Arquivo do mês: março 2014

Aviso aos navegantes

Novo farol de maceioO velejador alagoano Roberto Buenos Ayres, avisa que Maceió já tem um novo farol: Farol de Jaraguá. Há muito que o Porto de Maceió precisava de um novo marco, já que a visada do antigo Farol estava totalmente tomada por edifícios. O Farol de Jaraguá está localizado na curva do cais do porto e tem as seguintes coordenadas geográficas e características:

 

Latitude: 09º 41′ 02.6″
Longitude: 035º 43′ 22.4″
Datum: WGS-84

Alcance Geográfico:
13 NM Alcance Luminoso:
15 NM Altura:
15 metros Altitude:
22 metros

Característica da Luz:
Lp (3) B Período:
12s Fase Detalhada:

B. 1,0 – Ecl. 1,0 B. 1,0 – Ecl. 1,0 B. 1,0 – Ecl. 7,0

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Devia ter complicado menos…

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Para aqueles quem não tem tempo de ver o sol se pôr.

Previsões provisórias

mapservMeteorologistas reunidos em Recife/PE nos dias 20 e 21 de Março chegaram a uma conclusão que duvido muito existir algum mortal que entenda a não o que já estamos acostumados a ver. Veja reportagem copiada das páginas online do jornal Tribuna do Norte:

Meteorologistas do Nordeste atualizam as previsões climáticas

Os meteorologistas do Nordeste estiveram reunidos nos dias 20 e 21, em Recife, para uma nova previsão climática da região, para o período de abril a junho. O Rio Grande do Norte esteve representado através da equipe da Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). A previsão mostrou uma tendência para chuvas próximo da normalidade no período de abril a junho de 2014, tanto para a região norte como para o setor leste da região Nordeste.
Assim, com as análises dos parâmetros climáticos globais referentes ao mês de fevereiro de 2014 e os resultados dos principais modelos oceânicos/atmosféricos, existe uma tendência de que as chuvas para os setores Norte e Leste da região Nordeste do Brasil, durante os próximos três meses (abril, maio e junho de 2014), variem entre normal a acima da normalidade, com grande variabilidade temporal e espacial, conforme os seguintes percentuais: Normal: 45%; Acima do Normal: 35%; Abaixo do Normal: 20%. Lembrando que como poderão haver mudanças referentes aos parâmetros oceânicos/atmosféricos durante as próximas semanas, principalmente no Oceano Atlântico, é de extrema importância um monitoramento contínuo nessas regiões que possam inserir algumas mudanças no atual prognóstico.
No primeiro momento da reunião, os Estados apresentaram as condições pluviométricas referentes ao mês de fevereiro e a primeira quinzena de março de 2014, destacando a ocorrência de chuvas na categoria próxima da normalidade para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Para os Estados de Pernambuco e da Bahia, enquanto que no setor leste a chuva ocorrida apresentou bons índices acumulados, no interior as chuvas apresentaram uma irregularidade bastante acentuada, evidenciando a predominância de chuvas na categoria abaixo do normal.
De acordo com o relatório final, “na primeira quinzena de março, as chuvas associadas à presença da Zona de Convergência Intertropical apresentaram uma melhor configuração, tanto nos volumes como na distribuição, principalmente nos Estado do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Com relação à condição hídrica, as chuvas ocorridas até o momento ainda não provocaram mudanças significativas nos níveis de armazenamento de água nos principais reservatórios, prevalecendo alta deficiência no armazenamento de água nos principais reservatórios na região semiárida, que atualmente apresenta um armazenamento em torno de 25% a 30% da sua capacidade máxima”.
Em seguida, os meteorologistas apresentaram os parâmetros atmosféricos que influenciam diretamente na ocorrência de chuvas na região, com destaque à condição de temperatura das águas superficiais dos oceanos Atlântico e Pacífico. Essa variável, mesmo apresentando um comportamento próximo do normal, tanto no Atlântico Norte como Atlântico Sul continuou apresentando evolução favorável em relação aos meses anteriores, com o Atlântico Norte mais frio do que o Oceano Atlântico Sul.   No oceano Pacífico, as águas continuaram apresentando anomalias negativas em tono de 0,5ºC, evidenciando uma condição de neutralidade.  A próxima reunião, no mês de abril, será realizada em Maceió, com data ainda a ser definida.

