amigo do meu Pai, e sempre fui envolvido pela emoção. A velha Praia da Redinha já se foi de mãos dadas com os bons tempos de outrora, para não sofrer nas garras de uma modernidade enraivecida. Restaram as lembranças de uma época e a poesia desnuda e apaixonada para uma linda Praeira.

Abertas inscrições para a XXVII REFENO

REFENO - logomarcaIMG_0233

O Cabanga Iate Clube de Pernambuco, deu início no último dia 16 as inscrições para a 27ª REFENO, Regata Recife Fernando de Noronha, uma das mais tradicionais e concorridas provas do iatismo brasileiro. Onze veleiros já estão pré-inscritos para a prova que larga dia 26 de Setembro do Marco Zero, Porto do Recife, para percorrer as 300 milhas náuticas até a ilha maravilha. Saiba mais acessando o site XXVII REFENO, que faz parte do nosso BlogRoll.

Um diário sem rotina

IMG_0190

“…Um dia frio/Um bom lugar para ler um livro… .” Lançado em 2013 o livro Diário do Avoante reune crônicas que traduzem o início da nossa vida a bordo do veleiro Avoante, que este ano completa 10 anos. A decisão, família, emoções, aprendizados, navegações, segredos, lugares, pessoas, tudo inserido dentro de um contexto que mescla o cotidiano da vida urbana com o mar. O Diário do Avoante está a venda na Moana Livros, na loja Equinautic, na Livraria Saraiva (Shopping Midway Mall, em Natal) ou diretamente com autor pelo email: avoante1@hotmail.com .

De quem ama o mar

11137125_816966815039788_7274724604922374263_n

Olhando essa imagem que copiei de um grupo do facebook, me veio a lembrança de um casal espanhol, que esteve em Natal/RN em 2009. Carlos e Magdalena, chegaram vindo de Fernando de Noronha/PE a bordo catamarã Prati, com pretensões de permanecer na capital potiguar por uma semana. Nesse ínterim, tomaram conhecimento que o navio-veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, estava para chegar e resolveram estender por mais uns dias a permanência sobre as águas do Rio Potengi. Fizemos amizade e um certo dia Carlos nos convidou para jantar a bordo do Prati, um estiloso e belo catamarã Catana de 50 pés. No jantar ele comentou sobre o Cisne Branco e disse que se houvesse visitação eles seriam os primeiros da fila. No dia seguinte liguei para o capitão dos portos, na época o CMG Francisco Vasconcelos, um grande amigo, e falei das pretensões do casal espanhol. O comandante Vasconcelos confirmou a chegada do navio-veleiro, porém, não haveria visitação aberta ao público, mas ficou de ver o que poderia fazer. Dois dias depois o Cisne Branco entra imponente no Porto de Natal e ao passar na popa do Prati foi saudado com buzina, bandeiras e acenos pelo casal que estava em grande emoção. A noite o Carlos me perguntou: Nelson, o que aconteceu para não haver nenhum barco e nenhum velejador a esperar o Cisne Branco? Na verdade não soube o que responder e apenas disse que o brasileiro não dava muita importância a essas coisas. Ai ele disse ser uma pena, pois na Espanha, a chegada de um navio belo como aquele era motivo de festa e centenas de embarcações se fariam ao mar para navegar em flotilha. Sem mais o que responder: Apenas balancei a cabeça afirmativamente. O comandante Vasconcelos conseguiu liberar a visitação para o casal e eu e Lucia fomos junto. Juro que nunca vi um homem tão feliz e quando subiu a bordo, os olhos dele se encheram de lágrimas. Por que temos que ser assim tão indiferentes?  

Nada não

boa

Depois de praticamente dez dias fuçando o Avoante em busca de defeitos; se entocar na cabine para fugir das chuvas que castigaram Salvador; de contar as gotas para abastecer o tanque de água – pois incrivelmente a capital baiana ficou literalmente sem abastecimento da fonte da vida por uma semana; de tomar uma cerveja aqui outra acolá; de estar atracado ao píer por um período tão longo.  Estou contando às horas para dar essas mesmas respostas.    

Receita de bordo – Conchitas com Camarão

 

3 Março (383)3 Março (385)3 Março (386)3 Março (393)

O velejador Sérgio Chagas faz parte daquele seleto grupo de pessoas que todo mundo gosta, pois ele é uma figura fantástica e extremamente humana. Amigo dos amigos, dos cachorros, apaixonado pela esposa, pelas três filhas lindas e pela vela de oceano. Em qualquer lugar que ele vai todos ficam sabendo antes mesmo dele chegar, porque Chaguinhas, ou Brodinho, como ele é mais conhecido, se anuncia em altos brandos. Triste de quem estiver dormindo! Dia desses, Chaguinhas ligou perguntando onde estávamos, pois ele havia acabado de chegar a Salvador/BA, para navegar com o amigo Odilon a bordo do bravo e faceiro veleiro Intuição, e queria encontrar com a gente e demonstrar sua mais nova arte: A culinária. Mas havia uma condição: O almoço teria que ser na ancoragem da Ilha da Cal – que ele queria conhecer – e servido a bordo do Avoante. Trato feito e aprovado, rumamos para o local demarcado. Na tranquilidade do fundeadouro da pequena e bela ilha baiana, Chaguinhas meteu a mão na massa e preparou uma deliciosa receita de Conchitas com Camarão, que estava de fazer inveja a muito chef mais afamado. Não vou garantir que você faça igual, mas se quiser tentar, o chef/velejador me autorizou a divulgar a receita:  

2 kg de camarão

1 pacote massa tipo conchita

2 cebolas grandes raladas

2 tomates ralados

1 pé de coentro

alho a gosto

sal a gosto

2 limões

1 vidro de molho courmet

– descasque 1,2 kg de camarão e os outros 800 g deixe com casca.

– tempere os camarões com alho, limão, coentro, e sal a gosto

– deixe no tempero pelo menos por 3 horas

– refoque a cebola, o alho, e depois coloque o tomate ralado e o molho pronto.

– quando o molho estiver pronto coloque o camarão sem casca e assim que o camarão começar a ficar vermelho desligue o fogo.

– numa panela com água coloque as conchitas para ferver por 7 a 10 minutos depois escorra a água e deixe esfriar um pouco.

– enquanto espera o molho e as conchitas darem uma esfriada peque o camarão com casca e coloque num escorredor de macarrão de alumínio e coloque em cima da panela com água e leve ao fogo para fazer os camarões no vapor. Assim que ficarem  vermelhos desligue o fogo e regue com azeite e sirva com sal a gosto, para acalmar a galera kakakakakaka

Agora vamos rechear as conchitas

– recheie uma a uma as conchitas com camarão  molho e vá arrumando num pirex (com um pouco de molho no fundo para não grudar)

– depois polvilhe o queijo ralado e leve ao forno para gratinar.

– não deixe muito tempo no forno para não endurecer muito as conchitas.

SERVE 4 PESSOAS BEM SERVIDAS.