Arquivo do mês: dezembro 2014

As Correntes Marinhas

correntes-marinhas_image001

O que entendemos por Correntes Marinhas, suas causas e seus efeitos? Sei que alguns navegadores discorrem loas apaixonadas sobre o assunto, mas a grande maioria dos simples mortais sabem que elas existem, que umas sobem, outras descem, outra mais rodopiam daqui para lá ou de lá para cá e ponto final. Navegando ao sabor das correntes internéticas me deparei com um trabalho do professor José Alberto Afonso Alexandre, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, publicado no site Monografias.com, em que o autor tenta desmistificar as Correntes com um jeito bem simplificado. Pode ser que para alguns o texto do professor português seja um pouco longo, mas vale apena ir até o final e conhecer um pouco sobre a movimentação das águas em torno do globo. Click no link Correntes Marinhas e fique inteirado.

Anúncios

Uma notícia triste

velejar e meio ambiente Nos dias que antecederam o Natal faleceu no Rio de Janeiro o autor do livro, Clássicos do Iatismo e editor da revista Velejar e Meio Ambiente, Antônio Luiz de Souza Mello, mais conhecido no mundo náutico como Tonico. Não cheguei a conhecer o Tonico, mas desde que entrei no mundo da vela tive a revista Velejar como referência, pois era em suas páginas que a vela brasileira navegava com muito mais prazer. A notícia não foi uma surpresa, pois sabia da luta que Tonico vinha enfrentando há vários anos para restabelecer a sua saúde, o que me chamou atenção foi que depois que soube do ocorrido, através do grupo Flotilha Guanabara de Oceano, do qual faço parte, dei vários bordo nos mares da internet e não vi nenhum outro registro. Matheus Eichler, comodoro da Flotilha Guanabara, escreveu assim:  “…Tonico é um nome que precisamos guardar e reverenciar, foi alguém que fez muito por nossa tão vasta e ao mesmo tempo tão negligenciada cultura náutica de recreação e desporto…”. Descanse em paz Tonico!

Conheça os 10 tipos de nuvens

Muitas vezes olhamos para o céu e ficamos admirados com o formato das nuvens sem saber o que elas representam. Para o navegante, mais acostumado a decifrar os sinais emitidos pela natureza, pode até ser que olhar as nuvens seja uma tarefa corriqueira, mas nem sempre a leitura é tão clara como se deseja. Com a ajuda desse vídeo do site CLIMATEMPO vamos aprender um pouco.

Primeira carta náutica com declinação magnética é portuguesa

ng3790299

Faltou assunto? Então vai um:  

O modelo de carta náutica com linhas isogônicas, ou de igual declinação magnética, criada pelo inglês Edmund Halley, em 1702, é tida como a primeira publicação do gênero no mundo. Recentemente um modelo de carta criado em 1585 pelo cartógrafo português  Luís Teixeira, portanto 120 anos antes de Halley, passou a ser investigado por Henrique Leitão, físico e historiador de ciências, e Joaquim Alves Gaspar, especialista em cartografia da Faculdade de Ciências de Lisboa. Os cientistas confirmam que a carta de Luís Teixeira representa fielmente o magnetismo terrestre na época em que foi produzida. O mais interessante é que a carta do português não estava escondida e nem fazia parte de algum acervo particular, ela faz parte do Museu de Marinha e em 1960 foi reproduzida no Portugaliae Monumenta Cartographica, de Armando Cortesão. Veja mais no site: DN Ciência 

Nomes de barco

IMG_0253

Então está certo!

Feliz Natal!

9 Setembro (60)

O NATAL DOS MEUS SONHOS

Mais um Natal e mais uma vez recolho-me num cantinho do cockpit do Avoante em busca de respostas para as coisas do mundo. Olho em volta e vejo a tranquilidade estampada nas imagens refletidas na água, enquanto alguns veleiros descansam adormecidos na ancoragem.

Como seria bom se todos os habitantes do mundo pudessem experimentar míseros segundos de momentos como esse. O que pensariam os donos da guerra? O que passaria na cabeça dos violadores da vida? O que diriam os traficantes, os estupradores, os assassinos, os sequestradores, os ladrões, os corruptos, os corruptores e todos aqueles que caminham pelo mundo espalhando a sanha cruel do terror e da maldade?

