O Brasil que não enxergamos


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Nem só de mar e vento vive um velejador de cruzeiro, pois uma das boas coisas dessa vida meio errante de nômades dos oceanos e conhecer as maravilhas que existem em terra, e principalmente num país tão escandalosamente belo como é o nosso Brasil. Pode até ser que formamos fileiras para se espantar com os desmandos e a falta de princípios éticos tão comuns entre nós, mas tenho absoluta certeza que vivemos no melhor país do mundo e que, independe das cores vestidas pelo rei do momento. Precisamos sim de uma agenda positiva e que faça realçar o verdadeiro Brasil. Precisamos apagar das nossas telas o massificante rastro de violência desenfreada e que a cada dia tenta valorizar meia dúzia de apresentadores que babam de prazer em meio ao sangue derramando. Precisamos descarrilhar o trem fantasma que corre nos corredores de nossas casas legislativas e que descarrega livremente sua carga maldita nas nossas cidades. Precisamos sim, ver o Brasil que existe dentro do Brasil e não apenas aqueles que saltam aos olhos nas vitrines padronizadas dos shopping centers da vida. Adoro o mar, mas adoro também viajar pelas estradas que cruzam o nosso país. Hoje, sempre que posso, fujo das grandes BRs e me embrenho nas longínquas estradas que mostram o Brasil por dentro. Sigo por elas me sentindo mais brasileiro e feliz por estar conhecendo um Brasil ainda tão desconhecido. É por isso que me encanto sempre que vejo uma construção antiga embelezando as paisagensque margeiam as estradas, principalmente as igrejinhas tão isoladas pela nova fé dos homens. É muito comum passarmos por elas sem ao menos pisar levemente no freio para uma olhadinha de soslaio. Parar nem pensar! A vida não permite mais a contradição de uma parada para olhar a paisagem em volta. Mas, vamos em frente que esse post não era para colocar patriotismo barato na cabeça de seu ninguém, pois cada um sabe o que é o bom da vida. Era mesmo para mostrar essa bela igrejinha que enfeita a paisagem nas margens da BR 101, próximo a cidade pernambucana de Goiana. Ela fica nas terras que um dia pertenceu a Usina Maravilhas e que hoje serve de ringue para lutas do povo do campo. Muitas vezes, durante minha vida, passei pelo local e sempre me encantei com o cenário produzido pela natureza e a engenharia dos homens da fé. Nunca tive a oportunidade de parar, apesar da vontade não ter faltado, e sempre me cobrei por isso e sempre a igrejinha estava lá a me acenar. No mês de Maio de 2013, quando deixei o Avoante em Salvador/BA e peguei a estrada para ir a Natal/RN, não me contive e parei. Como é bonito o nosso Brasil! Deus seja louvado”.      

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6 Respostas para “O Brasil que não enxergamos

  1. Pois é, Comandante.
    O incrível é que esta paisagem está a 3 kms do local do meu trabalho!
    Neste momento, inclusive, estou nele e daqui a pouco, quando o dia tiver acabado de nascer irei passar por lá, mais uma vez.
    Só que desta feita irei apreciá-la com melhores olhos ainda do que já a via.
    Vamos que vamos!

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  2. Como é aconchegante o belo preservado diante do progresso, cuidadosamente preservado, assim com a “igrejinha”, linda às margens da moderna auto estrada, parabens pela imagem comandante!! Aguardamos a passagem de novembro por essas terras, portas abertas como sempre.

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  3. Linda! Mais um ensinamento do “avoante” sobre nosso extenso Brasil! Obrigada! Só uma observação… O nome da cidade é Goiana… Goiânia é no Goiás… Beijos!

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  4. Foi nessa usina em que dei meus primeiros passos em minha vida profissional. Estagiário de Engenharia Química, no ano de 1997. Período noturno das 22h até as 06h. Pegava estrada todos os dias, Recife-Goiana-Recife, as vezes condução própria, as vezes ônibus, as vezes carona….quanto sofrimento, mas foi gratificante, ajudou-me ser mais forte, encarar os obstáculos e enxergar a vida sob outras perspectivas.
    Hoje moro em Manaus e recentemente em minhas férias, em julho de 2015, fiz minha primeira viagem de carro de Recife à Natal, e lá estava minha saudosa “escola da vida”, local onde labutei e amadureci como estudante e como profissional, hoje só a ruína que representa um espaço da vida, na memória daqueles em que um dia já estiveram lá.

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