Arquivo do mês: julho 2013

Uma pintura

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Foi assim o Pôr do Sol que assisti hoje, 15/07, do píer do Angra dos Veleiros, na Península de Itapagipe em Salvador/BA. Magia que não existe tradução. Demonstração do esplendor da natureza. Pintura com as cores de uma aquarela inacessível ao homem. Sempre me rendi a esses momentos.

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Conversa com um gigante do Rock

4 abril (213)No último dia 13 de Julho foi comemorado o dia do Rock, ritmo alucinante que deu acentuado contratempo ao mundo, influenciando estilos de vida, moda, atitudes e linguagem. Nada voltou a ser o que era antes depois do Rock and Roll. A discoteca do Avoante tem muita coisa boa dessa batida forte, eletrizada por guitarras endiabradas e adoro velejar escutando o velho e bom Led Zeppelin, viajando nos solos maravilhosos do guitarrista Jimmy Page. Mas também tem alguns livros sobre o assunto, como o Luz e Sombra, um livro imperdível para aqueles, que como eu, adoram Rock. Se você também gosta, não deixe de ler.   

Uma imagem e muitos sonhos

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Com uma cena assim, nossos sonhos navegam pelos mares do mundo em busca do nada, apenas pelo simples prazer de navegar.   

O Anakena já está no Porto

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Com essa imagem do Porto de Maceió, anunciamos a chegada do catamarã Anakena, que havia partido para a 1ª Expedição Oceânica Maceió a Ilha de Ascensão, mas teve que retornar devido a problemas com cabos que sustentam o mastro. Leia o relato do comanante Eugênio Lisboa, falando do problema que tiveram a bordo e deixando a rota aberta para uma nova investida.

Prezados parentes/amigos,

Saímos para Ascension Island na sexta-feira no final da tarde, às 17h 45min.

Durante todo o final de semana o vento era ESE o que dificultou muito conseguirmos seguir em direção à Ascension (o rumo ideal era 110 Magnéticos, 87 verdadeiros).

Resolvi descer em latitude até o través do Recife, sempre tentando se afastar o máximo da costa brasileira.

Na altura do Recife os ventos continuavam ESE e resolvi dar um bordo positivo de 23 horas com ajuda dos motores (1900 rpm).

Nesse bordo fomos até o través de Maceió, precisamente até a altura da Praia do Saco, ligeiramente ao sul de Maceió.

Durante todo esse percurso o mar estava com ondas desencontradas e também apareceram muitos marulhos. As ondas chegaram a mais de 3 metros, com algumas mais altas. Essa agitação somada a ventos que facilmente ultrapassavam 30 nós devem ter desencadeado o incidente que tivemos e que será mais detalhado abaixo.

Quando chegamos na altura de Maceió, vi que poderia dar um bordo já praticamente em direção a Ascension. O vento naquele momento havia mudado para SE e poderíamos rumar no limite da orça.

Na terça-feira, de madrugada, precisamente as 00h 05min, ao abrir a buja, escutei um forte barulho e vi que a buja havia caído do mastro.

Chamei todos os tripulantes para ajudar na recuperação da buja. Metade da vela estava dentro da água. Após alguns minutos conseguimos coloca-la sob o convés do Anakena e fomos analisar a situação.

Após verificar o terminal e a chapa de inox que prende o cabo de aço da buja no topo do mastro, cheguei a conclusão que devido aos grandes esforços sofridos a chapa de inox foi abrindo, deve ter quebrado o contra-pino e a partir daí era só esperar o pino ir saindo do encaixe para que o incidente ocorresse.

Como esse cabo de aço é o principal cabo de proa que ajuda na fixação do mastro e como não dava para reparar naquela situação, resolvi dar meia volta e rumar para Maceió. Após o incidente os brandais e ovens ficaram mais folgados e resolvi não abrir a genoa, que é fixada no gurupés, para não sobrecarregar a mastreação e evitar uma possível queda do mastro, que ocorreria caso o cabo de aço da genoa também viesse a soltar ou se romper. Não sabia naquele momento o real estado do fixação desse cabo e não havia possibilidade de subir no mastro com a grande agitação marítima para ter certeza de que poderíamos ou não usar a genoa.