Para que a pressa?

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Ontem, 23/03, navegávamos de Salinas da Margarida/BA até o Aratu Iate Clube, numa velejada gostosa de vento Leste/Sueste com o Avoante voando baixo a 4 nós de velocidade, quando no través da Ilha de Maré Éolo cismou e resolveu cruzar os braços. O resultado está ai na imagem da tela do GPS, velocidade 0,9. Fazer o que? Lucia botou a mesa e fomos almoçar. 

O Kilimandjaro foi bem ali!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Tanzania_relief_location_map.svgSegundo pesquei no Wikipédia, de onde copiei também as fotos, o monte Kilimanjaro com seus 5 891,8 m, que significa montanha branca na língua Masai, ou montanha brilhante em Kiswahili, está localizado no norte da Tanzânia e é o ponto mais alto da África. O monte é um antigo vulcão, que ainda apresenta amuos de atividade, com o topo coberto de neve oferecendo um belo espetáculo da natureza em meio a uma planície de savana. O monte já foi área de caça, decretado pelo governo colonial alemão no começo do século XX, e desde de 1973 foi declarado como Parque Nacional. Bem todo esse moído inicial é apenas para falar de outro Kilimandjaro, não outro monte, porém, de um valente veleirinho branco, modelo Velamar 32, irmão quase gêmeo do Avoante, que é um Velamar 33.

Kilimandjaro 

Pois bem, esse Velamar 32 construído em 1978, içou as velas do Rio de Janeiro dia 6 de Dezembro de 2013, sob o comando do capitão Philippe e da imediata Frederique, para um passeio básico até a Cidade do Cabo, lá na costa da África, e num folego só voltar ao Brasil, onde reaportou em 17 de Fevereiro de 2014. Essa é mais uma prova de que nada impede a realização de um sonho, a não ser os empecilhos e medos que criamos em nossa mente. Desde já parabenizo tardiamente o casal Philippe e Frederique e convido o leitor a acessar o blog Veleiro Kilimandjaro para saber muito mais sobre essa fantástica velejada.  

Navegue seguro

image Você sabia que a Embratel tem um serviço que permite fazer ligações barco/terra ou terra/barco que funciona 24 horas, durante os 7 dias da semana? Sei que muitos navegadores já conhecem, mas como bem disse o velejador Haroldo Quadros, que passou a dica para essa postagem, não custa nada lembrar. As chamadas são feitas na frequência do VHF ou HF e as solicitações são atendidas de imediato. Eu mesmo nunca tentei e também nunca precisei, mas tenho relatos de velejadores que utilizaram e foram muito bem atendidos. Veja mais no Portal Embratel.  

Fernando de Noronha e a Refeno – Parte 3

imageChegamos ao final do relato do velejador baiano Sérgio Netto contando uma boa parte da história da Refeno que em 2014 completa 26 anos. Quem um dia já participou dessa que é a maior e mais instigante regata de oceano do Brasil, deve ter se reconhecido em algum momento dessa história que dividi em três partes. Para quem ainda não teve a alegria de realizar o sonho da velejada até a Ilha de Fernando de Noronha, competindo numa Refeno, fica o convite para não adiar o sonho, pois a XXVI Refeno larga do Marco Zero, na cidade do Recife, dia 27/09. Mais uma vez agradeço ao amigo Sergio Netto por proporcionar aos leitores do Diário do Avoante essa bela narrativa.

FERNANDO DE NORONHA E AS REFENO

A velejada para Rocas durante a noite foi tranquila, em asa-de-pombo com a mestra no primeiro rizo, genoa parcialmente enrolada, vento aparente 10 a 12 nós, piloto automático. Fizemos 68 milhas em 10 horas e de manhã cedo pegamos a poita do Delícia, o veleiro Farr 38 no qual Zeca fazia o apoio à ilha, ψ=3°50,78’S λ=33°31’W. O pessoal do Ibama foi a bordo e nos levou para terra no bote deles. A entrada da barreta é com onda e difícil para um caíque pequeno. O pessoal do Bola 7 que chegou meia hora depois não teve a nossa simpatia para conquistar o pessoal do Ibama e não desembarcou. O fundeadouro é aberto, desconfortável, e nos avisaram que à tardinha chegam os pássaros e fazem o maior barulho. Às 15 horas deixamos a amarração e saímos em orça apertada para Natal, 140 milhas para SSW.

