Arquivo do mês: outubro 2013

Eu bem que acreditei

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A notícia não é nova, mas ecoa na nossa mente aquela velha frase tão brasileira: Eu já sabia. Mas a verdade é que a capital do frevo não vai mais sediar a próxima edição da Volvo Ocean Race. No começo do ano a notícia de que Recife/PE ficaria com a primeira parada da famosa regata de volta ao mundo caiu como uma bomba no mundo do iatismo brasileiro. Na ocasião foi anunciado também que Pernambuco patrocinaria um barco brazuca/nordestino com as cores e força dos tambores do maracatu. Muito foi falado, festejado e acho até que teve gente montando a provável equipe. Eu mesmo apostava na alegria e irreverência do grande velejador pernambucano Guga, Ave Rara, para comandar o novo VO 65 pernambucano e tinha certeza que o barquinho iria voar baixo. Porém, tudo foi em vão e não passou de um sonho. Recife perdeu a chance para a africana Cidade do Cabo, mas o Brasil manteve Itajaí/SC como a única parada brasileira da regata. Quem sabe um dia!

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Alguns momentos da XXV Refeno

Com o barco no porto

carcará em casa (1)Bem, já estamos de volta ao nosso velho e bom Avoante, depois de mais de um mês fora de “casa” participando da XXV Refeno e da regata Fernando de Noronha/Natal a bordo do Carcará I, que nos acolheu com muito conforto e provou ser um barco muito acima da média. Posso até dizer que me surpreendi com o Delta 36, um projeto moderno, arrojado, rápido e facílimo de velejar. O Carcará I já está muito bem atracado ao píer do Aratu Iate Clube e a volta de Natal para Salvador foi numa velejada fantástica em que pegamos uma excelente janela de vento e tivemos a companhia do amigo Ricardo Maia. Agora temos a tradicional faxina de barco fechado, que felizmente está sem a presença de mofo, e em breve o Avoante voltará a navegar pelo mar da Bahia.

XXV Refeno foi um sucesso

cabanga (195)Faz tempo que participo da Refeno, mas vou dizer uma coisa: Faz tempo também que não tínhamos uma regata tão festiva e organizada como essa vigésima quinta edição. Muitos podem até achar que a idade avançada dessa competição tão cheia de charme tenha contribuído para a beleza do que foi a Refeno 2013. Pode ser, mas que foi boa, isso foi. E por isso, antes de mais nada, gostaria de parabenizar o Cabanga Iate Clube, na pessoa do organizador da festa, o velejador Marcos Medeiros e sua competente equipe de secretaria, liderada pela presteza e doçura de Suely.

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Houve contratempos? Houve sim. Mas como bem disse o velejador Leo, comandante do veleiro Leoa, tudo não passou dos ventos contra tão presentes em todas as regatas e que temos a felicidade de vencer. E sempre que esses “ventos contra” apareciam, lá estava a equipe de Marcos para mudar o rumo da pauleira. Quem não acreditou teve que rizar as velas, olhar em volta e pedir desculpas pela descrença, como foi o meu caso. Ainda bem que fui perdoado. Mas a verdade é que a XXV Refeno foi uma festa só. Assim que conseguir um melhor sinal da net mostro as imagens da festança.

A Tempestade – Parte 10

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Eita que a cada dia a história do amigo e velejador Michael Gruchalski está entrando no clima das grandes catástrofes apocalíticas. Se você não está acompanhando essa peleja entre homens e a natureza endiabrada, acho bom dar uma espiadinha nas postagens anteriores para não perder o fio da meada. Lógico que a imagem acima não tem nada haver com a Tempestade do Michael, mas é apenas um reflexo de um poder descomunal. Boa leitura!

A chegada da chuva- Parte 10

E a chuva chegou.

Numa tempestade, o primeiro pingo, a gente jamais esquece.

Não importa quantos virão em seguida. O primeiro pingo de chuva é sempre único. Impessoal, frio, dolorido. O primeiro pingo traz um recado dos céus. É como um telegrama que o carteiro traz com o impacto de uma notícia ruim. Ou como o susto que você leva de madrugada quando o celular toca na cabeceira da cama.

Quando o primeiro pingo atinge a pele mais parece um tiro de canhão perfurando a couraça de um tanque de guerra. O primeiro pingo nunca é um pingo normal. O primeiro pingo sempre espalha mais água, carrega mais força, é mais úmido, provocador, insultuoso.

E anuncia a chegada de outros bilhões de pingos.

O meu primeiro pingo, nessa noite, também foi assim. Veio lá do céu, carregado de ódio e bateu na minha testa, acima da sobrancelha direita. Do tamanho de uma ervilha, sólido e frio como aço, penetrante como uma bala de fuzil. Jamais me esquecerei daquele primeiro pingo. Continuar lendo

Retomando o rumo

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Depois de um longo e delicioso descanso “forçado” em Fernando de Noronha, participando de mais uma Refeno, vamos tentar manter o blog no rumo. Na verdade, o espaço de mais de uma semana sem nem ao menos dar uma espiadinha para ver como estavam as coisas e atualizar os comentários, foi devido a incrível “atenção” dispensada por nossas felizes empresas de comunicações a nós usuários. É uma festa! Mas, vamos jogar esse assunto ao vento para não termos indigestão. Também, para que danado o cara vai até a ilha de Fernando de Noronha, um dos mais belos paraísos naturais do mundo, para querer usar internet? Bem feito! Desde já agradeço a todos aqueles que comentaram e vibraram com o lançamento do livro Diário do Avoante, que aconteceu no Cabanga Iate Clube, dentro da programação da Refeno, e dizer que dia 19 de Novembro será o lançamento em Natal/RN. Por enquanto estamos com o Carcará I ancorado em frente ao Iate Clube do Natal, onde chegamos participando da Regata Fernando de Noronha/Natal – Fenat, e espero que vocês não se avexem, pois tenho muita coisa para contar de tudo que vi na Refeno e na ilha maravilha.

Noite de lançamento do Diário do Avoante no Cabanga Iate Clube