Estávamos a 260 NM de Maceió e a 1010 NM de Ascension. Como tinha bastante diesel nos tanques, liguei os motores para ajudar a vela mestra (1900 rpm, para consumir pouco diesel). Levamos exatamente 48 horas para retornar a Maceió.

Infelizmente não foi dessa vez que conhecemos a ilha de Ascension.

Eugênio Lisboa Vilar de Melo Júnior

Uma vidinha assim

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Nessas nossas navegadas pelas águas que banham a Baía de Todos os Santos uma das boas coisas são os encontros com amigos nos muitos locais de fundeio que compõem o cenário maravilhoso. A ilha de Itaparica funciona como uma grande base de encontro e é onde podemos trocar informações e saber das últimas novidades, num ambiente eclético, irreverente e bem distante das regras que regem os clubes náuticos.

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Lá podemos mariscar os famosos chumbinhos, ou papa-fumo, e incrementar uma deliciosa receita de espaguete ou outra qualquer que venha dar na telha. Tudo é motivo para encontro com os amigos ou mesmo incluir novos ao rol das amizades.

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Quem não tiver a fim de quebrar a cabeça com as receitas ou mesmo colocar a mão na lama em busca dos pequenos mariscos, pode sentar numa mesa dos muitos restaurantes que cercam a pracinha, ou o Mercado Central, e se deliciar com uma saborosa moqueca acompanhada de uma cerveja bem gelada a preços bem populares e interagir com os nativos. Sempre surge um bom papo.

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Mas se a intenção for mesmo ficar a bordo e aproveitar o que essa vida de velejador tem de melhor, o livro de receitas, combinado com a fartura de chumbinhos da Coroa do Limo, passa a ser um sucesso. Principalmente quando estamos acompanhados de bons amigos, como nesse encontro etílico-gastronômico a bordo da escuna Morena, do comandante Sampaio.

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O mais, é curtir a paisagem e apreciar o quadro mágico da natureza que se renova a cada momento.

O Anakena está voltando ao Porto

Boletim Extra

A navegada do catamarã alagoano Anakena pelas águas do Atlântico até a ilha britânica de Ascensão, teve um revés na noite de ontem, 08/07. Uma avaria no cabo da vela buja levou a tripulação a decidir, por prudência e zelo, pelo retorno a Maceió/AL, segundo informações da equipe de terra comandada pelo navegador Mário Engles. Mas hoje, 09/07, logo cedo recebi um telefonema do navegador paraibano Wilson Chinali, que é um atento e apaixonado nos assuntos das navegações, informando que alguma coisa havia acontecido com Anakena, pois ele estava voltando ao Porto de origem. Essa observação do amigo e leitor Wilson é mais uma prova da grande importância do localizador SPOT, ver SPOT do Anakena, para a segurança de uma embarcação e dos tripulantes. Agora vamos ficar atentos para o bom retorno do Anakena, que pelos cálculos do Wilson deve estar no Porto na tarde do dia 11/07. Porém, ainda hoje teremos informações oficiais da equipe de apoio em terra.

A Tempestade – Parte 2

2 fevereiro (125)

Vamos dar continuidade em A Tempestade, o relato de uma navegada do velejador baiano Michael Gruchalski, com a segunda parte de: A Perda do Leme. Para quem não acompanhou a primeira parte, basta clicar AQUI e saber da história desde o começo.

A PERDA DO LEME – Parte 2

Nosso leme, depois de pronto, era um arranjo grotesco em forma da letra éle que tomava todo o espaço do cockpit obrigando-nos a malabarismos. Durante a montagem, quem estava do lado de cá, cá ficava, quem estava do lado de lá, lá ficava. Lutamos com aquela geringonça mais de quarenta minutos para amarrá-lo, apoiá-lo e prende-lo ao poste do guarda-mancebo lateral do espelho de popa.

Estávamos à deriva há onze horas e aquilo ou, aquele leme, deveria levar-nos ao nosso destino, Aracaju, vinte e duas milhas a sudoeste. Deveria levar sim, mas logo detectamos que não nos levaria a lugar algum. Por causa de um problema. Técnico. É, havia um probleminha. Continuar lendo