imageimage Atracamos no píer do Iate Clube de Natal no início da tarde do dia 2 de outubro, lavamos o barco com água doce e fomos para uma amarração. Muito simpática a recepção do clube para o visitante. Marcio e Claudinha desembarcaram e voltaram de avião para Salvador. Pedro havia desembarcado em Noronha.

imageDia seguinte era dia de eleição e passamos nos Correios para justificar a ausência eleitoral. Tínhamos alugado um bug ‘Selvagem’ e fomos para as praias do norte e as dunas de Genipabu.

No domingo dia 4 levantamos vela ao meio dia e seguimos 80 milhas para SSE, no contravento, até Cabedelo, onde nos esperava a tripulação do Cangaceiro, que levaram Vicka e Lizete para compras. O Pinauna estava molhando dentro pela gaiuta de proa e o inglês Ryan, dono de um estaleiro e do trimarã ‘Jeitinho’ atacou o problema. Este inglês diz que coisa difícil ele faz rápido, o impossível demora um pouco. Cabedelo, no estuário do Rio Paraíba, é um local bem protegido, bom para deixar o barco em caso de necessidade.

Dia 6 de outubro, quando o sol já havia passado o equador para fazer o verão do hemisfério sul há duas semanas, e o vento já havia rondado para nordeste, saímos a barra de Cabedelo às 10 horas, dobramos o Cabo Branco, no extremo oriental do Brasil, e a velejada para o sul-sudoeste ficou macia, com vento e corrente favoráveis. Mas à noite refrescou e deu trabalho; passamos direto por Recife chegando a Maceió dia 7 à tarde. São 200 milhas de João Pessoa a Maceió, e cheguei mole e resfriado. Vicka e Lizete desembarcaram e retornaram de avião para Salvador. Silvia pegou a Lena e a mim de carro e nos levou para jantar no Divina Gula.

Dia 8 Lena foi às compras para reabastecer o barco e eu fiquei a bordo descansando e me recuperando do resfriado. Dia 9 já estava bom e largamos ao amanhecer para o trecho final até Salvador, quase 300 milhas até o AIC, que fizemos em pouco mais de 48 horas. Este trecho com só duas pessoas a bordo foi um passeio, com pouca vela, sem pressa, curtindo o finalzinho das três semanas de férias. Navegamos bem longe de terra para não ter que nos preocupar com barcos de pesca sobre a plataforma continental. Quando acordei pela manhã do dia 10 vasculhei o horizonte de binóculo e vi um veleiro vindo pela popa, bem na nossa esteira, só com vela mestra e motor. Chamei no rádio mas ele não respondeu. O vento estava fraquíssimo e ele logo nos alcançou quando tomávamos o café da manhã no cockpit. Era o Suzy Dear, com Serginho Bittencourt, Thales Magno Baptista e mais dois tripulantes. Eles desligaram o motor e fomos derivando juntos, Serginho fazendo a maior festa. Fizeram fotos e já estavam com planos de abordar o Pinauna quando chegou um ventinho e começamos a nos afastar. Eles abriram a genoa mas naquele ventinho fraco o Pinauna foi orçando mais e deixando o Swan pesadão mais arribado para trás, de forma que em uma hora não nos víamos mais. Esse povo tem mania de viajar vendo terra, o que é um problema a ser tratado no psicólogo. Viajar longe de terra é mais seguro, mais confortável, fora das rotas de tráfego, você pode dormir à vontade e se chegar um temporal tem espaço suficiente para correr com o tempo até que ele passe.

Chegamos no AIC no domingo dia 11 de outubro pela manhã e Vicka, Liz e Pedro Bocca foram nos buscar, já com o filme da regata editado, com trilha sonora e tudo.

Daí levei quatro anos sem voltar a Noronha. Quando o Banorte deixou de ser o patrocinador oficial, pouco antes de quebrar, a regata passou a se chamar REFENO mantendo a numeração desde a organização primeira de Maurício em 1986. Continuar lendo