Num buraco entre o Brasil e o Japão


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Pense num assunto interessante para se discutir em família, ou com amigos, em um Domingo de começo de primavera em que o tempo fica assim meio sei lá, entre o inverno que se foi e a flores que enchem a nossa alma de felicidade. Fui buscar esse papo lá nas páginas da Revista Super Interessante e fiquei imaginando até onde vão as ideias que afloram em nossa mente e em todas elas se estende toda uma filosofia científica. O que aconteceria com um objeto atirado num buraco que unisse o Brasil ao Japão? Esse é o mote da matéria assinada pelo jornalista Tarso Araújo e que copiei na integra na intenção de puxar assunto com você leitor:

É claro que seria impossível realizar essa experiência (entre outras razões, porque o centro da Terra é feito de metal fundido), mas dá para prever o que aconteceria aplicando a lei da gravitação universal, formulada por Isaac Newton. “Em uma situação ideal, sem atrito, o objeto atravessaria a Terra até o outro lado do tubo”, diz Elcio Abdalla, físico da USP. Com a aceleração da gravidade, o objeto desceria com velocidade cada vez maior, atingindo cerca de 20 mil quilômetros por hora no centro da Terra. A partir daí, ele continuaria rumo ao Japão, por causa da inércia, e a gravidade, que puxa tudo para o centro da Terra, passaria a funcionar como força de desaceleração. O objeto viajaria com velocidade decrescente, chegando ao Japão com velocidade zero. “Em seguida, ele voltaria ao ponto inicial, cumprindo um movimento harmônico ideal, como se fosse uma mola”, afirma Abdalla. Dá para calcular até o tempo de viagem, fazendo uma conta que considera a aceleração da gravidade e o diâmetro da Terra. Seriam cerca de 90 minutos para ir ao outro lado do mundo e voltar.

Mas… e se considerássemos a força do atrito? “Numa situação real, o objeto enfrentaria o atrito do ar, o que o faria parar”, diz Abdalla. A partir de um determinado momento, que depende da forma do objeto, a velocidade se estabiliza por causa da força de atrito. “Com a perda de aceleração, ele diminuiria gradualmente a distância percorrida, até parar no meio da Terra, onde está o centro de atração gravitacional.” O professor estima que, se o objeto fosse um corpo humano, a velocidade-limite ficaria em somente uns 100 quilômetros por hora, e a viagem ao centro da Terra demoraria cerca de 100 horas.

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