O vento sopra uma brisa gostosa e trás em suas entranhas ecos de um mundo que caminha meio que desnorteado. Até onde chegaremos? Até quando aguentaremos? Em que parada desembarcaremos tanto mal feito? Até quando assistiremos e aplaudiremos tantas promessas vãs de autoridades desgovernadas? Até quando? Nem o tilintar dos sinos do Papai Noel conseguimos ouvir. O mundo não acredita mais no bom velhinho.

Como era bom quando o velhinho barbudo enchia de fantasias o Natal. O treno puxado por renas voadoras e carregado de presentes era um sonho bom que o mundo deixou de alimentar.

Mas o Papai Noel não é o dono da festa, a festa é de um Menino que um dia nasceu em uma manjedoura e que veio ao mundo para iluminar. O Menino virou homem, espalhou algumas verdades pelo mundo e foi morto espetado na cruz por outros homens. O homem não gosta de ouvir verdades!

Como era boa a sincronia que existia entre o Menino e o Papai Noel. Tudo ali era paz, alegria, amor, compressão, beleza e felicidade. A vida agradecia. As pessoas saiam às ruas para festejar e se abraçar. Os sinos dobravam de prazer. O céu das cidades se iluminava. As casas ficavam de portas abertas a espera dos amigos. Mesas se estendiam nas calçadas, nas ruas e todos dançavam e pulavam de alegria ao som de uma boa música.

E a arvore de Natal? E o presépio? E a estrela de Belém? E a Missa do Galo? O que foi feito de tudo isso? Dizem que tudo ainda existe. Será?

Ninguém mais acredita na magia do Papai Noel e quanto ao Menino, a cada ano vai ficando sozinho em seu bercinho de madeira forrado de capim. O Menino, o dono da festa, em muitos lares tem o nome esquecido.

O Natal perdeu o encanto, perdeu a alma, perdeu a alegria e navega sôfrego entre tempestades. Das crianças roubaram a fantasia e dos adultos tomaram o prazer do abraço amigo e inventaram um de tal amigo secreto como se amizade fosse feita se segredos.

O Natal do Menino Jesus e do Papai Noel era outro, era o Natal da bondade, da fartura, da vida, do futuro, do amor, da verdade, da compressão, do afago, do aperto de mão entre desconhecidos, do aceno nas ruas, do Feliz Natal dito em altos brados, da reconciliação, do beijo, da troca de presentes. Era o Natal das ruas, das calçadas, das avenidas, dos becos.

Era o Natal que envolvia as pessoas em um só abraço, em torno de uma causa. Era o Natal das pessoas caminhando nas ruas das cidades a meia noite, despreocupadas, seguindo a estrela que indicava a Missa do Galo. Era o Natal das crianças tropeçando de sono, tentando ficar acordadas para ver o Papai Noel. Era o Natal do presente embaixo da cama, da surpresa, do espanto, da chaminé, do sonho, do encanto. Era Natal!

Olhando do mar em direção à cidade, vejo as sombras de pessoas caminhando assustadas pelas ruas. Escuto roncos de automóveis em fúria. Ouço letras deprimentes de músicas tocadas em alto volume. Vejo crianças destruídas pelas drogas e pelas facilidades. Escuto grito de famílias destroçadas pela violência. Presencio a saúde ser negociada nas esquinas escuras. Vejo a fome transformar homens em lobisomens. Vejo matança, crueldade, roubos. Escuto risos e até alguém afirmando: Isso é da vida! Não, isso não é da vida, isso é do homem.

Como eu gostaria de escrever essa página com palavras diferentes. Como eu gostaria de festejar o Natal como se festejava antigamente. Como gostaria que as crianças e os adultos continuassem acreditando em Papai Noel. Como seria bom se o Menino Jesus espalhasse pelo mundo seu manto de paz e a estrela de Belém trouxesse boas novas, como fez há dois mil anos.

Desejo a todos um Feliz Natal, carregado de amor, compreensão, paz e reflexão.

Nelson Mattos Filho/Velejador

Veleiro australiano é desencalhado em Cabo Frio

veleiro encalhado

Notícias vindas no rolo das ondas mágicas da internet dão conta que o veleiro Morfa London, de bandeira australiana, que havia encalhado na Praia do Peró, em Cabo Frio/RJ, foi desencalhado na tarde da última Sexta-Feira, 19. A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, informou que o comandante australiano, único tripulante e que não teve o nome divulgado, teve ferimentos leves e que o acidente não causou poluição no local.